sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Já lá vão 140 minutos a jogar contra 10...

O Benfica, clube de que mais se fala, fez, esta semana, o papel de vítima do sistema instalado no futebol nacional. Após o empate com a Académica do passado fim de semana, choveram críticas ao árbitro Carlos Xistra. 
Afinal o árbitro que, com aparente propriedade, vieram denunciar em praça pública, deixou as presumíveis vítimas a jogar em superioridade numérica durante 40 minutos, ou seja, ofereceu-lhes a vitória numa bandeja de prata. Deste facto não gostarão muito de falar, dado que a expulsão do ex-bracarense Rodrigo Galo é, segundo as novas regras da FIFA, illegal. Logo, a Académica ficou reduzida a 10 unidades injustamente.
Recorde-se que o Benfica já vai em 140 minutos em 360 possíveis a jogar em superioridade numérica, o que significa 40% do tempo de jogo disputado. Acrescentando que, pelo menos, 60 desses 140 minutos resultaram de erros de arbitragem favoráveis aos encarnados, porque vêm estes senhores reclamar? Gostava de saber quantos pontos teriam se tivessem jogado sempre 11 contra 11…
Como prémio e, apesar do presidente dos árbitros ter vindo afirmar que não aceita pressões, foi nomeado um árbitro duvidoso para o Vitória SC – Braga, alguém que ofereceu uma vitória ao Benfica, no tempo em que Jesus treinava o Braga. Ficaremos também atentos ao trabalho do árbitro em Paços de Ferreira. Já basta o péssimo trabalho de informação prestado pelos órgãos de comunicação de origem lisboeta.

8 comentários:

  1. As novas regras da FIFA devem ter sido criadas por ti.

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  2. O Rodrigo Galo não é jogador da Académica é "ex jogador do braga".

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  3. Caro anónimo, as "minhas" regras da FIFA poderão ser consultadas se carregar no link que acabei de colocar. Aí tem um ex-árbitro internacional a fundamentar o que acabei de escrever. Se tiver paciência, também poderá consultar o site da FIFA.
    Saudações bracarenses

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  4. 1º A FIFA não tem poder para alterar as regras.

    2º A regra é a mesmo o que houve foi um eclarecimento de como aplicar a lei.

    3º Não sei como se pode defender a ideia de que o guarda redes tinha hipoteses de intervir na jogada quando ele vai a cair para a dtª e a bola é rematada para o lado esqº.

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  5. Tudo bem, mas, tanto quanto sei, Pedro Henriques nunca foi árbitro internacional.

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  6. Porque é que "um espaço de reflexão, um diário de caminho para ajudar a pensar a terceira cidade de Portugal, defendendo os seus interesses e promovendo as suas inevitáveis causas" fala tanto sobre o Benfica? Não parece estranho? Será que os nossos ódios, ou pelo menos a forma como lidamos com eles, ajudam a esclarecer o perfil de cada um de nós? Não serão eles o nosso reflexo negativo? Enfim. Apesar de tudo é sobre futebol e tolera-se. Gostava é que me explicassem porque é que o jogo da bola faz isto às pessoas. É uma pena.

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  7. Caro Filipe Martins, percebo perfeitamente a opinião que veicula e peço-lhe para entender também a minha. Sou um braguista que viu a sua equipa "perder" um título na época 2009/2010 devido a jogadas de bastidores. Podia até ser que sem elas o Benfica tivesse ganho o campeonato, mas isso é algo que nunca iremos saber. Não digo que o Benfica seja o único clube a recorrer a pressões para atingir os seus fins. Como sabemos tanto Porto como Sporting o tentam fazer.
    Porque temos uma imprensa que favorece certos interesses clubísticos - peço-lhe que se coloque na posição de um braguista - há que falar sobre estas situações.
    Sempre que entender que os "interesses" da maior instituição de Braga estão postos em causa, irei continuar a falar, com educação e recorrendo a factos.
    Saudações bracarenses

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  8. Meu caro, se acredita que a maior instituição de Braga é o SCB tenho pena. Na cidade há causas muitos maiores pela qual vale a pena lutar. Quanto a jogadas de bastidores acha mesmo que só os 3 citados as fazem? Até acredito que, em razão da idade, desconheça as histórias dos almoços semanais no restaurante Expositor mas procure saber mais sobre elas. São apenas um exemplo e nem precisaria de citar coisas tão antigas. Basta recordar os cargos desempenhados pelo Eng. Mesquita Machado para perceber que o SCB nunca teve o papel de anjinho de procissão no futebol nacional. Aliás quando quiserem fazer a história dos últimos 30 anos da FPF vão perceber que nada se fez sem o bloco da AF Porto, AF Braga e AF Aveiro e das suas aliadas. Um poder que explica muito dos campeonatos nas diversas categorias dos seus filiados.

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