sexta-feira, 21 de setembro de 2012

O que fazer ao Campo da Vinha?

O Campo da Vinha no mapa de Braga Primas (1755)
Postal de cerca de 1920, observando-se um espaço ajardinado ao centro
O Campo da Vinha continua hoje a ser um espaço importante para os bracarenses. Voltou à agenda mediática nas vésperas das últimas autárquicas, com a garantia de Ricardo Rio em promover a sua reabilitação como espaço público. É a maior praça de Braga e há quem diga que já nem sequer pertence aos bracarenses.
O Campo da Vinha, um dos espaços cívicos mandados abrir pelo Arcebispo D. Diogo de Sousa, já foi vinha e teve socalcos. Foi o Arcebispo D. Frei Baltazar Limpo quem, no final do século XVI, o mandou "alisar" e rectificar. Um dos seus lados é encurvado devido ao facto de estar encostado à muralha medieval da cidade. Para aqui desaguava também o postigo de Santo António, sensivelmente no lugar onde hoje está a rua homónima. No seu entorno foram surgindo importantes edifícios como o convento dos frades agostinhos (Pópulo), o convento das beneditinas de Vitorino das Donas (Salvador), o hospício dos monges de Tibães e o primeiro seminário da Península Ibérica, instalado em 1561 no lado sul da praça. Na zona superior da praça existiu, até 1769, uma capela dedicada a Nossa Senhora do Amparo, que detinha uma nascente de água.
A praça Conde de Agrolongo teve diversas utilidades ao longo da sua história, desde local de feiras, concentração militar, jardim ou estacionamento. A solução para aqui encontrada em 1995 não foi nada consensual e ainda hoje há quem peça uma nova solução. Os espaços comerciais estão quase vazios e o "mamarracho" estraga a visibilidade estruturante da praça, que adoptou o nome do bracarense brasileiro, que remodelou o asilo de mendicidade no antigo convento do Salvador. Cada vez mais urge renovar esta praça, devolvendo-a efectivamente aos bracarenses.
O que fazer ao Campo da Vinha?

4 comentários:

  1. Curiosamente, o mapa de Braun coloca a nascente uma ermida dedicada aos Santos Cosme e Damião.

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  2. E ainda falta saber que mamarracho vai nascer no antigo quartel da GNR. Para além de não haver notícia sobre prospecções arqueológicas efectuadas. Mais uma oportunidade perdida? Ou mesmo destruída?...

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  3. Podem agradecer o mamarracho do quartel da gnr tb ao ricardo rio.

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  4. Não houve trabalhos arqueologicos no quartel da GNR... não houve por incuria da Camara... já que a zona não se encontra classificada pelo que assim fora de qualquer área de protecção. É o preço a pagar pela incompetencia...

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