domingo, 30 de setembro de 2012

Quantos bracarenses "deram" 44 Euros pelas piscinas olímpicas?

É verdade! Dividindo os valores dispendidos nas empreitadas de projecção e construção das piscinas olímpicas de Braga, pelo número de habitantes do município, ficamos a saber que cada um de nós contribuiu com 44 euros. Não sei se muitos bracarenses deram conta deste facto - particularmente os mais ferrenhos defensores da actual gestão autárquica -  mas foram desperdiçados 8 milhões de euros... Nem o aparente mea culpa promovido pelo Vice-Presidente Vítor Sousa consegue atenuar a má gestão de todo este processo.
Perante isto, sobram diversas questões. Quantos espaços verdes e de lazer, os adiados parques urbanos, poderiam ter sido concretizados a partir desta verba? Quantas iniciativas culturais, musealizações arqueológicas sucessivamente inscritas no plano de actividades, ou espaços associativos poderiam ter visto a luz do dia?
A grande questão que resta fazer é se Mesquita Machado se preparar para "oferecer" de bom grado os 8 milhões gastos neste projecto a um privado que, generosamente, se oferece para o "regenerar". Todo este processo merece a nossa atenção e um pouco menos de "secretismo".

Esperemos que este tema não fique esquecido na nossa política autárquica. Deixar adormecer este erro crasso de gestão, é não defender verdadeiramente Braga... Cá estarei para o fazer. Quem se junta a mim?

sábado, 29 de setembro de 2012

Assembleia Municipal de Braga

Maior clube do Minho conquistou rival

@ www.tvi.iol.pt
É um facto que as vitórias no terreno do Vitória de Guimarães foram escassas nos já muitos anos de história de derbys no Minho (6 para o campeonato e 2 para a Taça de Portugal), mas a de ontem acaba por confirmar a diferença de potencial existente actualmente entre as duas equipas e os dois clubes.
Ontem o maior clube do Minho venceu por 2-0, com golos de Éder e Hugo Viana, dando sequência a uma exibição de classe e talento. Está de parabéns José Peseiro, que soube dar a volta a duas péssimas exibições, e os jogadores que foram, uma vez mais guerreiros. Apenas o desastrado Elderson destoou - os dois lances mais perigosos do Vitória estão ligados a erros nigerianos...
Se dissesse que esta vitória não vale mais que as outras, estaria a ser hipócrita. Por isso mesmo, hoje é um dia feliz para as gentes brácaras e a confirmação inequívoca acerca de quem é o maior clube do Minho. É um facto que o Vitória leva a dianteira em número de épocas na 1.ª divisão, porém o Braga consegue bater tudo o resto: mais sócios, mais títulos, mais jogos europeus, melhor classificação na Liga e uma inédita final europeia. Nada que abale a grandeza de ambos os emblemas!

É lamentável que as duas direcções não se entendam e sirvam de mote para a agressividade de algumas franjas de adeptos. Afinal o exemplo deve vir de cima...

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

O turismo em Braga está bem e recomenda-se?

O Bom Jesus recebe um milhão de visitantes/ano, mas poucos pernoitam em Braga
No Dia Mundial do Turismo, que se assinalou ontem, ficamos a saber que “o turismo em Braga está bem e recomenda-se”. Esta surpreendente afirmação é do vice-presidente responsável pelo pelouro do Turismo da Câmara Municipal de Braga, Vítor Sousa. Baseando-se no aumento de 22% de turistas que passaram pelo posto de turismo, este responsável regozija-se pelos dados estatísticos referentes a 2012 e dá a entender que não é preciso fazer mais neste âmbito.
A Capital Europeia da Cultura, que se realiza em Guimarães, cidade que detém cerca de metade da capacidade hoteleira de Braga, deverá ser uma das promotoras mais directas deste aumento. A Capital Europeia da Juventude que, com as iniciativas internacionais e nacionais que promoveu, acabou por povocar um aumento directo no número de dormidas, também não foge a esta equação. Outro dado que terá constribuído é o aumento exponencial do turismo no Porto, que afecta também Braga, dado que os operadores turísticos locais trazem os visitantes à Capital do Minho e a Guimarães, para os ocupar durante um dia. Quer isto dizer que os hóteis bracarenses quase não beneficiam deste aumento registado no posto de Turismo, dado que muitos destes turistas não pernoitam em Braga, nem gastam o seu dinheiro nos nossos restaurantes e no comércio tradicional, tanto como poderiam…

Se Braga tivesse um plano estratégico para o turismo, que não tem, poderia potenciar os ganhos económicos neste sector e capitalizar em novos empregos e no aproveitamento directo das instituições culturais da cidade. Sem uma aposta declarada em grandes eventos anuais, com a respectiva divulgação internacional (até agora apenas a Semana Santa adquire projecção), e sem convcar os agents ligados ao património e à cultura para uma estratégia comum, dificilmente a cidade poderá dizer que o turismo está bem e recomenda-se. Aliás, olhando para a forma como os responsáveis autárquicos olham para o património cultural e monumental, não podemos dizer que estamos bem. Recorde-se um dos propósitos inscritos no programa eleitoral de Mesquita Machado para este mandato: a musealização da ínsula das Carvalheiras e do Teatro romano.

Braga deveria aprender a explorar os recursos históricos e patrimoniais que detém, tais como o legado da época romana e os monumentos do período barroco. Onde estão as iniciativas culturais, visitas frequentes ao património, colóquios e congressos históricos, interacção com a Arquidiocese (que detém a maior parte do património construído), divulgaçao nacional e internacional ou a elaboração de pacotes conjuntos Theatro-Circo/Hóteis/Festivais culturais?

Recorde-se que foi Vítor Sousa quem afirmou que as Festas de São João, que já foram o maior evento anual da cidade,  não precisavam de mais turistas, porque já tinha muitos…
Mais do que falta de ambição, isto revela ausência de criatividade e de quadros técnicos capazes de promover um plano estratégico em turismo. Pergunto-me quantos licenciados ou pós-graduados em turismo trabalham na Câmara Municipal de Braga?

Será mesmo verdade que o turismo em Braga está bem e recomenda-se? Pese alguns méritos anunciados ontem, ainda temos muito caminho a trilhar. Perguntem aos especialistas e académicos em turismo da nossa região, o que pensam sobre o caso paradigmático de Braga…

A estranha solução para as piscinas olímpicas...

Uma das notícias do dia de hoje refere-se ao acordo da Câmara Municipal com um parceiro privado para concretizar a reconversão do projecto das piscinas olímpicas num parque aquático
de diversões. O acordo poderá contemplar ainda a edificação de um hotel no Parque Norte (o tal que seria o novo Bom Jesus do Monte...), junto ao Estádio Municipal.
A este respeito cabe-me, como cidadão, deixar alguns questionamentos à autarquia:
  1. Qual vai ser o retorno financeiro deste projecto privado para a autarquia? Dará para recuperar os 8 milhões dispendidos ou parte dessa verba?
  2. Porque razão a negociação está a ser feita em segredo e não foi aberto a todos os possíveis intressados?
  3. Quem é o tal privado que está a negociar com a autarquia e se existem ou não ligações familiares ou institucionais com os membros do executivo?
  4. Se não seria possível uma outra solução que pudesse implicar a reconversão do projecto inicial, de forma a Braga poder ser dotada de umas piscinas olímpicas?
  5. Se os bracarenses não mereceriam um pedido de desculpa e justificações acerca dos 8 milhões dispendidos num projecto que não vai avante?
Não nos esquecemos que foram desperdiçados 8 milhões de euros neste projecto, verba que seria suficiente para a Câmara Municipal construir os prometidos parques urbanos nas Sete Fontes, no Picoto e o tão propalado como esquecido parque urbano da Zona Norte...

Já lá vão 140 minutos a jogar contra 10...

O Benfica, clube de que mais se fala, fez, esta semana, o papel de vítima do sistema instalado no futebol nacional. Após o empate com a Académica do passado fim de semana, choveram críticas ao árbitro Carlos Xistra. 
Afinal o árbitro que, com aparente propriedade, vieram denunciar em praça pública, deixou as presumíveis vítimas a jogar em superioridade numérica durante 40 minutos, ou seja, ofereceu-lhes a vitória numa bandeja de prata. Deste facto não gostarão muito de falar, dado que a expulsão do ex-bracarense Rodrigo Galo é, segundo as novas regras da FIFA, illegal. Logo, a Académica ficou reduzida a 10 unidades injustamente.
Recorde-se que o Benfica já vai em 140 minutos em 360 possíveis a jogar em superioridade numérica, o que significa 40% do tempo de jogo disputado. Acrescentando que, pelo menos, 60 desses 140 minutos resultaram de erros de arbitragem favoráveis aos encarnados, porque vêm estes senhores reclamar? Gostava de saber quantos pontos teriam se tivessem jogado sempre 11 contra 11…
Como prémio e, apesar do presidente dos árbitros ter vindo afirmar que não aceita pressões, foi nomeado um árbitro duvidoso para o Vitória SC – Braga, alguém que ofereceu uma vitória ao Benfica, no tempo em que Jesus treinava o Braga. Ficaremos também atentos ao trabalho do árbitro em Paços de Ferreira. Já basta o péssimo trabalho de informação prestado pelos órgãos de comunicação de origem lisboeta.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Braga e Guimarães: rivais, mas pouco...


“Antes quebrar, que torcer”, eis o mote escolhido pelos vimaranenses no distante ano de 1885, para encimar a sua luta pelo desmembramento do distrito de Braga. Os de Guimarães entendiam que o Estado investia mais em Braga do que era a relação proporcional dos impostos pagos pelos contribuintes do seu concelho, e decidiram manifestar esse desagrado junto do Governo e do próprio Rei. O povo de Braga, em revolta com esta atitude, decidiu brindar os procuradores vizinhos, aquando de uma reunião da Junta Distrital, com insultos e pedradas… A verdade é que Guimarães não quebrou, mas torceu, e continuou a pertencer administrativamente à Cidade dos Arcebispos, apesar de um interregno de alguns anos, durante os quais ficou provisoriamente sob a jurisdição de Lisboa. O advento da República em 1910 arrefeceu as reivindicações vimaranenses e Guimarães continuou, até hoje, a fazer parte integrante do distrito de Braga.
Terá sido este o episódio mais duro da história entre estas duas cidades vizinhas. Tudo suscitado pela escolha de Braga para cabeça de distrito em detrimento de Guimarães, por altura da reforma liberal. Porém, falar da história das relações entre Braga e Guimarães é muito mais do que comentar as acicatadas rivalidades ressuscitadas nas últimas décadas pelo futebol.
Os mais entendidos dirão que não é bem verdade esta afirmação, dado que no século XIII terá havido uns atritos devido aos limites da jurisdição da Colegiada de Guimarães, que se queria isentar do poder e influência do Arcebispo de Braga. Pelo meio ainda D. José de Bragança, Arcebispo Primaz entre 1741 e 1756, que foi viver para Guimarães durante longo tempo, devido às azedas relações com o Cabido da Sé de Braga, que não queria largar os poderes obtidos no período de Sede Vacante. Todavia, nada que tivesse cariz de rivalidade entre as populações. Falar de rivalidade para um bracarense, significava referir Compostela ou Toledo, essas sim rivais de longa data. Braga sempre deteve poder jurisdicional, devido à organização eclesiástica, e Guimarães sempre aceitou esse estatuto de submissão. Tudo mudou, porém, quando a cidade de Vimara Peres começou a desenvolver-se e economicamente se pôs à frente de Braga… o que vem a suceder nos finais do século XVIII.
Não falamos, portanto, de uma rivalidade multissecular. Terá pouco mais de uma centúria de existência e refere-se sempre às reivindicações de Guimarães relativamente ao estatuto privilegiado de Braga. ‘Complexo de inferioridade’ dirão uns, ‘a defesa dos legítimos direitos’, dirão outros… A verdade é que nos últimos anos os episódios sucederam-se e não se limitaram ao futebol.
A instalação da Universidade do Minho foi um dos focos da luta – a academia acabaria por ficar concentrada em Braga, tendo o polo de engenharia em Guimarães – e reacenderia o fervor bairrista nos dois lados da Falperra. O concelho de Guimarães detinha alguma vantagem em habitantes, porém Braga era claramente a maior cidade. Os vimaranenses ficariam sempre convencidos de que saíram prejudicados desta repartição…
Entretanto surge o caso da Capela de Santa Maria Madalena, a jóia rococó que André Soares desenhou, e que o Arcebispo D. Rodrigo de Moura Telles mandou edificar. Este edifício está voltado para Braga, foi construído a expensas do povo desta cidade, mas há divergências na linha fronteiriça dos dois concelhos. Algumas versões das cartas militares põem o templo do lado de Braga, contudo a mais recente versão coloca-o em Guimarães. Mandaria o bom senso determinar que pertence à Cidade dos Arcebispos. Que razão haveria para os bracarenses construírem uma capela para a oferecerem aos vizinhos de Guimarães?
Os mais recentes episódios referiram-se a grandes conquistas para o Minho. O Governo de Sócrates prometera o Centro Ibérico de Nanotecnologia e a Capital Europeia da Cultura para o distrito. Ambos eram disputados pelas duas cidades. Para resolver a contenda da melhor forma, assistimos a uma decisão salomónica: Braga ficou com o investimento ibérico e Guimarães é a terceira cidade portuguesa a receber o certame europeu. A capital minhota garantiu, entretanto, a organização da Capital Europeia da Juventude, um prémio de consolação. Todavia, Braga e Guimarães são muito mais do que estas pequenas tricas.
O dia 27 de Maio de 1128 responde a quem fala de duas cidades inimigas. Nada disso! O documento que confirma o Couto de Braga e que cede novos direitos e propriedades, inclusive o de cunhar moeda, é assinado pelo Príncipe Afonso e pelo Arcebispo de Braga. Este documento é chamado "Certidão de Nascimento de Portugal", porque confirma o apoio do Arcebispo D. Paio Mendes a D. Afonso Henriques, nas vésperas da decisiva batalha de S. Mamede. Trata-se de um apoiante de peso às pretensões do infante que queria ser Rei de uma nova nação. O Arcebispo prestou-lhe o apoio militar que foi decisivo para bater as tropas de sua mãe Dª Teresa no campo de S. Mamede e afirmar a sua reivindicação sobre o governo do Condado. Braga e Guimarães de mãos dadas fundaram um país. Aqui, efectivamente, nasceu Portugal!
Num ano em que Guimarães é capital europeia da Cultura e Braga capital europeia da Juventude, é tempo de viver unidos os sucessos de uma região dinâmica e criativa, onde está a melhor universidade de Portugal (segundo estudo recente) e na qual o futebol é promotor de identidade e de um bairrismo que se quer sadio e construtivo. As duas cidades de cuja aliança - selada entre o infante Afonso e o Arcebispo D. Paio e decisiva para a vitória em S. Mamede - surgiu uma nação, merecem ser exemplo de unidade e respeito.
E o futebol? Futebol é festa e alegria…e que orgulho é ter no Minho dois dos maiores e mais destacados emblemas da competição nacional!
Biba o Minho!
(publicado em 19/09/2011)

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Uma proposta para a mobilidade no Minho



A mobilidade é uma das mais urgentes problemáticas que afecta a cidade de Braga e a sua comunicação com o seu entorno geográfico e área de influência económica. É um facto indesmentível que há uma interligação notória entre os centros urbanos do Baixo Minho, nomeadamente Braga, Guimarães, Famalicão e Barcelos, algo que exige que se repense as redes de comunicação. Infelizmente vivemos num país que não se importa em investir milhões para aumentar a capacidade demográfica e económica de duas áreas metropolitanas, mas que é demasiado lento em beneficiar outras áreas geográficas decisivas para o desenvolvimento económico do país.
Braga e a sua região afirmam-se, cada vez mais, como a terceira área urbana portuguesa. É um facto que a rede de auto-estradas do Minho auxiliou bastante a mobilidade interna, mas os preços praticados pelas concessionárias não deixam de se constituir como um entrave...
Por isso mesmo, o projecto Quadrilátero Urbano está a reflectir sobre novas propostas de mobilidade e quer escutar os cidadãos (geral@quadrilatero.eu).

Na impossibilidade imediata de criar uma rede ferroviária - metro de superfície - entre estas cidades, sugiro a criação de uma rede de autocarros rápidos entre Braga, Guimarães, Barcelos e Famalicão:

  • As linhas deverão ser acessíveis em termos económicos (3 euros/dia ou 1,5 euros/viagem ou 35 euros/mês) e devem apenas parar nas respectivas areas urbanas, fazendo o transporte rápido através de auto-estrada.
  • Adoptar o lema “15 minutos”, como incentivo à utilização deste transporte rápido, dado que é o tempo necessário para ligar Braga-Guimarães/ Braga – Famalicão/ Guimarães-Famalicão/ Braga-Barcelos ou Barcelos-Famalicão;
  •  Fazer um estudo das necessidades de mercado ao nível de horários e volume de passageiros em cada cidade, percebendo qual a frequência horária a utilizar e número de linhas a criar.
  • Criar uma imagem e design atractivo que crie motivação nos potenciais utilizadores deste serviço, que seja utilizado na decoração dos autocarros e das “estações” a criar.
  • Braga deveria ter 4 estações, espalhadas em locais estratégicos. Guimarães, Famalicão e Barcelos poderiam ter 2 “estações” cada.
  • Essas estações não deveriam ser partilhadas com outras companhias de transporte e deveriam marcar a imagem da empresa (com a exibição do logotipo, horários e informação basica). Não apenas serviriam para a entrada e saída de passageiros nas quarto cidades (espécie de paragens de autocarro), mas também para a compra e validação de títulos e zona de espera do transporte.
  • Caso o projecto das mesmas fosse arrojado, poderiam atrair ainda mais a atenção dos potenciais utilizadores. A imagem é decisiva para uma pré-confiança da parte do consumidor.
PS - Apesar da rede ferroviária estar construída para beneficiar Lisboa e Porto, cabe salientar a proposta da JP para o regresso do comboio Intercidades a Braga. Esperemos que a Assembleia Municipal de Braga tenha o bom senso de dar seguimento a esta reivindicação...

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Derby minhoto: calar os incendiários...

O grande derby minhoto vai acontecer na próxima sexta-feira, pelas 21h30, porém o clima começa a aquecer mais do que seria desejável, graças às declarações infelizes do Vice-Presidente do Vitória SC, Luís Cirilo.
Já não é a primeira vez e, duvido, seja a última, que este responsável incendeia os ânimos contra o Sporting de Braga. Numa recente entrevista a um jornal vimaranense, Cirilo afirmou que não iria «receber o Sp. Braga com chá e flores».
Ontem, justificando o preço dos bilhetes, este dirigente afirma que a "culpa" é do Sporting de Braga, dado que há duas épocas rasgou o compromisso de colocar os ingressos ao mesmo preço. Resta apenas lembrar que o presidente do maior clube do Minho justificou a sua decisão tendo por base a forma como so cinco mil bracarenses foram tratados no percurso para o estádio e no interior do recinto. Obviamente, que estaria legitimado a fazê-lo, de modo a evitar confrontos no jogo da segunda volta. Compreendo que para muitos esta justificação não baste.
Entretanto, António Salvador e Júlio Mendes esboçaram uma aproximação, todavia os incendiários continuam a atear fogos e a contagiar os adeptos com sentimentos de vingança e retaliação, como no-lo comprova a atitude para com os bilhetes. Perde o futebol e a própria rivalidade, dado que muitos adeptos sentem-se legitimados pelos seus dirigentes a "dar o troco" ao adversário.
No dia que acontecer alguma tragédia, devido à irresponsabilidade de alguns dirigentes, esperamos que sejam devidamente culpabilizados do seu "triste" papel.

Pessoalmente, continuo a perguntar-me como é que este senhor foi Governador Civil do Distrito de Braga...

Petição pela Fonte dos Sete Castelos - parte 2

@ Rui Silva (Braga CEJ)
A propósito da mensagem colocada anteriormente, recebemos do Rui Silva, membro da organização da Capital Europeia da Juventude, a seguinte foto, que atesta a limpeza dos balões sanjoaninos, uma das reclamações que havíamos efetuado. Terá sido levada a cabo, ou após a leitura desta mensagem, ou entre a passada sexta-feira e o dia de ontem, dado que na quinta-feira passada os balões ainda l+a estavam.
Mesmo assim, agradecemos o valor concedido à cidadania e a humildade de reconhecer o esquecimento. Por este motivo, obviamente, congratulamo-nos!

Fica a faltar as outras duas reclamações, embora estas já estejam dependentes de instâncias superiores, pouco dadas a reclamações dos cidadãos, tal como verificado no caso dos achados do largo Carlos Amarantes, há não muito tempo atrás...

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Petição pela Fonte dos Sete Castelos

A fonte denominada dos “Sete Castelos”, colocada destacadamente ao centro do Largo do Paço, é uma obra da autoria de Marceliano de Araújo, a mando do Arcebispo D. Rodrigo de Moura Telles no distante ano de 1723. A iconografia utilizada nesta obra barroca pretende aludir ao brasão de fé do arcebispo, que é representado pelos sete castelos decalcados das armas da família Moura, dos marqueses de Castello Rodrigo.
Dada a valia deste exemplar patrimonial, cabe-me como cidadão, pedir à autarquia - principal zeladora por tudo o que pertence ao domínio e interesse público no município - que empreenda algumas acções que devolvam a dignidade a este monumento:
  • retirar os postes e arames que apenas têm utilidade durante as Festas de São João, Semana Santa e Natal. É incrível como ninguém se preocupa em retirar estas estruturas, apenas para poupar trabalho...
  • voltar a abastecer de água: desde que cortaram a canalização das Sete Fontes, numa das muitas obras de regeneração urbana feitas nos últimos 20 anos, que a fonte ficou seca. Trata-se de um dos principais monumentos barrocos de Braga. Não se entende...
  • remover os balões sanjoaninos: mesmo sendo um dos entusiastas da iniciativa da CEJ durante a véspera de São João, em que a cidade amanheceu submersa em balões coloridos, já não sou capaz de entender que os "cadáveres" dos mesmos continuem por retirar. Tal como acontece na fonte dos Sete Castelos... (Fui informado que os balões já foram retirados! Faça-se justiça. Bem haja por o terem feito. A este propósito recordar que a foto em cima foi tirada na passada quinta-feira!)
Há uns anos era o cimento armado visível entre os blocos do tanque, que uma reconstrução pouco profissional havia proporcionado, depois a falta de iluminação nocturna... Até os frequentes descuidos da empresa de iluminações se expandem neste importante espaço urbano, junto do edifício que foi durante seis séculos o segundo mais importante da cidade: o Palácio dos Arcebispos.

Para quando mais dignidade para o Largo do Paço?

Rio Este: pior a emenda...


Recentemente o rio Este voltou a ser notícia devido à parede que está a ser construída a montante da ponte de Santa Tecla, integrada no projecto de suposta renaturalização do rio Este, já aqui tantas vezes comentado. Aliás, segundo o BragaOn as obras já deveriam estar terminadas...
O projecto que a Câmara Municipal leva a cabo presentemente não é mais do que tentar remendar os erros crassso no planeamento urbano de Braga cometidos nas últimas décadas e corresponder às novas directiveseuropeias a respeito dos leitos urbanos. A especulação imobiliária conduziu a autarquia bracarense à aprovação de construções sobre o denominado leito de cheias do rio Este. Esta imprudência resulta no vasamento frequente do rio durante as chuvadas que ocorrem no inverno e ocasionalmente em outras estações.

O actual projecto de renaturalização tem muitos pontos questionáveis. Desde logo, o estranho andamento das obras, que estiveram aparentemente paradas ao longo de vários meses e repentinamente se iniciaram. Em segundo lugar, podemos questionar se estamos mesmo perante uma renaturalização ou apenas uma substituição de paredes. A verdade é que assistimos à colocação de paredes de granito, exactamente iguais às anteiores em betão. Renaturalizar não será antes deixar que o rio construa as suas próprias margens escavadas no solo?

Pena que este projecto chegue tão tarde, quando já quase não sobram margens para se construir zonas de lazer junto ao rio...

Encontros da Imagem mudam de objectiva

Trata-se de uma notícia importante para o sector cultural bracarense. Rui Prata anunciou o abandono do cargo de director dos Encontros da Imagem, festival que lançou em 1987, e que se afirma como o principal certame de fotografia em Portugal.
Ângela Ferreira, que actualmente é co-directora deste evento, será a sucessora de Rui Prata, um nome que garante a continuidade e a qualidade das realizações.

Uma notícia que sadiamente deveria ser seguida por outros responsáveis bracarenses, demasiado agarrados ao seu lugar e aos "vicíos" por ele gerados...

domingo, 23 de setembro de 2012

Guimarães aprovou redução de freguesias

A Câmara Municipal de Guimarães aprovou o novo mapa administrativo do concelho, passando das atuais 69 para 48 freguesias, o que representa uma redução de 21 destas autarquias. Esta iniciativa contou com o voto contra do PSD e da CDU.
Trata-se de um feliz exemplo de convivência democrática e de sentido de responsabilidade, mesmo não concordando com a urgência da reforma administrativa. Os socialistas vimaranenses contrastam com os que abundam na capital do Minho.
Efectivamente o actual executivo bracarense deveria seguir o exemplo dos nossos vizinhos e procurar uma solução o mais consensual e razoável possível em sede de Assembleia Municipal. Na mesma linha que o PS Braga, o PSD Guimarães volta a demonstrar um "parolismo" pouco sadio, como já havia demonstrado com a questão dos números do turismo, da Capela de Santa Maria Madalena, entre outras questões que atestam a sua atinente falta de seriedade.
Pessoalmente sou contra grande parte dos critérios definidos para esta reforma administrativa, dado que entendo serem demasiado matemáticos e não permitirem salvaguardar valores como o sentido de comunidade e a história de cada freguesia. Porém, entendo que o populismo e a tentativa de aproveitamento político não salvaguarda os interesses do município e dos municípes, muito menos demonstra responsabilidade.
Se a reforma avançar e Braga ficar amputada a partir dos gabinetes ministeriais, a culpa é daqueles que sempre rejeitaram o diálogo... Vocês sabem de quem é que estou a falar!

Guerreiros na senda das vitórias

@ sicnoticias.sapo.pt
O Sporting Clube de Braga venceu o Rio Ave por 4-1 e reencontrou o caminho das vitórias e boas exibições. Éder duas vezes, Rúben Amorim e Custódio de penalti, fizeram os golos do maior clube do Minho, que vai entrar moralizado no apetecível derby minhoto, já na próxima sexta-feira. O primeiro golo surgiu sobre o intervalo e numa altura em que surgiam os primeiros assobios à demora da equipa em partir para o ataque. Numa noite de muita chuva, surgiram também muitos golos e um futebol mais condizente com a história recente do clube.
A pressão sobre José Peseiro ficou mais leve, mas a sua reinvenção futebolística vai continuar sob observação atenta.
Parabéns Guerreiros!
Vocês no campo e nós na bancada continuaremos a lutar!

A fonte do Campo das Hortas

@ Memórias de Braga

A fonte do Campo das Hortas foi mandada erguer pelo Arcebispo D. Frei Agostinho de Jesus na última década do século XVI. Trata-se de um notável exemplar de arquitetura pública maneirista. O fontanário, que se implantava inicialmente no Campo Santana, tendo sido transferido para a sua presente localização no século XIX, integrava-se numa tipologia cujo maior expoente é a fonte de Viana do Castelo, erguida em 1554 por João Lopes, o Velho. 
«É formado por uma coluna galbada, arrancando de um tanque circular, com duas taças ornadas com brutescos, de onde se projetam bicas em forma de carranca. Na seção superior da coluna, escalonada, dispõem-se sucessivamente seis atlantes com bicas, um brasão arcebispal e uma área ornada com volutas e boleados, coroadas por um coruchéu rematado por uma esfera armilar e uma cruz cardinalícia, ambas em ferro».

É considerada por muitos como a fonte mais bela de Braga. Vale a pena ir lá observá-la em pormenor. 

Sporting de Braga recebe Rio Ave

Estádio AXA, 18h00

sábado, 22 de setembro de 2012

O edifício da Câmara Municipal de Braga

O edifício da Câmara Municipal, voltado à praça do Município foi mandado construir pelo Arcebispo D. José de Bragança em 1753 para acolher o Senado Municipal. A intenção de transformar esta praça na mais importante da cidade deve ter sido motivação para a sua construção neste local. É uma das obras-primas de André Soares. Segundo Robert Smith é a “maior obra-prima da arquitectura civil barroca da Península Ibérica”.
Ao centro está colocada a imagem de Nossa Senhora do Livramento, trazida do anterior edifício municipal, que existiu entre 1518 e 1775, na praça em frente à Sé. A ala norte do edifício só foi construída em meados do século XIX, altura em que foram pintados os azulejos da escadaria e em que foi construído o salão nobre.