domingo, 4 de março de 2012

Braga, cidade do Barroco: uma proposta

Braga, cidade do Barroco: Numa cidade que se ufana de ter uma derivação particular de um estilo arquitectónico e de vida que marcou uma época, não há nem um roteiro particular do barroco, nem iniciativas que permitam explorar este potencial.
A realização de um Festival Barroco, de periodicidade anual, à imagem do que acontece em algumas cidades europeias, poderia ser um foco atractivo para Braga. A quantidade inumerável de monumentos desta época poderia ser mote para conferências, concertos, teatros, exibições temáticas de rua, recriação da entrada de D. José de Bragança em Braga, e promoção do denominado Barroco bracarense com roteiros e visitas guiadas.
O retorno económico seria seguramente superior ao investimento e poderia ajudar a estabelecer uma rota que perdurasse todo o ano, que pudesse ser dinamizada por empresas privadas.
Poderiam ser integradas neste âmbito as seguintes medidas:
  • criação de uma rota, com uma imagem própria;
  • produção de manuais e guias especializados para serem distribuídos aos visitantes;
  • durante os colóquios e congressos, fazer publicações no âmbito da história da arte, que captasse públicos universitários e investigadores;
  • criação de um portal dinâmico na internet, com oferta de pacotes integrados com museus, restauração, hotelaria e Theatro Circo, e descrição da rota e monumentos disponíveis;
  • promover visitas guiadas todo o ano com diversidade de percursos e rotas temáticas, permitidas pela diversidade de monumentos e tipologias estilísticas. Fazer acompanhar as visitas com personagens vestidas como na época barroca.
  • criar placas identificativas em cada monumento desta rota, de forma a criar um circuito informativo e para promover a própria marca criada.
  • o Festival Barroco seria o grande certame promovido, que teria que envolver toda a cidade, com uma campanha de marketing que modelasse a imagem da cidade durante o evento e apostar forte na divulgação nacional e internacional. (abrir os monumentos à noite, realizar grandes concertos nas igrejas, simular uma festa barroca, teatralização da entrada de D. José de Bragança em Braga…)
  • integrar este plano cultural e turístico na rota do Barroco já existente no Conselho da Europa, o que implicaria um alcance de divulgação europeu, gratuito e eficaz.

3 comentários:

  1. Ai se a Câmara lê esta ideia excelente!
    O pior é que não a conseguiriram pôr em prática, como se pode ver pela Feira Romana, em imperdoável cisão com o memorável passado de Braga... (sem qualquer conceito de oportunidade para difundir e valorizar o património da Bracara Augusta)

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  2. Pois, Catarina... E a verdade é que, apesar de Braga já apresentar alguns sítios arqueológicos musealizados (entre os muitos que poderia e deveria ter...), é longo o historial de destruições deliberadas e permitidas de achados arqueológicos. Perguntem aos arqueólogos da UM o que pensam dos 37 anos de Mesquita Machado e estará dada a resposta.

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  3. Excelente proposta ! Não partilho do pessimismo da Catarina. Verdade que não tá fácil, mas se desistirmos logo à partida é que não vamos a lado nenhum !

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