sexta-feira, 9 de março de 2012

Os candeeiros do Largo Carlos Amarante

Os bracarenses já estão habituados a ver desaparecer as marcas do seu passado. No processo de modernização em que estamos inseridos há três décadas, muitas transformações urbanas foram implementadas, muitas vezes considerando o antigo como velho ou desnecessário. Se por vezes essa metodologia se revela adequada, em muitas outras iniciativas são destruídos selvaticamente testemunhos patrimoniais do passado. É por isso que as equipas de trabalho da autarquia devem ser constituídas sempre por um historiador ou especialista no património local...
O novo projecto de regeneração urbana previsto para o Largo Carlos Amarante parece cair no mesmo erro. Os candeeiros característicos deste largo, autênticos valores do património férreo da nossa cidade, parece estarem condenados a desaparecer. Mais uma vez, e à imagem do que parece ter sucedido com as reliquias do Parque da Ponte, estamos diante de um mini atentado contra a história patrimonial bracarense.
Não digo que se mantenham no largo Carlos Amarante, mas que haja o cuidado de os recolocar noutro espaço urbano do centro histórico, em que possam ficar enquadrados. Por exemplo, no Campo Novo, onde a luz está tão ausente...
Bora lutar por eles?

3 comentários:

  1. Sabe-se alguma coisa do que falta ao parque da ponte? Se vai ser reposto, se não vai, e por onde anda?

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  2. Ainda não se sabe de nada. Eu tenho um palpite, mas vou aguardar. Requeri, junto da Junta de Freguesia de S. Lázaro, uma informação do paradeiro destas reliquias e ainda não há novidade. É preciso que os cidadãos se unam para não deixar cair este caso no esquecimento.

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    1. É certo que o largo, o campo dos Remédios, se tornou desfuncional, e que a sua remodelação (tal como prevista) parece "limpar" a praça e torná-la mais "usável". É de facto uma pena que esta (assim como outras) limpeza varra demais!

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