Sábado, 25 de Maio de 2013

Ao lado das Convertidas: onde mora a insanidade?

O tema das Convertidas transferiu-se definitivamente para as casas ao lado...
Foi hoje publicada, na edição do Correio do Minho, uma crónica à qual não posso ficar indiferente, escrita a respeito do caso das Convertidas. Na mesma crónica foi feita referência ao meu nome e a este blogue, menção que, desde já agradeço. Já que tomou a liberdade de citar o meu nome, também terei a mesma para citar o nome do autor da crónica do Correio do Minho.
Nessa crónica, Costa Guimarães, homem de reconhecida inteligência, que foi diretor do Correio do Minho durante longos anos, critica as forças da oposição e as associações cívicas por criticarem o negócio das Convertidas, o qual - convém recordar - não tem nada que ver com as Convertidas, já que a única decisão tomada foi a expropriação urgente sobre os imóveis nos quais recai uma hipoteca da filha e genro do Sr. presidente da Câmara. Depois de expor uma série de declarações retiradas do seu devido contexto, termina falando de insanidade política, sem nunca referir as tais expropriações urgentes que envolvem familiares do Presidente da Câmara.
E por falar em insanidade, eu, que sou assíduo leitor das crónicas do Costa Guimarães, as quais sinceramente aprecio pela forma inteligente com lê os factos, a realidade e até a Igreja à qual pertenço, reparei que há quase um ano que não versa sobre assuntos da política brácara. A última vez, se a memória me não falha, foi para apelar à unidade do Partido Socialista em Braga num tempo em que se disputava a liderança da concelhia. Se a memória não continuar a falhar, julgo ter perdido o interesse por estas temáticas precisamente quando estourou a polémica sobre suspeitas de corrupção nos Transportes Urbanos de Braga. Uma mera coicidência, talvez.
Mas voltando ao cerne da questão, porque não quero ter a insensatez de fugir do tema central, não posso eu, até porque não sou militante de nenhum partido, tomar a defesa da honra das respetivas bancadas, mas posso falar em nome da associação que represento e de outra que admiro e sigo, chamada JovemCoop. Porque é uma pessoa atenta, Costa Guimarães certamente terá lido o comunicado que a JovemCoop e a Braga + publicaram a respeito das expropriações urgentes sobre os imóveis nos quais recai uma hipoteca da filha e genro do Sr. presidente da Câmara. No mesmo comunicado referia-se que as duas associações continuarão a pugnar pela reabilitação do recolhimento das Convertidas, atribuindo responsabilidades quer ao Governo central quer à autarquia, e dando até a sugestão para que o dinheiro que está a ser aplicado na exproriação "urgente" seja sim aplicado na recuperação do imóvel. Não é a recuperação das Convertidas o fundamento de tudo isto?
Aliás, à insanidade política, permitam-me juntar a insanidade jornalística de quem tenta defender uma contradição que não existe - visto que todos continuam a defender a urgência da recuperação das Convertidas - e oculta, suponho que deliberadamente, o motivo da revolta dos partidos da oposição e das associações: o facto da única decisão até agora tomada ser meramente a expropriação com carácter urgente (a urgência é a recuperação das Convertidas!) dos imóveis sobre os quais recai uma hipoteca da filha e genro do Sr. Presidente da Câmara, repito sobre os quais recai o ónus de uma hipoteca contraída pela filha e genro do Sr. Presidente da Câmara.
Entendo perfeitamente que cada um de nós, legitimamente, e por questões de ideologia ou afinidade, apoie declaradamente um candidato às próximas autárquicas. Até compreendo, porque o pão faz falta na mesa, que se misture a salvaguarda legítima do posto de trabalho de quem se dedicou anos a fio a uma tarefa. Entendo-o e não estou a ser irónico. Agora, busquemos traduzir esse apoio com algum toque de lucidez e sendo sempre fiéis companheiros da verdade.


PS - Caro Costa Guimarães, vou continuar a ler as suas crónicas com muito interesse, porque aprecio sobremaneira a forma como escreve e partilho de muitas das suas opiniões, todavia, sempre que o assunto for política brácara, seguramente que me irei poupar ao seu teor. É pena!

Sexta-feira, 24 de Maio de 2013

Só falta um mês...


Manobras de diversão...

Se o cónego Melo fosse vivo repudiaria certamente a atitude destes supostos "amigos"
Um dos temas de destaque da reunião do executivo municipal de Braga realizada ontem foi a colocação da estátua ao cónego Melo. Esta proposta foi aprovada com votos favoráveis do PS e com a abstenção da coligação Juntos por Braga. Nesta sequência veio hoje publicada num órgão de comunicação social uma estranha "carta aberta", que supostamente pretende defender a homenagem, mas com tem um alvo bem mais declarado.
Aparece completamente despropositado esta espécie de anúncio de apoio à estátua - pelo menos é assim que se designa - e que se limita a atacar pessoalmente o candidato da coligação Juntos por Braga. Nem vale a pena dizer em que jornal foi publicado este "anúncio"...
Ora, esta atitude manifesta uma profunda ignorância sobre a personalidade do Monsenhor Eduardo Melo Peixoto, que seguramente repudiaria a atitude destes seus "amigos" anónimos, que tentam tirar dividendos políticos de uma abstenção mais que justificada quanto à colocação da estátua.
Trazer este tema à agenda política da reunião de Câmara ontem foi uma jogada de mestre para retirar mediatismo à expropriação dos prédios contíguos às Convertidas, que vão pagar a hipoteca à filha e genro de Mesquita Machado.
Isto, caros bracarenses, é política baixa, promovida por quem já percebeu que perdeu o pulso à cidade. Que o digam os estudos eleitorais que sucessivamente têm sido encomendados...

PS - O monsenhor Melo não merece "amigos" que utilizam o seu nome, e a polémica que gera, mesmo depois da sua morte, para abafar um assunto de que não interessa falar...

Quinta-feira, 23 de Maio de 2013

Funicular do Bom Jesus classificado!


Trata-se de mais uma excelente notícia para o património brácaro: o funicular do Bom Jesus, exemplar raro no âmbito dos transportes movidos a água, foi hoje classificado como monumento de interesse público.
O processo de classificação, que se arrastava desde o ano 2000, altura em que a ASPA fez a proposta, foi finalizado, após o aval que tinha sido dado pelo Conselho Nacional de Cultura.
Este reconhecimento pode ajudar à candidatura do Bom Jesus do Monte a Património da Humanidade.
Recorde-se que o funicular do Bom Jesus foi o primeiro construído na Península Ibérica e, actualmente, é o único do mundo que ainda funciona pelo sistema de contrapeso de água.

Bora fazer história, professor?

Jesualdo Ferreira treinou o Braga entre março de 2003 e junho de 2006
Já não sobram dúvidas. Jesualdo Ferreira vai ser o novo treinador do Sporting de Braga. Pessoalmente, preferia o regresso de Domingos, mas esta também é excelente opção! Com uma estrutura bem melhor que a que tinha em 2006, Jesualdo tem abertas as portas da história.
Aliás, tudo o que vier depois de Peseiro será sempre melhor... Jamais esqueceremos os calafrios, as vitórias sofridas e uma equipa talentosa e competitiva transformada em destroços. A Taça da Liga, de facto, está a servir - para alguns - como argumento para mascarar a realidade.
Bora fazer história, professor?

Quarta-feira, 22 de Maio de 2013

Mais quatro anos à espera do teatro romano...

É notório o entusiasmo dos responsáveis autárquicos, aquando da descoberta do teatro...
Musealização do Teatro Romano está inscrita no Programa eleitoral do PS

38 segundos de Bracara Augusta


A porta e a paróquia de S. João do Souto



Como sabemos, a cidade de Braga, na segunda metade do século XIX, foi alvo de uma série de transformações urbanísticas que lhe tolheram a feição medieval.
As exigências das modernas habitações, bem como a necessidade de criar espaços de circulação mais largos, serviram de motivação para que fossem destruídas ou descaracterizadas muitas das artérias de origem medieval, bem como uma parte das habitações mais antigas. O centro histórico de Braga é hoje quase uma recriação oitocentista. No meio desse ímpeto reformista foram ainda destruídas as portas que restavam da cintura medieval.
Uma das mais importantes era a porta de S. João, que se localizava – como indica a gravura – na passagem do atual largo de S. João do Souto para o largo Carlos Amarante. Esta porta, demolida em 1867, terá sido reconstruída a mando de D. Diogo de Sousa (1505-32), aliás, segundo o testemunho de D. Rodrigo da Cunha, terá sido este mesmo prelado a mandar abri-la. Todavia esta porta, conhecida então como porta Orienta, já aparece mencionada documentalmente pelo menos desde 1210.

Terça-feira, 21 de Maio de 2013

Fazer a vontade ao papá...

Pior que errar, é insistir no erro, procurando dar a volta à inteligência das pessoas...
Este projecto seria fabuloso se houvesse realmente vontade, financiamento e se não recaísse sobre os imóveis o pesado ónus de uma hipoteca que pertence a quem nós sabemos...

São João de Braga: acudam-lhe enquanto é tempo

Commercio do Minho, 16 de junho de 1896
Nos tempos em que as festas de São João eram o maior evento turístico da cidade, era grande a azáfama para arranjar hospedagem. Frequentes vezes a imprensa anunciava que os hóteis e pensões da cidade e Bom Jesus já estavam lotados e não se pense que eram poucos os estabelecimentos da pernoita em Braga. Por isso mesmo, esse momento do calendário era aproveitado por muitas familias para alugar quartos aos forasteiros desprevenidos.
Depois, por volta dos anos 30 do século XX, o Porto resolveu calendarizar as suas festas da cidade para a mesma época e Braga, naturalmente, ficou para trás no mediatismo que, até aí, lhe era favorável. O São João de Braga chegou a ser considerado o maior arraial do país, e não se pense que era lisonjeiro este título, já que lhe era atribuído pelo principal periódico português, "O Século".
Apesar das televisões e jornais continuarem a preferir falar do Porto na quadra sanjoanina e, até menosprezarem o que se passa em Braga, a capital do Minho tem toda a propriedade para ambicionar voltar a fazer das festas de São João o seu maior produto turístico. Tem história, tradição, cultura popular e um enorme vector de identidade.
Agora é saber promovê-lo e valorizá-lo! Temos tudo para ficar a ganhar! Se os bracarenses se unirem em torno das suas festas da cidade, a afirmação - ou melhor, a reafirmação - estará para breve.
E que tal candidatar o São João a Património Imaterial da Humanidade? Afinal é muito mais original do que a própria Semana Santa, que já manifestou a pretensão, e é muito mais igual ao que se faz em outras zonas de Portugal e do mundo...

Segunda-feira, 20 de Maio de 2013

Bem-vindos a Bracara Augusta!

A cidade de Braga vai fervilhar de emoção a partir da próxima quarta-feira com a terceira iniciativa mais participada do seu calendário anual: a Braga Romana. Todas as palavras seriam poucas para elogiar esta iniciativa, que envolve de uma forma meritória escolas e associações do município, patrocinando um pouco do que foi a origem de Braga e recriando artificialmente o ambiente de uma civitas romana.
Esta iniciativa tem-se demarcado pela qualidade de execução, pelo envolvimento cenográfico e artístico alcançado e também pela dimensão educativa, que envolve as escolas da cidade.
O único aspecto que poderia ser melhorado é o que diz respeito à exploração patrimonial do evento. Com a herança arqueológica de que Braga dispõe e com a constante actividade de investigação e valorização promovida pela Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho, que todos os anos apresenta novidades, é pena que a Braga Romana passe ao lado da Braga efectivamente romana.
Poderíamos desde logo questionar porque é que a iniciativa decorre maioritariamente fora da área da cidade romana, todavia isso é um pormenor diante da valorização dos vestígios romanos espalhados pela cidade, inclusive em alguns lugares onde decorre a Braga Romana. E que tal aproveitar o evento para os sinalizar e para convidar a população a conhecê-los?

Cidadania em movimento apresentou-se


O estacionamento amnésico...

Diário do Minho,18/05/2013
Quando os bracarenses esperavam que as surpresas se ficassem pela expropriação urgente dos imóveis sobre os quais recai uma hipoteca da filha e genro do Presidente da Câmara, eis senão quando surge um outro "ajuste directo" a uma empresa muito conhecida de Mesquita Machado.
A troco de 20 mil euros, as viaturas da Polícia Municipal vão poder aparcar num parque de estacionamento pertencente a uma empresa privada, quando a Câmara Municipal de Braga possui um equipamento do mesmo género no centro da cidade: o silo-auto da rua do Raio.
A Câmara Municipal justificou este negócio no facto de não deter "recursos próprios" para acorrer a esta necessidade da Polícia Municipal...
Ter-se-á esquecido do parque que ainda detém mesmo no centro da cidade?

PS - pelos vistos o motivo deste ajuste directo deve-se ao facto dos reboques da PM não conseguirem entrar no silo da rua do Raio. Uma vez mais se prova que, se a autarquia soubesse comunicar o fundamento das suas decisões, os cidadãos viveriam um pouco mais esclarecidos sobre os "negócios" que se se fazem com o dinheiro que pertence a todos os bracarenses. Fica aqui a rectificação...

Domingo, 19 de Maio de 2013

MAIOR AO DOMINGO: Pedro Morgado

Da irrelevância política de Braga

A ligação ferroviária entre Porto e Vigo conhecerá, a partir de julho, significativas melhorias que tornarão mais rápida e confortável a viagem entre as duas cidades. De acordo com as notícias conhecidas, não existirão quaisquer paragens no percurso que passará a fazer-se em duas horas e vinte minutos, mantendo o custo de 16€ por trajecto. Isto significa que a cidade de Braga, líder da terceira área urbana mais populosa do país, fica completamente arreada da ligação à Galiza, sendo necessário fazer uma viagem até à estação de Campanhã, no Porto, para apanhar o comboio directo a Vigo.
Esta opção dos governos português e espanhol é absolutamente inaceitável para cidade e o distrito de Braga, constituindo-se como uma  flagrante marginalização que se soma à anunciada eliminação da cidade do mapa do comboio de alta velocidade. É preciso recordar que esta medida, associada à centralização da divulgação turística no Porto, será altamente prejudicial para a economia e o turismo da cidade, desviando de Braga (e do distrito) milhares de potenciais turistas que aqui deixariam dinheiro vital para o nosso desenvolvimento e, em algumas situações, para a nossa sobrevivência.
Perante uma desconsideração desta magnitude, é legítimo que nos indignemos, é urgente que reflictamos sobre a irrelevância política do distrito e é necessário que os deputados eleitos pelo círculo de Braga reajam de forma inequívoca propondo soluções que protejam os interesses do distrito. Braga e as suas gentes têm que se mobilizar na defesa dos interesses estratégicos da região, trazendo para o debate das autárquicas as questões da mobilidade mas também as sucessivas descriminações de que o distrito tem sido vítima por parte do poder central. É também fundamental que os diferentes candidatos autárquicos explicitem sem ambiguidades qual a sua posição em relação a esta opção política do governo bem como das medidas que pretendem propor para a sua correcção.
De outro modo, contribuiremos para que a campanha não passe do espectáculo político-partidário costumeiro e seremos cúmplices do abandono e da marginalização do distrito por parte do poder central, continuando a pagar impostos para que Porto e Lisboa asfixiem completamente o país, saqueando-lhes a alma até ao tutano.

Sexta-feira, 17 de Maio de 2013

Rua de S. Domingos: o exemplo (não) vem de cima

Esta obra que vemos na imagem é promovida pela empresa municipal BragaHabit e não tem qualquer corredor de circulação para peões, como julgo ser obrigatório. Quando os carros se dirigem para a rua de S. Domingos, vindos da rua de S. Victor, os peões que circulam pelo lado direito da rua vêem-se confrontados com automóveis ao dobrar a esquina. Muito perigoso!
Se uma obra promovida por uma entidade municipal não dá o exemplo de salvaguarda pelo espaço que é dos peões, então que moral existe para o exigir aos demais promotores de construção civil em Braga...
Infelizmente, nem sempre o exemplo vem de cima...

Para quando a certificação do traje de Braga?

Ficamos ontem a saber que a Câmara Municipal de Viana do Castelo vai avançar para a certificação e qualificação do traje à vianesa. Esta iniciativa louvável visa fomentar a identidade local e proteger as características próprias deste elemento etnográfico que serve de imagem de marca à cidade do Lima.
E Braga? É impressionante perceber como tão poucos bracarenses sabem identificar as características do seu traje típico. Talvez porque esteja pouco divulgado... Talvez porque ainda não existam publicações suficientes sobre este tema ou porque ainda faça falta o tal museu da cidade, onde e etniografia e a cultura popular têm que ter um lugar obrigatório.
O grupo Gonçalo Sampaio há anos luta por isso e Braga já teve a possibilidade de construir um museu de etnografia e história, que nunca foi avante.

Estátua ao cónego Melo volta à ribalta

Segundo avança o Jornal de Notícias, a estátua do cónego Melo, falecido em abril de 2008, vai ser finalmente colocada na rotunda do cemitério, por iniciativa de Mesquita Machado.
Recorde-se que este assunto foi abordado a primeira vez em 2002, tendo despertado muita polémica, em particular dos grupos da esquerda radical, por entenderem que a sua ação no período pós-revolucionário nunca foi bem esclarecida.
Entretanto, da parte da sociedade civil bracarense, associações cívicas e muitos sectores da Igreja, a estátua era entendida como uma homenagem justa a um homem que uniu instituições e nunca negava ajuda a ninguém.
Prevê-se, portanto, muita polémica, caso a autarquia pretenda mesmo avançar para a colocação da estátua. Pessoalmente, entendo que se deveria esperar mais alguns anos para o fazer.

Quinta-feira, 16 de Maio de 2013

A próxima vítima da saga urbanística?

Este atentado ao património está a ser discutido no Fórum Bracarae
O palacete Domingos Afonso pode ser a próxima vítima da saga urbanística que grassa em Braga. O exemplar de Ernesto Korrodi, situado na rua do Carvalhal, está nas mãos da mesma empresa que está a "arranjar" o edifício do gaveto da avenida 31 de Janeiro.
Ou muito me engano, ou até Outubro vai haver alguma pressa em resolver estes casos bicudos do património bracarense, não vão as associações de defesa do património protestar...

Memória Maior: resquícios da rua das Águas


@ Grupo Memórias de Braga (Facebook)
Como sabemos, a avenida da Liberdade resulta de um grande projecto que visava construir uma grande avenida entre o parque da Ponte e o cemitério. Concretizada apenas a sua vertente sul, esta grande artéria sacrificou o traçado das estreitas ruas da Ponte e das Águas.
Dado que o traçado de ambas não era tão coincidente como exigia a ortometria da nova avenida, grande parte dos edifícios foram dizimados e, os que sobreviveram, tiveram que sofrer significativas adaptações. É o caso do edifício que vemos na imagem e que ainda hoje subsiste, localizado no largo João Penha.
Como se observa na primeira gravura, esta casa tinha duas fachadas, uma voltada para a rua do Raio e outra para a rua das Águas. Sendo necessário acertar o gaveto desta rua com a nova avenida, foi-lhe acrescentado um edifício a poente, que obliterou de vez a sua fachada lateral.
Um resquício da antiga rua das Águas que vale a pena recordar.

Desvalorizar Braga todos os dias

A avenida 31 de Janeiro é uma das mais agradáveis artérias de Braga, particularmente devido aos exemplares arquitectónicos que detém. Uma das casas mais interessantes, localizada no gaveto com a rua 25 de Abril, está, neste momento, a ser demolida para dar lugar a duas moradias.
Numa cidade onde se diz que a aposta está na reabilitação urbana não se entende esta permissividade para destruir e descaracterizar. Teremos mais disto até Outubro?