terça-feira, 29 de novembro de 2011

A conversão de Mesquita Machado

A história da Igreja está recheada de vidas fantásticas de homens e mulheres que, de um percurso de pecados e má conduta passam a perceber a vantagem divina das virtudes. Seguramente que cada um de nós está sujeito também a mudanças comportamentais derivadas geralmente de acontecimentos e pessoas marcantes. É o que vulgarmente se chama de conversão, e aconteceu com muitos famosos ao longo da história, desde Maria Madalena, São Paulo, Constantino Magno...
Ao observar e analisar o recente comportamento de Mesquita Machado fica também a dúvida se estaremos diante de uma conversão (e que ninguém ponha de lado esta hipótese!)...
Para além da alegada colaboração com a oposição no processo de negociação da antiga fábrica Confiança; temos um admirável interesse pela recuperação da zona histórica dos Galos, anos após de insensibilidades e projectos urbanísticos aprovados para o local; projectos de reabilitação urbana de espaços devolutos; ou a aceleração do processo de construção de um verdadeiro parque urbano.
O que se passa com o nosso presidente, perguntarão os bracarenses mais atentos?
Uns dirão que é calculismo eleitoral, por receio que o PS perca as próximas autárquicas, outros dirão que é para auxiliar a actividade económica dos muitos empreiteiros da cidade, que estão asfixiados pela quebra do mercado de construção, outros dirão até que se trata de normal actividade autárquica...
Não sei qual das versões poderá corresponder à análise psicológica de Mesquita Machado. O que sei é que estão previsto projectos muito aguardados e que são uma mais valia para a qualidade de vida e para o património da cidade. Nesse sentido só pode contar com o meu apoio.
Se há conversão ou não, só Deus pode saber!

1 comentário:

  1. há de facto uma mudança bastante visível... interesse pelo património, preservação do património e da memória de Braga é precisamente um campo em que o município não esteve bem ao longo destes anos.
    estou contigo... têm o meu apoio!
    há que aproveitar a conversão (qualquer que sejam os objectivos escondidos) e a onda construtiva (aquela que não destrói)!

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