terça-feira, 10 de julho de 2012

Bater à porta das associações

Quem quiser ser o próximo presidente da Câmara vai ter inevitavelmente que bater à porta das associações, sejam desportivas, recreativas ou culturais. É um imperativo que não se basta com promessas nas vésperas das eleições, mas deve ser marcada essencialmente pela presença.
Se é certo que a actual maioria já é vetada há três eleições sucessivas pelo eleitorado urbano, não é menos verdade que tem um suporte poderosíssimo de apoio no anel suburbano e nas zonas rurais do município. Diga-se, que com todo o mérito!
Se na cidade já estamos fartos da forma como a cidade é urbanizada, da falta de zonas verdes e de lazer e das constantes ameaças ao património, não é menos verdade que o universo associativo tem sido bafejado por gestos de atenção, financiamento e investimento.
Os bracarenses não são ingénuos nem insensatos, mas têm bem presente a noção de gratidão. Não conseguem virar as costas a quem lhes construiu a sede, a quem generosamente fez o campo de futebol, arranjou o adro da igreja e apoiou a associação recreativa. É certo que as pessoas a quem supostamente devem estas conquistas não fizeram mais do que gerir o erário público e canalizar os investimentos autárquicos. Ou seja, não fizeram mais do que a sua obrigação. Todavia, o sentimento de gratidão persiste e isso determina muitas vezes o sentido de voto e a inclinação política.
Os bracarenses mais afastados do meio urbano também não sabem o que é a especulação imobiliária, nunca ouviram falar em PDM ou política de solos e, como vivem rodeados de natureza, não têm grandes anseios em termos de espaços verdes e de lazer.
Por isso mesmo, é preciso entender os munícipes e os seus anseios, tantas vezes derivados da sua realidade particular.
As políticas de fundo são essenciais, mas infelizmente não são as que conquistam mais votos.
Sem uma aproximação evidente às pessoas, ao seu universo e realidade, dificilmente alguém conquistará o coração dos bracarenses.
Esperemos que o candidato mais sensato seja também o mais próximo de todos os bracarenses. É Braga quem ficará a ganhar!

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