quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Vem aí o eléctrico?

@ Largo de São João do Souto, Agosto de 2012
Ao encarar este cenário, pensei repentinamente que o eléctrico iria regressar a Braga e que Mesquita Machado iria cumprir a garantia que havia dado em vésperas das autárquicas de 2009.
Devaneio meu. Esta espantosa imagem mais não é do que a falta de brio e profissionalismo da empresa que trata das iluminações sanjoaninas. O São João já se foi há dois meses e, no entanto, continuamos a ter que levar com um labirinto de ferros e arames. Na avenida da Liberdade, qualquer dia temos pássaros a contruir ninhos entre os postes de iluminação e o largo do Paço já não é visível sem os habituais traços disformes dos arames. Estes são os postais que os nossos turistas levam para os seus lugares de destino: uma cidade cujo centro mais parece uma teia de aranha gigante. 
Não, não é o eléctrico que vem aí... É o São João, mas só daqui a 10 meses! Até lá já há algum trabalhinho adiantado...
Já agora, recordar que o regresso dos eléctrico foi uma das causas mais relevantes conduzida pelo saudoso blog Avenida Central, e, no entanto, continua a aguardar vontade política e algum senso democrático. O regresso do eléctrico à cidade de Braga vai acontecer não tarda, estou certo disso.
Todavia, a imagem que acima vemos não revela esse ensejo, mas apenas desleixo da parte de quem devia zelar pelo aprumo dos espaços urbanos.

6 comentários:

  1. Penso que algumas das armações foram usadas para o Braga Romana.
    Por outro lado, fica por saber quem é o proprietário dos ferros e arames. É que pode não ser a empresa das iluminações...

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    1. Seja quem for, a Câmara Municipal tem obrigação de as mandar retirar e não manda. No largo do Paço é escandaloso. Há mais de 2 anos que não saem de lá as armações...
      Já agora, a Braga Romana aconteceu antes do São João.

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  2. Já agora, relativamente ao Largo na imagem:

    Pena é o gamanço de algumas das letras no pedestal do Francisco Sanches. Uma alma caridosa resolveu usar tinta para colmatar os espaços, mas o resultado é ainda mais triste.

    Também vai por ali uma festa com o estacionamento selvagem. Certamente que as obras no Largo abaixo terão a sua cota de culpas na situação; mas alguém anda a fechar os olhos e a não cumprir com a fiscalização.

    E se se demolissem os tanques? Até se podia usar o local para colocar a tal "triste" fonte do D. Diogo...

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  3. Ainda a propósito do Largo: alguém concorda comigo que a igreja de S. João de Souto acaba por ser um autêntico atentado ao património, pela maneira como veio desfigurar a capela dos Coimbras?...

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    1. É uma apreciação possível. Todavia, apesar da igreja de São joão do Souto ter sofrido sérias remodelações - algumas de excelente qualidade - ao longo do século XVIII, é mais antiga que a capela dos Coimbras. A paróquia de S. João do Souto já existe desde o século XII e a capela dos Coimbras foi construída precisamente para estar voltada para o interior da igreja, à imagem do que sucede em tantos templos (a igreja da Cividade também tem uma capela lateral mandada construir por uma família nobre e que serviu para sepultura dos seus membros). Portanto, essa observação não é de todo correcto. Existe, inclusive, uma porta no interior da capela voltada para a nave da igreja.

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  4. Quanto aos eléctricos: o que vejo é os autocarros dos TUB a serem progressivamente substituídos por carrinhas. Por este andar, daqui a um par de anos, a frota TUB serão meros carros de aluguer. E aí, bastará que tenham motores eléctricos e já contentarão saudosistas/ecologistas. Embora, tendo em conta os aumentos do preço da electricidade que se esperam, não sei se vá compensar...

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