quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Santos da Cunha 100 anos depois...

António Maria Santos da Cunha, o mítico presidente da autarquia bracarense entre 1949 e 1961, completaria hoje um século de vida. Sabemos bem o quanto demorou a estátua que hoje se vislumbra na praça do Condestável, uma justa homenagem a um homem que lutou pelo engrandecimento de Braga, e que colocou os interesses dos cidadãos acima dos próprios. É pena que o preconceito, por se tratar de uma figura do Estado Novo, apague a possibilidade de lhe reconhecer os méritos. Rasgou as novas avenidas, nomeadamente a Rodovia, construiu o novo mercado municipal, remodelando diversos espaços urbanos e traçando novas ruas e urbanizações. A nova Braga começou por ele e despertou do marasmo a que o Estado Novo parecia ter condenado a cidade. Recorde-se que a intenção de Salazar era tornar Coimbra no terceiro pólo urbano português, isto porque Braga até 1926 detinha esse título. Santos da Cunha contrariou a intenção do ditador...
É notável o amor que confessava por Braga, sendo um bairrista sadio, que saía para a rua para mobilizar os bracarenses a irem até Aveiro apoiar o Sporting de Braga ou para saúdarem o Chefe de Estado num dia de temporal, para não deixar ficar mal a cidade e os seus habitantes. Amigo das instituições do concelho, numa célebre homenagem confessou "cada homem tem a sua paixão; a minha é a da terra!".
Sou democrata, de centro-esquerda e bracarense, por isso não deixo de lhe prestar uma merecida e grata homenagem. Haja mais presidentes da câmara assim!!!

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