sábado, 11 de agosto de 2012

Touradas não fazem parte do Minho

Mais um episódio marca o calendário minhoto relativamente ao polémico assunto das touradas.
A Câmara de Viana do Castelo indeferiu o pedido de organização de uma tourada, mas os promotores do "espectáculo" mantêm a intenção de a realizar. Recorde-se que a Câmara Municipal de Viana do Castelo aprovou ema 27 de fevereiro de 2009 a proibição de realização de touradas em Viana do Castelo, transformando o município em «antitouradas», em defesa dos direitos dos animais e alegando não existir «qualquer tradição» tauromáquica no concelho. Um exemplo para qualquer município minhoto!
Para quando um Minho que aprende a valorizar o que é seu e não obstinado em repetir as tradições dos outros? As touradas não fazem parte do Minho e o fado está circunscrito a Lisboa.
Os minhotos devem, sim, procurar a valorização das suas romarias, dos cavaquinhos, das concertinas ou do folclore. Fazer corridas de touros ou espectáculos de fado e vir apresentar tal cartaz como o grande acontecimento dos eventos, como aconteceu recentemente com o São João em Braga ou como as Gualterianas em Guimarães, não é certamente valorizar o Minho e a sua identidade.
Estou triste por ver tantos cartazes de fados espalhados por Braga...

2 comentários:

  1. Desde que mantenhamos as nossas tradições - as chegas de bois, a vaca das cordas - as touradas não causam mossa.
    Senão, por este andar, só nos resta benzê-los (em Mixões da Serra) e comê-los.
    Ou então, o desporto radical: atropelar cavalos em Vieira do Minho. É uma adrenalina...

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  2. O Rei D. Miguel bem que gostava de ver touradas das varandas do palácio de D. José de Bragança. E de certeza que não era o único.

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