segunda-feira, 16 de abril de 2012

A reforma anti-democrática

Sexta-feira 13 foi um dia aziago para a democracia portuguesa. O PSD e o CDS-PP aprovaram a lei que vai reger a nova reforma administrativa, que contempla a redução abrupta do número de freguesias.
Tratar o Minho ou o Alentejo a partir dos mesmos critérios, mesmo sabendo as diferenças culturais, territoriais e sociológicas é um erro primário, que vai penalizar muitas comunidades.

Os senhores "lisboetas", que traçaram esta reforma no seu gabinete ministerial, apenas tendo em linha de conta critérios altamente subjectivos, vão influenciar negativamente o futuro de muitas comunidades, que se vão ver enfraquecidas e podem mesmo desaparecer. Bem sabemos como as Juntas de Freguesia representavam um suporte significativo de iniciativas, associações e de dinamização cultural e recreativa de muitos lugares, evitando quer a perda de identidade desses lugares, quer a "fuga" de muitos habitantes para contextos mais urbanos.
É certo que muitos municípios necessitam de ajustes, dada a diferente natureza dos territórios. No caso de Braga poderíamos fazer alguns. Todavia, estes critério limitam qualquer princípio de racionalidade relativamente a possíveis alterações.

Esta lei é um trunfo fortíssimo que Vítor Sousa poderá conjugar a seu favor nas próximas autárquicas. O município de Braga vai sofrer bastante com o facto de estar colocado nos critérios dos municípios mais populosos do país.
Relativamente a Ricardo Rio, se continuar em silêncio, ou sem manifestar uma posição clara, a respeito desta questão, poderá pagar um preço elevado quando chegar às urnas e ver o seu sonho adiado...para sempre.

Quanto ao ministro Relvas, um dia haverá de aprender que a humildade é uma das maiores virtudes de um político e que a arrogância acaba sempre por engolir aqueles que com ela geram intimidade...

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