quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Ideias para Braga: Museu da Cidade

Não é algo de inédito, dado que Braga já teve uma espécie de museu da cidade nos primórdios do Museu D. Diogo de Sousa. Esta ideia nasce do imperativo de divulgar a riqueza de uma história com dois mil anos, por onde passaram diversos povos e culturas que deixaram bem vincadas as suas marcas. Os bracarenses só poderão perceber a sua identidade se acederem à sua história. 
Para além de um percurso cronológico ao longo da história da cidade, desde os primeiros vestigios de ocupação humana na região, passando pela civilização romana, até à cidade dos Arcebispos remodelada por D. Diogo e transformada a partir do traço de André Soares. Poderia ser também aproveitado para recordar os monumentos desaparecidos da cidade, mostrando fotos ou gravuras e expondo alguns vestígios dos mesmos, de forma a conservar a memória da Braga desaparecida. De aproveitar também os escritos de grandes homens da literatura nacional, que tiveram em Braga uma musa de inspiração; recordo-me de Camilo... Também seria oportuno olhar em pormenor a Semana Santa e o São João, recordando as personagens (farricocos, Rei David...) e as tradições presentes e passadas. 
Que melhor forma para revelar a alma de uma cidade?
Este museu poderia ser instalado no grande edifício da rua do Castelo, projecto do portuense Marques da Silva, que actualmente se encontra sem utilidade. Poderia ser feita uma ligação à Torre de Menagem, dando acesso a um dos monumentos mais importantes da cidade. Poderia ter outras valências, como um auditório de realtivas dimensões, salas para exposições e tertúlias e, ainda, uma biblioteca com toda a Bracarografia publicada. Funcionaria como pólo cultural prioritário de tudo o que implicasse o interesse histórico-documental da nossa cidade. Conferências recorrentes sobre a nossa história e património, exposições com a mesma temática, edição de livros e visitas temáticas ao nosso património...

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