segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Nogueira da Silva morreu há 36 anos

A Casa da Sorte foi fundada em Braga, a 15 de Outubro de 1933
É uma das figuras do século XX bracarense, mesmo não tendo nascido em sólo brácaro. O comendador António Augusto Nogueira da Silva faleceu há precisamente 36 anos e a sua memória continua bem viva entre nós.
Recordá-lo é trazer à memória alguém que batalhou para almejar grandes metas, devotando-se sempre às causas da cidade que amava: Braga.
A Casa da Sorte deu-lhe a fortuna, e os funcionários, em homenagem pelo facto de lhes ter legado a gerência após a morte, ainda hoje expõem o seu busto nas diversas casas abertas pelo país, seja em Braga, Lisboa ou Viseu. 
O seu legado perdura hoje no museu que tem o seu nome, nascido na casa que mandou construir para a sua família em plena avenida Central e local de exposição das inúmeras obras de arte que coleccionou durante a vida. Casado e sem filhos, a Universidade do Minho foi a grande beneficiária do seu testamento, desenhado em prol da cultura e dos bracarenses.
Mecenas de diversas instituições, entre elas o Sporting Clube de Braga que ajudou a "salvar", Nogueira da Silva patrocinou a conclusão da fachada da basílica dos Congregados, inacabada desde a sua fundação.
A sua maior obra foi a construção de um bairro para famílias pobres de Braga, o bairro Nogueira da Silva, que serve para desenhar a grandeza da sua alma.
Braga jamais o esquecerá!

6 comentários:

  1. Só faltou dizer que era um grande salazarista, amigo íntimo do personagem, inclusivamente. Mas isso não interessa nada, certamente.
    GS

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Pessoalmente desconhecia essa faceta. Apenas oiço falar do rasto de bem que deixou atrás de si, da forma exemplar como tratou os seus funcionários, da amizade pela instituições do município, da caridade para com os mais pobres, do seu legado cultural para com a Universidade e os bracarenses... Não foi político, nem esteve associado a qualquer golpe de Estado, muito menos mandou matar alguém. Se isto não chega para bem-dizer a memória de um ser humano, não sei o que será necessário.

      Ser amigo do Álvaro Cunhal, talvez... É pena que a malta de extrema-esquerda, que tanto defende os discriminados da sociedade, seja a primeira a esquecer o bem comum em prol de outros preconceitos. Sou democrata, graças a Deus, mas não tenho "palas" nos olhos e hei-de sempre homenagear os bracarenses que me antecederamm, tenham sido eles monárquicos, republicanos, comunistas ou salazaristas. O que importa é a forma como zelaram ou não pelo bem comum. O altruísmo de Nogueira da Silva é muito difícil de pôr em causa.
      Saudações bracarenses

      Eliminar
    2. O que interessaria e muito, certamente, era saber o que serias tu no tempo de tal personagem. Se terias tomates e língua ou nem uma coisa nem outra!

      Eliminar
  2. Ser um grande salazarista e até amigo íntimo do personagem (diz-se que, quando vinha a Braga, dormia em casa de NdS), para mim, que não sou de extrema-esquerda nem de extrema-direita (não caia nessa fácil tentação), não é, na minha opinião de democrata sem "palas" nos olhos (ainda que não graças a Deus), um "cartão de visita" muito recomendável.
    Claro que o senhor teria virtudes e o seu altruísmo salta à vista (sem filhos...), não ponho isso em causa, mas para se ser político e mover as influências necessárias, não é preciso desempenhar cargos executivos.
    Para si, o critério para homenagear alguém é ele ser única e simplesmente bracarense?!? Se assim for, estamos conversados...
    GS

    ResponderEliminar
  3. ó anónimo, esse é um exercício um tanto ou quanto impossível já que nasci já em tempos pós-"tal personagem".
    Quanto ao resto, não percebi onde queria chegar...
    GS

    ResponderEliminar
  4. Gostaria da saber a causa da morte de António Augusto Nogueira da Silva , natural, acidente.. Obrigado

    ResponderEliminar