quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O poder faz muito mal a alguns partidos...

Já não bastava a campanha eleitoral das últimas legislativas, em que os partidos que nos governam garantiam que iam acabar com os 'boys' e as nomeações infindas para cargos públicos, para agora confirmarmos exactamente o contrário. 
Ora, neste campo o CDS é um protagonista peculiar. 
  • Na passada semana o político do CDS Rui Barreira assumiu a direcção do Centro Regional da Segurança Social de Braga. Porquê? Por ter mais competência? Por ser simplesmente do partido e se encontrar no desemprego? Porque o CDS em nada se distingue dos hábitos incompreensíveis de todos os partidos de poder?
Fiquei surpreso. É difícil entender porque é que os gestores e directores-gerais das instâncias directamente dependentes do Estado não são assumidos por pessoas competentes, que podem ser demitidas ou não conforme o seu desempenho. Deveriam ter contratos por objectivos, e clausulas que permitissem o despedimento caso não gerissem da melhor forma o erário público. O problema em Portugal é que os gestores publicos parecem estar preocupados com o seu bolso... Acabar com as nomeações políticas seria um primeiro passo para uma melhor gestão dos recursos do Estado.
  •   No passado sábado o coordenador nacional do CDS chamou 'gentalha de esquerda' aos naturais contestatários da disparatada reforma administrativa, que tanto afectará o perfil sociológico minhoto, caso seja aplicada. Ora, esta atitude tem muito de arrogância e prepotência, para não falar de ser eminentemente anti-democrática. Esperemos que muitos políticos de direita também discordem desta reforma sem nexo e desenhada nos gabinetes da Capital, sem ter em consideração o contexto de cada comunidade.
O CDS, que tanto primava por se demarcar do PS e PSD, acaba por revelar o pior dos vícios governamentais...

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