quarta-feira, 23 de novembro de 2011

A regenerar Braga...

Os projectos de reabilitação urbana já efectuados nos últimos anos pela autarquia e aqueles que há muito estão agendados, podem ser conhecidos em pormenor num novo site da internet disponibilizado pela Câmara: www.aregenerarbraga.com.
Este site pretende dar uma visão ampla de um grande projecto para Braga, com um fundamento a conduzir todos os projectos. Esta visão em rede integrada é essencial para se perceber um objectivo nas obras que são lançadas...todavia, gostava que isto significasse uma mudança fulcral de rumo nas políticas autárquicas.
Será que a Câmara passou a olhar finalmente para a importância de conservar e reabilitar o património natural e urbano? Não iremos ver desaparecer mais nenhum edifício histórico face a interesses particulares? Estão realmente preocupados com a existência de espaços verdes e de lazer?

O que provocou esta mudança? 

2 comentários:

  1. O site "www.aregenerarbraga.com" e o plano estratégico de reabilitação urbana "https://files.me.com/rsdoria/og1g6g", são sem duvida de aplaudir, transparência e apresentação em tempo útil, com um levantamento exaustivo dos imóveis particulares em estado de degradação e ruína, que poderão ser alvo dos fundos comunitários.

    No entanto há que manter os projectos activos, bem ao contrário do que aconteceu com a "Ínsula das Carvalheiras", que transitou de orçamento em orçamento e agora já ficou adiada pelo menos para 2013, ou o "Orçamento Participativo" que para 2012 já nem foi lançado.

    Por outro lado à que lamentar o esquecimento de infraestruturas como:
    -"Teatro Romano"
    -"Achados do Antigo Quarteirão dos CTT"
    -"Parque Arqueológico da Falperra"
    -"Parque das Sete Fontes" (nomeadamente plano de trabalhos Arqueológicos condizentes)
    -"Castro de Monte Redondo"
    -...

    Numa opinião pessoal penso que a Arqueologia deve ser vista de forma mais capitalista como fonte de receitas através do aumento do potencial turístico, por isso entendo que todas as intervenções nas praças do centro histórico deviam ser acompanhadas de prospecção activa por novos achados arqueológicos, uma vez que se procederá à substituição de todo o pavimento da praça, uma dos exemplos mais evidentes é o Largo Carlos Amarante, onde caso fosse encontrado algum achado significante, seria uma mais valia, e poderia ser musealizado "in situ" com galerias de acesso pedonal pelo Largo.

    Em Braga a Arqueologia continua a ser vista como uma imposição e não como uma mais valia, talvez também por culpa da UAUM que vê em cada intervenção arqueológica não uma descoberta, mas apenas uma forma de mitigar a destruição dos achados.

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  2. Caro Carlos,
    Obrigado por ter trazido aqui a lembrança das já muito prometidas musealizações das ruínas das Carvalheiras e do Teatro romano, entre outros. A Câmara há muito se comprometeu em tornar público este património arqueológico invejável de Braga.
    Deixar passar a oportunidade de incluir estes projectos no financiamento do QREN é uma opção estratégica questionável...

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