segunda-feira, 6 de agosto de 2012

A cidade das rotundas esquisitas...


Rotunda da avenida D. João II

Rotunda da avenida António Palha (ao pé da Makro)

Rotunda da avenida Alfredo Ramos (junto ao Holmes Place)
Braga adquiriu muitos epítetos ao longo da sua história. Um dos mais recentes refere-se à forma das suas rotundas, uma solução rodoviária que pode ser discutível se a sua concepção não obedecer às regras impostas. É o caso dos três exemplos acimas expostos.
Nas disposições normativas para o dimensionamento das rotundas, do Instituto de Infra-estruturas Rodoviárias, é referido que "a dimensão geral a atribuir à rotunda depende do princípio de dimensionamento a privilegiar, devendo-se preferencialmente procurar soluções compactas, sem contudo condicionar significativamente as manobras associadas aos veículos longos". Acrescenta-se ainda uma premissa fundamental: "as ilhas centrais devem ser preferencialmente circulares, embora se aceitem formas elipsoidais de baixa excentricidade, ligeiramente alongadas ou ovais. Soluções com formas mais alongadas deverão ser cuidadosamente ponderadas pelo risco que apresentam de perfis pouco homogéneos e níveis exagerados de velocidade".
Ora, os três casos acima expostos estão longe de cumprir estas premissas, dado que são demasiado alongadas e bastante excêntricas, apresentando-se muito distantes do perfil arredondado que deve reger a concepção de uma rotunda.
Para quem experimenta circundar estas rotundas, verifica que se podem tornar extremamente perigosas, exigindo um cuidado redrobado no que toca à velocidade. Tal como avançam as normas acima expostas, as formas mais alongadas deverão ser cuidadosamente ponderadas, pelo risco que apresentam. Parece que em Braga, há muitos aspectos relacionados com o urbanismo que parecem muito pouco ponderados.
Quem se trama habitualmente é o cidadão comum... 

PS - Está a nascer uma nova rotunda na avenida Robert Smith, junto ao edifício Dynamic. Desta vez o problema não é a forma, pois apresenta-se bem redondinha. A questão é mesmo a sua pertinência. Uma avenida com três faixas de rodagem termina numa rotunda cujo limite de circulação não parece permitir a passagem de mais do que um automóvel. Quem quiser confirmar, pegue no veículo e experimente in loco...

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