domingo, 4 de novembro de 2012

Quiosques de Braga

Quiosque no largo da Lapa (atual praça da República)
A partir de meados do século XIX a cidade de Braga assistiu ao florescimento da sua imprensa local. Foram diversos os títulos que todos os dias invadiam o sossego dos letrados bracarenses. Por essa altura, não faltavam polémicas para alimentar as tertúlias urbanas e os facciosismos políticos. A terceira capital de Portugal fervilhava de ideias e protagonistas. Aliás, Braga ainda hoje se destaca pela força da sua imprensa regional, obrigando muitos órgão de comunicação nacionais a desistirem de projectos de implantação regionalista.
Ora, a partir de certa altura passou a ser um bom negócio vender jornais e tabaco. Surgiram então locais especializados para este efeito, disseminados pelos locais mais importantes da velha Bracara. A arquitectura adoptada por estas singulares construções em ferro e madeira era elegante e marcava sobremaneira a fisonomia dos espaços urbanos. Lentamente estes exemplares foram sendo substituídos por construções mais modernas (e básicas..).
Há três décadas atrás ainda eram meia dúzia, hoje estão reduzidos a dois. Há que protegê-los de eventuais alterações futuras. Imóveis de interesse municipal?
Um dos últimos sobreviventes desta tipologia de quiosques estava localizado na esquina do largo da Senhora-a-Branca com a avenida Central. Algures na década de 90, um automóvel desgovernado acabou por destruir este exemplar. Este facto reduziu a dois os quiosques históricos bracarenses, localizados muito próximos um do outro, um no largo do Barão de S. Martinho e outro no largo de S. Francisco.
Há que acrescentar os quiosques do Estado Novo, edificados em português suave, como o que se localiza no Campo das Hortas.

NOTA: Recentemente importámos quiosques de modelo francês "belle epoque", como se pode observar no Campo da Vinha, em vez de tentar repetir os nossos modelos antigos. Incoerências que não se entendem...

1 comentário:

  1. concordo plenamente!
    quanto à imagem, importa referir que é de Abril de 1911, e que quem requereu à Fotografia Aliança este cliché foi um senhor chamado Gonçalves Vaz.
    este quiosque era conhecido por "kiosque do coxo".
    havia nesta altura um outro, situado no campo da Vinha, então Campo D. Luiz I, pertença de Arnaldo de Freitas.

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