sábado, 13 de outubro de 2012

Braga, capital da Galiza

Para uns pode soar a um revivalismo falido, porém pode significar hoje uma grande oportunidade económica e cultural. 
Muitos galegos certamente conhecerão um pouco da sua história e saberão que Braga já foi o centro social e político da sua região. Recorde-se que os romanos fundaram a cidade de Bracara Augusta cerca de 16 a.C., obtendo um domínio estratégico e económico sobre o noroeste peninsular, que se vem a confirmar cerca de dois séculos mais tarde, com a elevação da cidade a capital da província romana da Galécia. E é nesta altura de grande afirmação da cidade que o Império se confronta com as invasões bárbaras a que os organizados exércitos romanos não resistiram. Bracara Augusta é invadida pelos Suevos no ano de 409. É o fim do domínio romano na cidade. Sob o domínio suevo, Braga é granjeada com o título de capital do reino, tornando-se no centro político e intelectual do noroeste peninsular, ou seja, da Galiza. Depois deste tempo, Braga foi ainda sede eclesiástica da Galiza, pelo menos até aparecer o fenómeno Compostela, e se assistir ao nascimento de uma rivalidade sem precedentes entre as duas capitais religiosas. 

Se Braga souber aproveitar o epíteto de Capital da Galiza para se promover, buscando novas oportunidades de intercâmbio, poderá tirar muitos proveitos, não apenas turísticos, mas culturais e económicos.
Porque não acelerar o processo de ligação de ferrovia com a Galiza? Porque não aproveitar o fenóneno religioso de Compostela, para fortalecer o papel de Braga neste âmbito? Porque não potenciar os laços culturais existentes, com a criação de festivais itinerantes, colóquios ou exposições conjuntas? Porque não criar feiras para os diversos sectores do tecido económico para potenciar oportunidades de negócio conjuntas?

Ideias para fazer crescer a marca Braga...

1 comentário:

  1. Não posso deixar de manifestar o desacordo relativamente a ideias como esta. Considero-a perigosa e totalmente falsa. É uma interpretação da história sem qualquer fundamento. Alguém se devia recordar que fomos nós que quisemos seguir um caminho sem a Galiza. Fomos nós, que mal ou bem, descendemos da pequena nobreza de Entre Douro e Minho que seuniram em torno de Afonso Henriques contra o que achavam ser as influências galegas na corte de D. Teresa. Achar que um galego não independentista acharia graça a esta ideia revela desconhecimento dos nossos vizinhos e seria encarara como uma provocação. Não se criam laços com os vizinhos desta forma. Esta "marca" seria um desastre para o nosso turismo.

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