quarta-feira, 31 de outubro de 2012

O fim das editoras bracarenses

Com o encerramento das míticas livrarias Pax e Cruz, e com o fim do consulado do comendador Felix Ribeiro na APPACDM, que com frequência apoiava a edição de livros sobre Braga, o marasmo cultural acentuou-se na cidade augusta. Pontualmente a Câmara Municipal apoia a edição de algumas obras e a Universidade do Minho, por iniciativa do centro de investigação ligado ao Instituto de Ciências Sociais, vai promovendo algumas publicações...
Definitivamente é pouco para uma cidade com a grandeza histórica, cultural e patrimonial de Braga.
Recentemente, Ricardo Rio comentou este défice, prometendo a edição de um livro por ano. Pessoalmente iria mais longe em número de edições, e procurava "ressuscitar" a revista Bracara Augusta, autêntica referência cultural bracarense.
Uma cidade sem editoras reflecte bem a "doença" de que a sua vertente cultural padece...

5 comentários:

  1. Cabe aqui destacar a editora da Associação Autores de Braga, que já tem um espólio significativo.
    Existem também a Editorial Franciscana e a Editorial A.O., sedeadas em Braga, cujo grosso do catálogo é de temática religiosa, mas que também abarcam outras áreas de conhecimento.
    A Casa do professor também tem editado livros... O Diário do Minho também tem um sector de edição... O panorama não é assim tão negro.

    Mas concordo com a necessidade imperiosa de recuperar a publicação da BA. O último número é de 2007...

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  2. E também junto a minha voz ao coro de lamentos pela perda das duas grandes jóias livreiras de Braga. Ainda ontem folheava as crónicas do Aníbal Mendonça, publicadas pela Cruz. Autênticas pérolas...

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  3. Braga já teve sem dúvida melhores dias.
    Monumentos abandonados, miolo de casas importantes retirado e no sue lugar construídos prédios de apartamentos, etc, etc. etc.
    Livrarias encerradas e cada vez menos publicações sobre Braga!
    No passado Braga foi uma cidade poderosa e esses factos estão registado em publicações.
    O passado recente e o presente deixa marcas que mais parecem feridas rasgadas na urbe, registadas nos jornais, nas redes sociais e na memória dos bracarenses. Um dia, provavelmente também em e-books.

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  4. Vi hoje que a Bertrand junto da Sé (a antiga Cruz) também fechou. Mais uma.

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  5. Alguns dias passados, parece que o Madureira tem umas coisinhas a dizer sobre o teor do post acima. Mas, como parece não saber usar uma caixa de comentários, vai de recorrer às folhas de um jornal. Ai,ai...

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