segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Cultura atordoa comandos da GNR

@ www.guimaraes2012.pt
O comandante da GNR de Braga, Mota Gonçalves, foi exonerado das suas funções devido à participação de militares na iniciativa "Funeral de Portugal", integrada no programa da Guimarães Capital Europeia da Cultura. Na opinião dos responsáveis nacionais da GNR a participação dos soldados da GNR numa iniciativa de cariz cultural deveria ter consequências.
A produtora da encenação já veio a público lamentar esta situação e muitos cidadãos comuns estranham esta postura do comando nacional.
Não é a Cultura um desígnio nacional? E a CEC não é organizada por entidades públicas?

Gostaria de ver esta agilidade e rigor, da parte dos organismos estatais (ou autárquicos...) quando se trata de suspeitas de corrupção, ligações fortes de governantes a empresas e empreiteiros, sinais exteriores de riqueza incompatíveis com o vencimento, concursos públicos viciados ou fazer contratações por ajuste directo com valores situados exactamente no limite legal...

3 comentários:

  1. Embora haja que lamentar a situação, importa louvar a posição do comandante que soube assumir as suas responsabilidades, algo muito raro neste país.
    É certo que eles (comandante e militares participantes) foram ludibriados pela organização do evento, tendo “apenas” cometido o erro de confiar em gente que, manifestamente, não é digna de confiança. Mas ninguém pode estar num posto de comando sendo anjinho ou ingénuo.

    Foi pena que os “inteligentes” da CEC não se tivessem lembrado de encenar o Funeral de Guimarães. As coisas teriam sido resolvidas de forma mais expedita, e os meninos da cultura estariam agora internados numa unidade de cuidados intensivos , com prognóstico reservado.

    Já, agora, recorde-se que o caso foi denunciado pelos próprios representantes sindicais dos militares.

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  2. Foi inveja do governo, por lhe tentarem retirar protagonismo: "funeral de Portugal" é só com o governo. Não se faz.

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  3. Com Portugal e com o Funeral Arma não se brinca! O coronel se não sabia ao que iam os homens não os deixava ir. E se os deixou ir não restava ao comando da Guarda demiti-lo das funções que não soube desempenhar. A falta de cultura e de respeito pela Pátria não pode acontecer em instituições como a GNR!

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