segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Freguesias e irresponsabilidades...

No próximo dia 12 de outubro vai realizar-se uma Assembleia Municipal extraordinária para ratificar a proposta do município de Braga quanto à reforma administrativa. Mesquita Machado recusa-se fazer qualquer alteração ao mapa autárquico e propõe as mesmas 62 freguesias.
Esta atitude vai provocar uma imposição da Administração central quanto às alterações administrativas do município de Braga, algo que provocará seguramente muitas incoerências e pouca ou nenhuma recptividade. Um mapa desenhado por quem conhece o território é diferente de um mapa riscado num qualquer gabinete lisboeta.
Pessoalmente sou contra esta reforma e os critérios que lhe estão subjacentes, todavia reconheço a necessidade de rever o mapa autárquico.
Se é certo que tem muita responsabilidade quem promove uma reforma admnistrativa com critérios duvidosos e uma estrondosa falta de diálogo, mais responsável é quem se abstém de encontrar uma solução, mesmo neste contexto adverso. Por isso quando os bracarenses quiserem encontrar um bode expiatório pelo possível mapa de freguesias, esse será seguramente Mesquita Machado, mais do que qualquer outro responsável político nacional.
Mais grave ainda é querer instrumentalizar uma questão que pode ser nefasta para muitas comunidades bracarenses, em nome de interesses partidários. Uma saída de cena nada digna de quem disse sempre defender os interesses dos bracarenses. Afinal...

3 comentários:

  1. No próximo dia 12 votarei contra esta proposta de não mexer em nada. Embora não concorde com a lei, tal como foi feita sem ouvir os interessados, penso que também a Assembleia Municipal, organismo que por lei deveria apresentar a proposta da reorganização do concelho, devria auscultar os interessados,isto é as freguesias, antes de tomar posição. Desta forma o futuro das freguesias vai ser hipotecado a um lápis e a uma régua.

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  2. Recordo que em outras "reformas" deste governo não apresentar nada, resultou em não existirem mexidas. Exemplo - educação.

    Esta lei não tem nada a ouvir, auscultar, ou mexer. Obrigada a uma regra matemática que quem não respeita é considerada nula.

    Nos tempos previstos e objetivos plasmados na lei não há outro caminho do que a manifestação contra, mantendo a totalidade das freguesias.

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  3. Estou curioso para ver a posição do PSD bracarense sobre esta questão. E ainada mais para ver a posição dos diversos presidentes de junta do PSD.

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