quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Braga perde 25 freguesias

Foi ontem anunciado o novo mapa administrativo de Braga. Tal como é pressuposto na lei, o município bracarense pode vir a perder 25 freguesias, resultado do processo de agregação de freguesias. Desta forma, das actuais 62 freguesias Braga passará a deter 37 freguesias.

Freguesias do casco urbano:
  • S. Victor = 32.000 habitantes   MANTÉM-SE
  • S. Vicente = 14.000 habitantes   MANTÉM-SE
  • S. Lázaro e S. João do Souto = 14.300 habitantes
  • Cividade, Sé e Maximinos = 14.500 habitantes
Freguesias do anel urbano:
  • Gualtar = 5.300 habitantes    MANTÉM-SE
  • Palmeira = 5.500 habitantes   MANTÉM-SE
  • Dume, Semelhe e Real = 11.700 habitantes
  • Ferreiros e Gondizalves = 9.200 habitantes
  • Lomar e Arcos = 6.800 habitantes
  • Nogueira, Fraião e Lamaçães = 13.000 habitantes
  • Nogueiró e Tenões = 5.000 habitantes
  • Aveleda, Celeirós e Vimieiro = 6.700 habitantes
  • Este S. Mamede e Este S. Pedro = 3.800 habitantes
  • Frossos e Merelim S. Pedro = 3.700 habitantes
  • Panóias, Parada de Tibães e Merelim S. Paio = 5.400 habitantes
Freguesias medianamente urbanas ou tendencialmente rurais:
  • Priscos = 1.300 habitantes   MANTÉM-SE
  • Adaúfe = 4.000 habitantes   MANTÉM-SE
  • Pedralva = 1.150 habitantes   MANTÉM-SE
  • Espinho = 1.300 habitantes   MANTÉM-SE
  • Sobreposta = 1.100 habitantes   MANTÉM-SE
  • Ruilhe = 1.300 habitantes   MANTÉM-SE
  • Mire de Tibães = 2.400 habitantes   MANTÉM-SE
  • Padim da Graça = 1.600 habitantes   MANTÉM-SE
  • Sequeira = 2.000 habitantes   MANTÉM-SE
  • Tebosa = 1.100 habitantes   MANTÉM-SE
  • Esporões = 1.800 habitantes   MANTÉM-SE
  • Tadim = 900 habitantes   MANTÉM-SE
  • Lamas = 900 habitantes   MANTÉM-SE
  • Figueiredo = 1.100 habitantes   MANTÉM-SE
  • Penso S. Vicente + Penso Sto. Estevão + Escudeiros = 1.800 habitantes
  • Pousada e Crespos = 1.300 habitantes
  • Navarra e Santa Lucrécia = 1000 habitantes
  • Oliveira S. Pedro e Guisande = 1000 habitantes
  • Cunha e Arentim = 1.500 habitantes
  • Passos S.Julião e Cabreiros = 2.200 habitantes
  • Trandeiras e Morreira = 1.500 habitantes
  • Vilaça e Fradelos = 1.600 habitantes
PS : Sou absolutamente contra esta forma de fazer a reforma administrativa, mas não posso ser bastante crítico com a atitude passiva assumida pelo executivo socialista, que poderia ter contribuído para um mapa mais equilibrado. Em vez de 25 poderíamos ter perdido apenas 15. O culpado? Mesquita Machado...

20 comentários:

  1. Acho que continuam a ser demasiadas freguesias :(
    Demasiados Tachos...

    ResponderEliminar
  2. Concordo em absoluto com o P.S. A culpa vai inteiramente para o executivo Socialista presidido por Mesquita Machado

    ResponderEliminar
  3. canalhas. a culpa é do vosso governo.

    ResponderEliminar
  4. caro anónimo, já reparei que, mesmo não publicando sucessivamente os seus comentários, continua com a sua insistência.
    Em primeiro lugar, não lhe reconheço a acusação do "vosso governo".
    Em segundo lugar, lembrar-lhe que canalhas são os que se escondem atrás de um perfil anónimo para constantemente atacarem quem quer pensar livremente a cidade que ama. Canalhas são os que trocam a sua forma de pensar e a sua veia crítica por um tacho numa qualquer Câmara Municipal...

    ResponderEliminar
  5. Sou, eventualmente, a favor da fusão de freguesias do centro urbano, tais como São João do Souto, Sé, Cividade, São Lázaro e São Vicente, cuja gestão deveria ser feita directamente pela Câmara, visto que o trabalho das Juntas das freguesias do casco urbano cinge-se quase única e exclusivamente à concessão de subsídios. Não incluo São Victor, porque já é de si uma freguesia muito extensa, tanto demograficamente como territorialmente, nem Maximinos, visto que uma parte da freguesia foge já um pouco do casco urbano.

    Contudo, sou profundamente contra a fusão de freguesias fora do casco urbano, visto que irá contribuir para um maior afastamento do poder político em relação à população, já para nem falar que irá diminuir ainda mais a participação dos fregueses nas questões relacionadas com a gestão das suas freguesias, o que levará a administração local a ir cada vez menos ao encontro da vontade das populações, que por sua vez a tornará menos credível e eficiente. E desengane-se quem pensa que com isto haverá menos despesa, visto que muitas juntas que apenas estão abertas dois dias por semana e de que não precisam de um presidente a tempo inteiro, vão passar a necessitar de estar abertas mais tempo e de terem pessoal a tempo inteiro nas suas instalações, o que irá implicar o pagamento de verdadeiros ordenados ao executivo da Junta e, eventualmente, a contratação de funcionários.

    Quanto à posição da Câmara, encontro-me dividido. Ao mesmo tempo que acho que esta é uma triste reforma deste vergonhoso governo e, como tal, as responsabilidades devem ser arcadas única e exclusivamente pelo mesmo, também penso que o poder local deve fazer atenuar o mais possível os efeitos negativos que esta reforma poderá vir a causar.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Concordo plenamente Luís. O tipo de gestão das freguesias deveria depender da sua natureza demográfica e territorial, de forma a não haver conflitos de competências. Quanto às freguesias rurais não digo que não fizesse uma ou outra fusão - os dois Pensos, os dois Estes, os dois Merelins, os dois Tibães, por exemplo - mas efectivamente são quem tem mais a perder com esta reforma... A fusão de Dume, Real e Semelhe é muitíssimo infeliz!

      Eliminar
    2. Desde quando o poder politico está junto das populações???
      O poder politico em portugal so existe para gerar corrupção.:(

      Eliminar
    3. Com esta reforma estará ainda menos. O caminho é o de descentralizar e não o de centralizar ainda mais. Com isto, quero dizer que se deve avançar para a regionalização, que aproximará o poder político dos cidadãos e levará a uma melhor distribuição da riqueza pelo país.

      Eliminar
  6. A CMBraga terá pecado por omissão... E a oposição de direita, o que fez? Que propostas apresentou?

    ResponderEliminar
  7. Há uma proposta e existem várias formas de a melhorar, quem defende Braga, deve procurar debater um modelo que cumpra a lei e fazer com que este chegue aos responsáveis, para que Braga não saia a perder.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Exactamente Carlos. Na minha opinião, temos um presidente da Câmara mais preocupado em fomentar populismos eleitoralistas, que em defender verdadeiramente os cidaãos...

      Eliminar
  8. A coligação juntos por Braga não apresentou uma única alternativa. Se os restantes partidos eram contra, não tinham nada de que compactuar com esta reforma. É de lembrar que os próprios presidentes de junta da coligação votaram ao lado do ps cd e be.

    ResponderEliminar
  9. Eu até posso discordar desta reorganização administrativa, mas será por razões completamente diferentes das já indicadas. Entendo que fica aquém da necessária e acabará por criar a ideia que foi feita que poderá ser ainda mais perigosa do que deixar por fazer. Gostava que tivesse ido muito além, mas para isso teria sido necessário um compromisso político para o qual o PS não quis contribuir. Estranhamente porque foi o PS que introduziu este compromisso no acordo com a TROYKA. Apesar de tudo prefiro que avance assim do que não se faça nada. Lamento é que esta matéria tenha ficado refém do ministro mais fragilizado e que há muito deveria ter saído do governo pelo próprio pé. Quanto aos defensores das freguesias, com licença do autor do blogue, recordo o que já aqui comentei em outro post: “... Ainda que entenda alguma da contestação à revisão da organização administrativa não partilho dos seus argumentos. É evidente que Portugal precisa de reorganizar o território e a revisão da organização administrativa é urgente. Mesmo muito urgente. Como é que se pode pensar que uma organização prévia à rede viária, ao rádio, aos telefones, à tv e à internet faça hoje ainda sentido? Como é que se pode aceitar manter um território organização sem qualquer racionalidade actual, sem massa crítica e sem qualquer utilidade? Sim porque o superior critério deveria ser a utilidade. Qual é a utilidade de uma junta de freguesia que não possui qualquer competência para além das que as câmaras municipais lhe delegam casuisticamente? Para que serve uma sede de junta encerrada e sem serviços? Para que servem autarcas sem poderes e sem responsabilidades? A organização religiosa das paróquias, na origem das freguesias, é um exemplo a estudar. ... O critério [da igreja] foi/é sempre a racionalização de recursos. Não deixa ainda de ser interessante constatar que quem em primeiro se deveria organizar segundo um critério de racionalidade tenha tanta dificuldade em o fazer. Sendo que todos deveríamos perceber que o Estado somos nós.”
    É evidente que esta oportunidade deveria ter sido aproveitava para reorganizar o concelho, dar outra capacidade de gestão às freguesias e a maior responsabilidade competia ao executivo. Acompanhei com algum interesse este debate em Braga e em outros locais. Recordo de uma expressão escutada numa aldeia de um concelho próximo – “que me importa que a junta acabe se para tratar de qualquer coisa tenho que ir à vila”. Percebi que desde que não acicatadas as questões de “adro de igreja” não teriam importância pois a maioria das freguesias já está habituada a dividir o pároco. As questões culturais e de identidade serão mantidas pelas associações, pelas comissões fabriqueiras e outras. Assim como será mantido o cemitério, a festa da capela, etc.
    Em Braga, ao problema nacional do PS, somou-se o problema de Mesquita Machado. Um populista que nunca teve uma estratégia para o concelho. Foi é sempre um eficiente politiqueiro e nunca estaria interessado em marcar o seu último mandato por esta questão. Um erro.
    No meio de todo este ruído há uma outra reorganização que está a passar despercebida. Acompanhando as notícias sobre as futuras freguesias de Lisboa, percebe-se do que poderia ter feito se o populismo não tivesse vencido a responsabilidade.
    O concelho de Lisboa, no qual o PS já tinha iniciado a sua reorganização com o apoio do PSD, que terá inspirado a proposta da medida do PS na negociação com a TROYKA, anunciou que vai resultar numa descentralização muito significativa das competências da câmara para as juntas de freguesia e que o orçamento anual desta novas juntas passará de 23 milhões de euros para 68 milhões.

    ResponderEliminar
  10. Por mim Haveria uma 12 freguesias em Braga.

    E também fundia Braga/Vila Verde e Amares. Com um total de 30 freguesias neste novo conselho.

    Uma Parte de Vila Verde juntava-se a Ponte de Lima e Ponte da Barca.
    E terras de Bouro era dividida entre Ponte da Barca e Vieira do Minho.

    Existem demasiados cargos politicos em portugal que atraem a parte da sociedade que se sabe.

    ResponderEliminar
  11. Por mim Haveria uma 12 freguesias em Braga.

    E também fundia Braga/Vila Verde e Amares. Com um total de 30 freguesias neste novo conselho.

    Uma Parte de Vila Verde juntava-se a Ponte de Lima e Ponte da Barca.
    E terras de Bouro era dividida entre Ponte da Barca e Vieira do Minho.

    Existem demasiados cargos politicos em portugal que atraem a parte da sociedade que se sabe.

    ResponderEliminar
  12. Uma reorganização do concelho com cabeça tinha associado todas as freguesias do antigo Couto de Tibães. Uma freguesia com cerca de 11.000 habitantes e com massa crítica. A questão nunca pode ser vista como quantas freguesias Braga perdeu. Pensar Braga devia ser quantas freguesias é que Braga necessita. A identidade não é uma questão de natureza administrativa e cada vez menos é de onde nascemos (hoje quase todos no hospital). Quanto muito é uma questão de onde vamos ser enterrados e nisso já mandamos pouco. É por isso que não tendo nascido e nunca lá tenha vivido numa destas freguesias é lá que pertenço. Admito que tivesse sido complicado defender esta ideia, mas espero que no futuro a possam concretizar como associação voluntária.

    ResponderEliminar
  13. "Em vez de 25 poderíamos ter perdido apenas 15"

    Perdemos??? Mas perdemos o quê? Alguém retirou território ao conselho de Braga? População? Empresas? Emprego? Só se foi mesmo os tachos...

    Esta reforma peca por ser pequena e cosmética!

    Uma verdadeira reforma autárquica era se se reduzisse os Municípios em Portugal!

    ResponderEliminar
  14. Quando se assobia para o lado e se chuta para a frente é o que acontece, a decisão acaba por ser tomada por outros que estão a muitos kms de distância e não conhecem as particularidades e realidades locais.
    Muitas vezes assistimos há duplicação de serviços e equipamentos em freguesias vizinhas, levando ao desperdício de recursos. E quem acaba por sofrer são as próprias freguesias que podiam ter verbas para outras obras necessárias mas que foram desperdiçadas. O atendimento às populações também pode ser melhorado principalmente em freguesias pequenas, com uma união de serviços consegue-se estar mais tempo ao serviço da população e se calhar com menos funcionários.
    Quer seja com eliminação de algumas freguesias, quer seja com a união de outras ou então com uma cooperação e partilha entre autarquias (isto é o mínimo que já poderia ter sido feito e sem custos, bastava mudar um pouco as mentalidade), todos sabem que uma reordenação autarquia é necessária. Mas a maioria dos autarcas deste país, tanto do partido do poder como da oposição, tal como em Braga nada fazem.
    O grande problema é que ninguém quer perder o TACHO.

    ResponderEliminar
  15. Eu acho que vamos continuar com freguesias a mai, acho que quanto menos freguesias haverá menos tachos.

    ResponderEliminar
  16. A divisão das freguesias foi um caso mal resolvido por todas as partes nele envolvido, mas o principal responsável por tudo isto é e sempre será o ministro Relvas, porque quis impor a sua ideia e não quis discutir nada e com ninguém, sempre se achou mais capaz e inteligente que todos os outros e o primeiro ministro que também nunca soube ser o responsável pelo seu governo, tudo deveria ser bem amadurecido com todos os intervenientes e interessados no problema, se o caso não fosse resolvido num dia, num mês, era preciso paciência par se chegar a um consenso, agora tudo está numa autentica revolta, porque as coisas não ficaram resolvidas a contento e tudo que é resolvida desta maneira, acabará mais tarde ou mais cedo por ser alterado, e, esta alteração para ser resolvida necessita da intervenção das próprias freguesias, é preciso dar tempo ao tempo e tudo ficará resolvido no seu devido tempo quando as coisas são discutidas por quem tem interesse direto nelas, este caso não foi, e, quando são resolvidas em gabinetes, normalmente só sai burrada com esta.

    ResponderEliminar