quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Democracia em risco!

Muito se tem discutido sobre défice, crise económica, gastos excessivos e gorduras do Estado. Todavia, vivemos num país que se dá ao luxo de pagar milhares de euros - vários honorários ou pensões - aos mesmos indivíduos por supostos serviços garantidos no passado e no presente.
Fiquei hoje chocado com uma notícia do JN que denuncia as pensões de alguns políticos (entre eles o nosso Presidente da República), vencimentos que acumulam com os seus outros cargos e chefias.
Ora, o Banco de Portugal  é uma instituição do Estado português, tal como a empresa Águas de Portugal, entre outras. Como é possível alimentar luxos pessoais, esbanjando o erário público? Estamos a falar de dinheiro que sai apenas para o bolso de alguns, que partilham os corredores do poder da capital…
E, como é possível, o Estado continuar a pagar pensões vitalícias a ex-deputados, que estão de boa saúde e acumulam cargos e cargos em empresas privadas e públicas? O assunto foi silenciado, mas é preciso que os portugueses acordem e se revoltem.
Se tivéssemos um Estado que não esbanjasse assim os seus recursos, não precisaríamos de sofrer tanto com esta crise económica. Haja coragem para acabar com este estado de coisas, pois, caso contrário, o desencanto pela política e pelos políticos, vai vitimar irremediavelmente a nossa democracia.

O Estado tem alguns deveres – que devem ser bem geridos, mas que não têm que dar lucro – como são:
  • Sáude: garantir o acesso universal a cuidados de saúde
  • Educação: o Estado deve garantir que ninguém deixa de estudar por impossibilidades económicas, facultando o ensino gratuito
  • Segurança Social: o Estado tem o dever de proteger os mais fracos e desprotegidos da sociedade, promovendo a sua instrução e fornecendo os meios para a sua dignidade. Por isso o tecto das pensões não deveria ultrapassar o que o Estado considera como básico e justo (diria eu que 2 mil euros é um bom máximo…)
  • Justiça, obviamente de acesso universal (que é o que a senhora ministra, rodeada de elites preconceituosas, quer destruir...)

Um Estado assim pode pagar pensões de 4 mil euros, ou garantir a acumulação milionária de vencimentos a certos indivíduos?
NÃO!

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