quinta-feira, 19 de julho de 2012

Picoto: um parque para os bracarenses

O Picoto é o miradouro mais espectacular para se apreciar a cidade de Braga
A última versão do projecto do parque urbano do Picoto
O monte Picoto, ultimamente local mal frequentado e sujo, é provavelmente um dos lugares mais belos da capital do Minho. A ideia de fazer aqui um parque é, no mínimo, acertada. Pena que a vontade de o concretizar seja muito escassa. Mais depressa se gastaram 8 milhões num projecto de umas piscinas olímpicas que não viram o seu termo, do que num verdadeiro parque urbano, que é o maior anseio da população de Braga. A verdade é que os 8 milhões davam para fazer o parque do Picoto, um parque nas Sete Fontes e ainda sobrava algum financiamento para recuperar o jardim de Guadalupe.
Este projecto foi objecto de um concurso público em que concorreram cinco arquitectos, com cinco ideias, para a sua reabilitação em 1982, entre os quais estavam grandes nomes como Fernando Távora e Siza Vieira. Passados 25 anos não foi concretizada nenhuma acção, nem executado o Plano de Pormenor aprovado e publicado pela portaria n.º 777/93. Em 2008 o assunto voltou à agenda municipal e foi mesmo a maior promessa da recandidatura de Mesquita Machado à Câmara Municipal em 2009. Até agora apenas assistimos a grandes anúncios na imprensa...
A verdade é que o maior trunfo para a concretização deste projecto é o facto do mercado imobiliário estar praticamente suspenso e, portanto, os empreiteiros bracarenses precisam de continuar a fazer obras. Infelizmente, a nossa autarquia parece andar a reboque deste tipo de factores. De outra forma não se entende este súbito interesse de Mesquita Machado por espaços verdes e de lazer.

 A área do Parque do Monte do Picoto, totaliza cerca de 21,2 hectares, e é constituída por parcelas de terrenos municipais ou privados que se pretendem adquirir e/ou afectar ao domínio público.O projecto é muito interessante e aliciante. Inclui miradouro, jardins temáticos, circuitos de manutenção, parque radical, serviços de restauração, para além do tratamento da mata e ajardinamento de toda a área.
Se se concretizar, o monte Picoto é efectivamente o local mais indicado para fazer surgir um parque urbano. A vista é espectacular e a área é propícia a servir de local de lazer. Já me imagino a ler um livro ao final da tarde, enquanto assisto ao pôr do sol. Ou então a fazer "jogging" diante da panorâmica da minha Braga em grande angular.

Esperemos que, em breve, tudo isto seja possível.
Enquanto isso os bracarenses desesperam por um parque...

10 comentários:

  1. Pelos vistos vão ter. A igreja é que não ficou nada contente. Entretanto entre o Bom Jesus e o Parque da Ponte há muito para aproveitar.

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  2. Está-se a tornar Braga numa cidade cada vez mais cinzenta, o que é uma verdadeira pena. Tornar o monte Picoto num parque era um "3 em 1" fantástico: impedia-se a criação de mais um aglomerado cinzento, dava-se (finalmente) aos bracarenses um parque verde e revitalizava-se uma zona que apesar de tão bela, é tão mal conotada e frequentada.

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  3. Não me parece que a Igreja não fique contente. Tristeza é o facto da autarquia não saber negociar e ter que levar os assuntos à barra do tribunal...

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  4. Ó Rui não faltarão nesse projeto umas casinhas para pagarem a obra?

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  5. Ó Rui nesse projeto não faltam umas casinhas que paguem a obra?

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  6. Se reparar, imediatamente abaixo, estão previstas uma série de edificações. Esperemos que apenas algumas vão avante, sob pena de deixarmos de ver o verde da montanha a partir do topo da avenida da Liberdade...

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  7. O tempo não está para projectos megalómanos. Seria tudo muito bonito; mas a verdade é que nos próximos vinte anos a Câmara só pode ter um objectivo: reequilibrar as contas e fazer face ao enorme passivo. Isto, se tivermos a inteligência e a sorte de conseguir eleger alguém minimamente honesto para liderar a autarquia.

    Quanto aos nossos pedidos ao Pai Natal, em tempo de carestia há que estabelecer prioridades. E a grande prioridade é salvar as Sete Fontes. Outros projectos serão interessantes para entreter tertúlias; mas acabam por distrair daquela que é a maior batalha em curso, e que está bem longe de ser vencida pelas pessoas que amam Braga.

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  8. Infelizmente, o Mesquita promete começar as obras muito em breve. Não podia haver sinal mais claro de que a Câmara está completamente hipotecada às construtoras. Gestão danosa. Mas não há provas...

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  9. Não me parece que os bracarenses possam esperar mais 20 anos por um parque urbano digno desse nome. Concordo que as Sete Fontes é uma prioridade, mas acredito que o Picoto também o deve ser. O valor de concretização destes dois projectos não é significativamente elevado e pode ter comparticipação comunitária, como aliás está previsto no caso do Picoto.
    Como disse acima, o valor gasto nas piscinas serviria para financiar os dois projectos e ainda sobraria.
    A grande prioridade dos bracarenses são mesmo os parques urbanos e as zonas verdes.

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  10. Nós nunca tivemos dinheiro para as ditas piscinas. Endividámo-nos até ao pescoço, quando parecia que a fonte bancária era inesgotável. Agora, não temos piscinas, os ladrões continuam em festa e nós vamos gastar dez anos a tentar amortizar esta dívida. Que nem é a maior das que temos. E há dinheiro para Picotos? Mesmo com comparticipação comunitária, é um disparate. Faz lembrar a história do TGV. Sem falar que a estimativa da despesa a assumir pela Câmara é completamente irrealista.
    Há apenas uma razão para isto ir em frente: lançar mais uma empreitada de urbanização selvagem em Braga.

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