sábado, 26 de maio de 2012

O IMI, Mesquita Machado e os bracarenses...

A Câmara Municipal de Braga vai receber uma receita de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) mais reduzida - 5% - que as previsões da autarquia. Este facto, deixou Mesquita Machado revoltado, numa manifestação de profundo zelo pelo erário público bracarense.
Mesquita Machado considera o caso como «mais um ataque ao poder local» deste Governo, cujo Ministério das Finanças «já retirou à Câmara quase 550 mil euros de receita de IMI», por causa da chamada lai dos compromissos.

Todavia o nosso presidente deve recordar-se, em primeiro lugar, que cobra aos bracarenses a taxa máxima de IMI permitida por lei. Em segundo lugar, que muitos dos proprietários de imóveis de alta valia não declaram o devido valor sobre os seus imóveis. Basta recordarmos o escandaloso caso do proprietário da antiga Saboaria e Perfumaria Confiança que declarava 263 mil euros como valor global do imóvel e terrenos e depois viu a sua modesta propriedade expropriada por 3,67 milhões de euros. Se houvesse justiça, este proprietário teria que devolver com juros o valor em que lesou a autarquia ao longo dos últimos anos.

Em vez de se queixar da administração central, o Engenheiro Mesquita Machado deveria procurar os proprietários que, como este da Saboaria Confiança, foram lesando os cofres do município por sub-avaliação dos seus imóveis. Há coragem para o fazer?

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