domingo, 30 de outubro de 2011

Porque não um parque?

Todos sabemos que o palco mediático da política implica que os partidos e respectivos políticos deixem bem vincadas as suas diferenças de ideias e opiniões. Sabem também que em Braga se vive uma renhida e acesa luta entre o partido socialista, no poder há quase quatro décadas, e a coligação de direita que já ameaçou o trono de Mesquita Machado nas últimas eleições. Por tudo isto, todos os assuntos e projectos são oportunidade para manifestar as diferenças. Todavia, alerto para a necessidade de, independentemente das motivações que presidirem a quem os promove, se colocarem de acordo com os projectos que são prioritários para os bracarenses.
A discussão em torno do Parque urbano do Picoto parece interminável e o prejuízo é de todos os bracarenses que há tanto anseiam por espaços verdes e de lazer. Há verbas do QREN para este projecto que poderão escapar caso a autarquia não seja célere no processo!
Ainda que Ricardo Rio conceda prioridade ao parque monumental das Sete Fontes - e eu, e muitos bracarenses, até possa estar de acordo com ele... - a verdade é que podemos perder uma oportunidade de financiamento que, a confirmar-se, será uma péssima gestão do erário público. Se está programada a obra e há financiamento, má conduta é não aproveitar...
Queremos um parque. O Picoto é um recurso natural que nunca foi devidamente aproveitado pela cidade. Tem uma localização invejável - neste aspecto bastante melhor que as Sete Fontes - e o projecto elaborado pela autarquia é efectivamente interessante e motivador. Por isso, esperemos que, neste caso, a oposição se coloque do lado dos anseios dos bracarenses, mesmo deixando as ressalvas que tem levantado em relação ao processo de expropriações e às motivações da autarquia.

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