segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

O futebol português está muito doente...

Antes do suposto penalti há uma cotovelada do atacante...

O possível adversário do Sporting de Braga nas meias-finais da Taça da Liga foi ontem beneficiado no jogo da segunda jornada da última fase da competição. Um penalti caído do céu (ou do coração encarnado de um bandeirinha) mesmo em cima do final do jogo, deu o empate frente aos valentes minhotos do Moreirense. Este empate permite ao Benfica praticamente carimbar a passagem às meias-finais de uma competição onde a arbitragem já fez história.
O futebol português definitivamente está muito doente...

O ano bracarense em revista: verão ameno

Jantar de homenagem a Mesquita agitou as águas serenas do verão

Numa altura de sucesso e equilíbrio financeiro o Sporting de Braga acabou com uma das modalidades que lhe deu mais títulos: o atletismo sénior. O mês não terminou sem que Mesquita Machado fosse acusado de agredir uma municípe em plena Câmara Municipal. Discutimos ainda os números do turismo em Braga e acompanhamos as polémicas em torno da entrevista de Hugo Pires à RUM. Afinal, a JovemCoop já era conhecida por milhares antes da CEJ... Questionamos o porquê de Braga ser uma cidade cinzenta e escutamos os bracarenses que querem os políticos longe da gestão de empresas públicas. Propusemos uma Braga que se afirma como cidade do barroco e expusemos as verdades que qualquer cidadão deveria saber em vésperas de umas eleições autárquicas. Revoltamo-nos ainda contra a concessão dos parquimetros a um privado, curiosamente algo que Mesquita Machado havia negado. Comentamos o alegado envolvimento de Vítor Sousa num processo de "luvas", enquanto se sucediam incêndios na mata das Sete Fontes. Em Agosto realizou-se um jantar de homenagem dos presidentes de junta a Mesquita Machado, que afinal não era bem assim... enquanto este esperava alguns meses para homenagear um bracarense medalhado nos Jogos Olímpicos. O Braga apurava-se novamente para a Liga dos Campeões e discutia-se o investimento milionário feito em relvados sintéticos. A Confiança ardia e a cidade ficava inundada a cada tempestade. Questionamos ainda as formas das rotundas em Braga, enquanto discutiamos as incongruências de Lisboa e o Porto em relação ao restante território.

A alma de Braga em vídeo! - reposição

Há coisas difíceis de transmitir em palavras, outras que não se conseguem explicar na sua totalidade. Dada a sua grandeza e sublimidade, a alma de Braga é assim, quase indecifrável. Mas podemos tentar transmiti-la...
No próximo dia 5 de janeiro, o Theatro Circo vai acolher, pela segunda vez, uma interessante tentativa, denominada "Singular Comum". Trata-se de uma mostra de documentários com testemunhos da tradição e do quotidiano bracarense.
A não perder!

O ano bracarense em revista: romanos e São João

As Festas de São João continuam a ser o grande momento do calendário anual de Braga
E António Salvador surpreendeu todos (ou talvez não...) ao demitir Leonardo Jardim. Em Maio o blogue Braga Maior recordou que o slogan "Aqui nasceu Portugal" se aplica e adequa perfeitamente a Braga. A Braga Romana mobilizou uma vez mais os bracarenses, mas continua sem uma vertente dedicada ao património legado pelos romanos... Entretanto foi pré-anunciada a lista de Vítor Sousa à concelhia do PS. Durante este mês recordamos o papel decisivo da JovemCoop no actual contexto do património brácaro, comentamos a especulação imobiliária na cidade e alertamos para a mutilação da fonte quinhentista do parque da Ponte.
Junho foi o mês em que os bracarenses se revoltaram contra as destruições arqueológicas no largo Carlos Amarante, mesmo que o Presidente da Câmara, o Vice-Presidente e um arqueólogo tenham vindo ripostar do alto das suas patentes. No blogue promovemos a cidadania. Em Junho repensamos as Festas de São João, comentamos as incongruências do seu responsável máximo ( 1, 2) e recordamos a sua importância histórica. Criticamos ainda a RTP por, uma vez mais, se ter ausentado da capital do Minho no momento mais elevado do seu calendário anual.

domingo, 30 de dezembro de 2012

O ano bracarense em revista: Março-Abril

Em Abril a JovemCoop foi eleita como a melhor para dar lições a Mesquita
Em Março, na sequência das obras "A Regenerar Braga" fomos levados a pensar que, em Braga, os achados arqueológicos são uma maçada. A propósito das obras no largo Carlos Amarante, aqui ajudamos à luta pela manutenção dos candeeiros, que acabaram por permanecer por lá. O Sporting de Braga continuou a bater recordes e atingiu as 13 vitórias consecutivas na Liga. Já Mesquita Machado acha que ninguém lhe pode dar lições sobre o património. Memória curta? É que a Câmara Municipal de Braga não é afinal responsável pelo que se passa na cidade... Foi ainda em Março que a Câmara Municipal se decidiu pela expropriação da Confiança. E aqui (1, 2) abordamos a necessidade de re-ligar a cidade à universidade.
Em Abril o maior clube do Minho foi vilmente afastado da luta pelo título e a barbearia Matos chegou ao fim. Celebrámos a democracia e descobrimos o património com o auxílio da JovemCoop. Foi neste mês que foi anunciado um dos maiores atentados contra a independência financeira da Câmara e para com os direitos dos cidadãos: a concessão dos parquímetros a privados. Da mesma forma, ficamos a saber que os projectos "A Regenerar Braga" vão colocar Braga e Compostela em confronto cultural...e lamentamos as estranhas obras do rio Este.

O ano bracarense em revista: Janeiro-Fevereiro

A compra da Confiança deu muito que falar durante o mês de Janeiro e Fevereiro
Braga, Guimarães e os números do turismo abriu o mês de Janeiro, confirmando certas tendências bairristas e fugas à realidade, que em nada beneficia os dois lados da Falperra. Um dos assuntos que deixou boquiabertos os bracarenses foi a suspensão da construção das piscinas olímpicas, para lá instalar  um parque aquático. Outro dos assuntos em destaque foi a instalação da Pousada da Juventude em Real. A Abertura da Capital Europeia da Juventude marcou o início do ano bracarense e gerou enormes expectativas na população jovem. Com o nome do candidato ainda longe de estar escolhido o PS-Braga viu Ricardo Rio anunciar o parrícidio dos socialistas. A maior gaffe do ano pertenceu a Mesquita Machado, que diz que Braga tem sem-abrigo voluntários. A matança das laranjeiras na Senhora-a-Branca deixou muitos bracarenses revoltados, com um dos projectos mais infelizes do "A Regenerar Braga". Entretanto o Concurso de ideias da Confiança reuniu 84 propostas. Fevereiro amanheceu com uma triste notícia: a Constructora FDO entrou em falência e temeu-se que mais empresas deste sector pudessem seguir-lhe as pisadas. Entretanto, o Governo anunciou a intenção de renegociar rendas milionárias e foi lançada a polémica sobre a nova localização da Loja do Cidadão. As políticas de austeridade continuaram a prejudicar a centralidade de Braga e desta feita a Sub-região de saúde foi extincta. A goleada do maior clube do Minho sobre o rival confirmaria o Sporting de Braga na luta pelo título. O mês não terminaria sem nova polémica sobre a compra da Confiança.

Pedreira faz hoje 9 anos

Faz hoje 9 anos que o novo Estádio Municipal de Braga foi inaugurado. Foi precisamente no dia 30 de Dezembro de 2003, que numa partida entre o Sporting de Braga e o Celta de Vigo (1-0), antecedida por um espectáculo de luzes, som e pirotecnia, se deu início oficial a um dos principais monumentos da cidade. Premiado com o Prémio Sécil Engenharia e Arquitectura, este recinto desportivo tem sido alvo dos mais rasgados elogios, tendo contribuído decisivamente para que Souto Moura, o seu arquitecto, ganhasse o Prémio Pritzker 2011.
Apesar da obra-prima, este estádio não deixa de esconder algumas incongruências...
Todavia é uma obra que orgulha a cidade e por isso está hoje de parabéns!

Memória Maior: a fábrica "A Industrial"

© José Manuel Lopes Cordeiro


A fábrica “A Industrial” foi a última das grandes fábricas de chapelaria a surgir em Braga. A sua fundação deu-se em 1921, sendo instalada no edifício oposto ao da fábrica Taxa, fazendo gaveto entre a rua do Taxa e a rua D. Pedro V, com as melhores tecnologias disponíveis à época. Com um capital inicial de 300 contos, A Industrial foi fundada por uma sociedade entre Júlio Amorim Lima, Bento Ferreira Braga, Narciso Teixeira da Silva e António Camilo de Almeida.
Empregando cerca de 110 funcionários, detinha uma produção média diária de cerca de 2 mil chapéus, valor que dobrava o alcançado pela Social Bracarense, que há décadas laborava neste sector.
O processo de fabricação dos chapéus é descrito com pormenor por Manuel Araújo: “A visita à fábrica começa pela oficina de distribuição de pêlo. Duas máquinas excelentes – suflósas – realizam a primeira operação para o fabrico do chapéu. Logo a seguir duas basticósas, formam o carapuço, juntando o pêlo por meio de pressão de ar e ligando-o com água quente. Depois, sucessivamente, o chapéu vai passando de máquina em máquina, levando mil e umas voltas, sofrendo constantes alterações. Assim, ele passa pelas mesas de cojar, onde se bate o feltro, unindo-o, dando-lhe consistência; pelas máquinas de «fuleuse», que o apertam; de fulon, que terminam o formato do chapéu; de puchar onde se forma a aba e a copa; de informar, de afinar, de engomar, de lixar e de planchar onde se efectua o último aperfeiçoamento. Há ainda oficinas de tinturaria, de timbradeiras e de costureiras; carpintaria, encaixotamento, etc.[1]
Entretanto, dos relatos recolhidos pelo jornalista do Diário do Minho em 1923, confirmamos que a taxa de exportação para África estava reduzida a 5%, surgindo o Brasil e a Índia como destinos alternativos para as exportações. Os responsáveis da fábrica apontam também as elevadas taxas aduaneiras como entrave à competitividade dos seus produtos, aludindo igualmente à questão das etiquetas. Nas décadas de 70 e 80, esta unidade fabril foi-se dedicando a outros tipos de produção, de forma a fazer face à quebra do sector comercial de chapelaria.
O edifício da fábrica, que se estendia entre a rua D. Pedro V e a cerca do Colégio Teresiano, foi demolido em 1986 para dar lugar a um prédio de habitação.

[1] ARAÚJO, Manuel (1923) – Indústrias de Braga. Notas de um jornalista. Braga: Pax, p.32.

Mensagem de Ano Novo do Presidente da Câmara

Como é habitual, o presidente da Câmara Municipal de Braga endereçou, pela última vez, a mensagem de Ano Novo aos bracarenses. Para além de focar a sua atenção na tão propalada reforma administrativa, Mesquita Machado centra a mensagem no momento de crise que o país atravessa e no modelo económico seguido.
"Todos sabemos quão difícil está a ser o quotidiano de muitos dos nossos concidadãos, mormente daqueles economicamente menos favorecidos. Todos conhecemos o flagelo do desemprego que afecta grande número das famílias portuguesas e as suas consequências sociais. Todos damos conta de que a esperança em dias melhores morre a cada dia no coração de muitos de nós.", afirma.
Sacudindo a água do seu capote, o edil bracarense atira a responsabilidade para os "governantes nacionais" e "dirigentes da União Europeia"
Mesquita Machado termina a mensagem referindo que "sabem que continuarei a fazer o que está ao meu alcance". 
Ora, não querendo colocar em causa as boas intenções do nosso presidente, deixo-lhe o desafio: se quer fazer o que está ao seu alcance para minorizar os efeitos da crise económica, porque validou o aumento brutal das tarifas de água e saneamento? Porque continuam a pagar os bracarenses uma das taxas mais elevadas de IMI do distrito?

Ainda vai a tempo de fazer o que está ao seu alcance para, efectivamente, minorizar os efeitos da crise junto dos bracarenses...

sábado, 29 de dezembro de 2012

Parabéns ABC!

www.abcdebraga.com
Uma das instituições desportivas mais representativas de Braga completa hoje 79 anos! O Académico de Basket Clube, mais conhecido por ABC, é um dos clubes grandes do andebol português, tendo sido campeão nacional 12 vezes. Chegou a disputar, em 1994, a final da Liga dos Campeões Europeus de andebol.
Além do andebol, que se tornou o segundo desporto mais popular de Braga, o ABC promoveu a práctica de modalidades como hóquei em patins, basquetebol, atletismo, hóquei em campo, voleibol, xadrez e até, patinagem artística. 
Recebeu a medalha de ouro da cidade de Braga, lutando hoje para se manter entre os maiores emblenas nacionais da modalidade. Para tal, necessita de maior apoio dos bracarenses! 
Parabéns ABC! Esperamos mais sucessos no futuro!

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

A autofagia da oposição brácara

Não deixei de ficar surpreendido com um artigo de opinião recentemente publicado pelo Diário do Minho, da autoria de Paula Nogueira, deputada municipal do Bloco de Esquerda e putativa candidata à Câmara Municipal de Braga, no qual se mostrava desagradada pelas preocupações sociais do candidato Ricardo Rio.
Ora, como todos sabemos, muitos ex-líderes do PSD têm discordado das políticas do Governo e ser de um partido não significa que se subscreva o que faz o "seu" governo. Muitos socialistas diriam o mesmo no tempo de José Sócrates, estou certo. Se Ricardo Rio discorda, ainda bem, diria o bom senso! Todavia, este artigo vem no seguimento de outras atitudes similares.
Quando rebentou a polémica sobre a compra pela Câmara Municipal da antiga Saboaria e Perfumaria Confiança, a mesma deputada municipal pelo BE veio a terreiro fazer acusações violentas sobre Ricardo Rio, esquecendo-se de comentar o envolvimento de Mesquita Machado e Vítor Sousa que, por pertencerem ao executivo, estariam muito mais "dentro" do negócio. Há uns tempos atrás, outro comunicado revoltava-se contra a presença de Rio em Lomar... Seguiu-se a crítica apontada à solução discutida para o recolhimento das Convertidas.
Quando se tratou do tema das Convertidas e do debate público realizado pela Braga +, onde estavam os deputados municipais do BE? Estavam lá presentes representantes de todos os partidos com assento na assembleia municipal, excepto o BE...e nenhum teve direito a convite particularmente dirigido.
Não entendo este sector da esquerda bracarense. Aponta baterias para o líder da oposição, em vez de combater com ideias quem está no executivo. Trata-se de uma espécie de autofagia, que apenas prejudica o partido que representa e empobrece o discurso político. Quem se limita a acusar e a criticar, sem propor alternativas ou participar nos debates, para além de incorrer numa espécie de arrogância - dado que se coloca acima dos demais - perde a credibilidade intelectual habitualmente patenteada pelos líderes do Bloco de Esquerda. É assim que se faz oposição? A meu ver, não!
Será que se o Bloco eleger um vereador e o PS precisar de maioria na Câmara Municipal, vamos ver o BE coligado com o PS???
Se o Bloco de Esquerda pretende que o PS continue na Câmara, então vai no bom caminho...

Uma das qualidades de Mesquita Machado é saber "contornar" habilmente a oposição. Até Ricardo Rio se afirmar como líder da coligação Juntos por Braga tudo pareceu muito fácil. Não tenhamos dúvidas que a culpa era da fraqueza da oposição, que nunca soube combater com clareza os argumentos de Mesquita Machado. Pelos vistos, em alguns partidos continuamos a ter mais do mesmo...

Habemus Rampa da Falperra!

A notícia já foi avançada há uns dias, mas merece inevitável destaque. A rampa da Falperra cuja realização esteve em risco por falta de financiamento, conseguiu reunir os apoios mínimos e vai realizar-se entre os dias 10 e 12 de maio de 2013. Segundo o Clube Automóvel do Minho, esta edição fica a dever-se "à boa vontade e trabalho desenvolvimento pela Secretaria de Estado do Desporto e Juventude do sentido de serem encontradas soluções".
Recorde-se que a Rampa da Falperra é um dos acontecimentos mais mediáticos realizados em Braga, atraindo cerca de 200 mil pessoas. Esta prova integra o Europeu FIA de Montanha e Europeu FIA Montanha Históricos, para além do Campeonato de Portugal de Montanha e Campeonato de Espanha de Montanha.

A Câmara Municipal de Braga, na pessoa do seu presidente da Câmara (o mesmo que esbanjou 43 milhões em relvados sintéticos) recusou-se ajudar ao financiamento da prova...

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

As 10 perguntas dos bracarenses para 2012



Há um ano atrás, perspectivávamos o ano de 2012 em Braga e as principais questões que moveriam os cidadãos. Um ano depois damos as respostas:

1. A Braga Capital Europeia da Juventude vai efectivamente envolver a cidade e os seus jovens?
R_ Isso é uma resposta a ser dada pelas associações e por cada cidadão. A meu ver, pese um ou outro paradoxo, a resposta é positiva.

2. O Parque do Monte Picoto vai mesmo avançar como apontam os prazos redefinidos?
R_ Quase no final do ano, mas começaram efectivamente.

3. As margens do rio Este vão ser finalmente devolvidas aos cidadãos?
R_ Pelos vistos os prazos derraparam...e de que maneira! As obras continuam lentamente...

4. As obras do antigo quartel da GNR e da Pousada da Juventude vão ficar prontas antes do final da Braga CEJ?
R_ Nem temos desenvolvimentos da pousada da Juventude, nem o GNRation ficou pronto a tempo da CEJ...

5. A reforma administrativa vai avançar, mesmo contra os autarcas e a população do município?
R_ Avançou, mas nunca se sabe se vai ter desenvolvimentos. Veremos!

6. O Sporting de Braga vai ganhar algum troféu na presente época desportiva?
R_ Nada! E Leonardo Jardim voou no final da época... 

7. Quem vai ser o candidato do PS às autárquicas 2013, António Braga ou Vítor Sousa?
R_ Depois de muita polémica, Vítor Sousa.

8. O Recolhimento das Convertidas vai ser classificado pelo IGESPAR?
R_ Foi classificado e hoje a sociedade civil debate felizmente o seu futuro.

9. O Centro Comercial Dolce Vita vai ser enfim inaugurado?
R_ Não!

10. O projecto de instalação de um equipamento cultural na fábrica Confiança vai ser realidade?
R_ Não é realidade, nem sabemos se a Câmara Municipal quer efectivamente que seja...

O duelo mais esperado em 2013

As eleições autárquicas que se realizam no segundo domingo de outubro prometem marcar o ano de 2013 em Braga. Depois de 37 anos como presidente da Câmara, Mesquita Machado vai finalmente passar a pasta...a Ricardo Rio ou Vítor Sousa?

Os prós de Ricardo Rio
+ Candidata-se pela terceira vez, sendo que na última conseguiu amedrontar Mesquita Machado e obrigar o PS a movimentar o aparelho como nunca se viu
+ É já um rosto bem conhecido dos bracarenses e tem um trabalho reconhecido na oposição
+ Pode beneficiar da ausência de Mesquita Machado do rol eleitoral
+ Detém maior popularidade na zona urbana e é mais empático com a "massa cinzenta" da cidade

Os contras de Ricardo Rio
- Pode sair afectado do desgaste mais do que evidente do governo central e dos seus silêncios relativamente a esse assunto
- A reforma administrativa, que reduziu 25 freguesisas ao município de Braga pode retirar-lhe apoios nas freguesias onde mais necessita de crescer

- A falta de rostos mais pro-activos na sua lista pode ser fatal. Ricardo Rio é o único rosto válido na actual coligação.
- A indecisão do CDS-PP não ajuda à afirmação inequívoca como candidato da direita


Os prós de Vítor Sousa
+ Beneficia de uma tradição eleitoral socialista e de uma base de apoio mais segura
+ A aparente unidade gerada com Hugo Pires pode trazer-lhe benefícios eleitorais no que concerne aos jotas do partido
+ O facto de estar no executivo pode granjear-lhe um clima pré-eleitoral, jantares e inaugurações que beneficiem a sua presença e imagem
+ Detém maior popularidade na zonas rurais

Os contras de Vítor Sousa
- O processo das "luvas" como administrador dos TUB é um fantasma que continuará a pairar sobre a sua credibilidade
- O discurso populista - do amigo dos desfavorecidos e da colagem de Ricardo Rio ao Governo - pode dar-lhe alguns votos à esquerda, mas retira-lhe credibilidade no eleitorado urbano e do centro
- A cisão interna no PS-Braga levará muitos simpatizantes de António Braga a retirar-lhe o voto nas autárquicas
- Mesquita Machado, como sabemos, nunca deu azo a grandes protagonismos no seu executivo. Por isso mesmo, Vítor Sousa não é tão conhecido entre o eleitorado como eventualmente achará...

Parque do Picoto já arrancou

Para quem passar junto à igreja de Santo Adrião vai perceber a azáfama das retroescavadoras já a desenhar o futuro parque urbano do Picoto, obra já definida desde 1981.
Quase um século depois, a cidade de Braga vai finalmente ver concretizado um parque urbano. Depois de muitas promessas e ilusões, depois de muito dinheiro esbanjado em obras desnecessárias como as piscinas olímpicas ou relvados sintéticos, parece que é desta!
Ganham obviamente, os, bracarenses!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Natal Maior!


A porta de Nossa Senhora da Ajuda

Hoje admiramos com particular ênfase as cidades históricas que conservaram as suas fortificações medievais. Em Portugal temos alguns bons exemplos. Braga, como uma das mais importantes cidades portuguesas, detinha também um importante circuito muralhado com cerca de 1680 metros de perímetro, nove torreões e uma cidadela. Este antigo circuito medieval, do qual subsistem ainda diversos vestígios - a torre de menagem do castelo e três torreões - detinha oito portas, a última das quais, como já referimos, era a Porta Nova, mandada abrir por D. Diogo de Sousa em 1512.
Todas estas portas estavam tradicionalmente associadas a um orago, que servia de proteção a quem entrava ou saía da cidade. Geralmente existia um nicho “encaixado” na porta com a imagem da devoção à qual era dedicada, porém chegava a existir capelas incorporadas na edificação ou nas suas imediações.
A porta de Nossa Senhora da Ajuda, localizada na extremidade poente da rua D. Paio Mendes, no enfiamento com a rua da Violinha, era uma das mais importantes aberturas da cintura medieval bracarense, dado que dava acesso à rua que confinava com a fachada da Sé. Esta artéria, por sua vez, foi até ao século XVI a principal rua comercial da cidade, denominada de rua dos burgueses. Como o nome indicia, esta seria uma artéria dedicada ao comércio, onde residiam as famílias mais ricas de Braga. Por outro lado, a porta fazia a ligação direta com uma das paróquias mais antigas de Braga, localizada extra-muros: S. Pedro de Maximinos. Esta paróquia, que era servida por um dos templos mais antigos de Braga, demolido durante a prelazia de D. Gaspar de Bragança (1759-1788), tinha acesso ao centro urbano através da rua da Cruz de Pedra. Este facto ficou patenteado na designação inicial da porta. No famoso mapa de Braga em 1594, esta porta é ainda denominada de “Porta de Maximinos”, dando sequência sequência à nova designação da rua dos burgueses, entretanto rebatizada. Inserida numa espécie de torreão, a porta da Ajuda detinha, no andar superior à passagem, uma pequena ermida com uma devoção mariana, que hoje sabemos corresponder a Nossa Senhora do Bom Despacho. É bem provável que esta devoção, e respetiva capela, sejam originárias no início do século XVII, época da qual data a imagem mariana que lá se venerava, e o livro de registos mais antigo da confraria lá sediada.
Sobre esta confraria sabemos, através do seu arquivo, guardado na capela de S. Sebastião das Carvalheiras, que se uniu, na segunda década do século XVIII, à confraria de Nossa Senhora das Graças, que estava sediada outrora nos claustros da Sé. Tratando-se de uma devoção vinculada a diversas causas, entre as quais o parto e a salvação das almas, deveria registar uma popularidade significativa entre as gentes de Braga, daí o facto de ser ter edificado uma capela inserida na própria torre.
Quando, nos finais do século XVIII, se iniciou o alargamento da atual rua D. Paio Mendes (defronte da Sé), levado a cabo essencialmente através do recuo da sua vertente meridional, a utilidade desta porta começou a ser questionada. As reformulações urbanísticas do centro histórico, levadas cabo ao longo do século XIX, não pouparam as ruas de traçado medieval e quase todas as portas que davam acesso ao espaço intramuros de Braga. À exceção da Porta Nova, entretanto substituída por um arco triunfal, e da porta de Santiago, que também não correspondente à original, todas as outras seis portas foram demolidas.
Quando se procedia ao projeto de alargamento da atual rua D. Paio Mendes, a Câmara entendeu ser necessário derrubar a porta da Ajuda, de forma a possibilitar o trânsito para o campo das Carvalheiras. A confraria, então sediada nesta porta, foi transferida, em 1826, para a vizinha capela de S. Sebastião das Carvalheiras. Poucos anos após, em 1831, a porta foi demolida, sobrando apenas vestígios do pano de muralha ao qual estava ligada, à entrada da rua da Violinha.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Em 2012, todos fomos Braga!


Natal à moda de Braga

Dia 24 
Bananas com moscatel - no Bananeiro, rua do Souto

Dia 25
Presépio vivo - Priscos (junto à igreja)
Presépios movimentados - Dume, Cabreiros, Sé, Semelhe, Tibães...

10 questões sobre o negócio das piscinas

Na passada quinta-feira, a Câmara Municipal de Braga aprovou o ante-projecto da concessão das piscinas olimpicas (ou do seu esqueleto) e terrenos adjacentes (públicos) para a construção de um parque aquático, cujos direitos de exploração estarão entregues a um privado denominado Guilherme Magalhães unipessoal. Em troca a Câmara Municipal vai receber a módica quantia de 10 mil euros por mês! Ou seja, a autarquia esbanjou 8 milhões de euros num projecto e agora vai cedê-lo à exploração de uma empresa misteriosa, a troco de 4,4 milhões divididos em 20 anos..
Apesar de tudo, este negócio tem algumas vantagens: o facto de a autarquia ficar com as infra-estruturas construídas, no final do período de 20 anos, e de supostamente vir a criar 200 postos de trabalho directos. Esperemos para ver...depois de devidamente escrutinado este "negócio".
Enquanto a autarquia não vem a público esclarecer este negócio - como é aliás a sua obrigação - deixamos estas questões para iniciar esse mesmo esclarecimento:
  1. Porque é que esta proposta de reconversão das "piscinas" não foram uma negociação aberta a outro tipo de propostas? 
  2. Porque não se realizou um concurso de ideias ou um concurso público?
  3. A que se deve o sigilo deste negócio?
  4. Porque não foi estudada a reformulação a baixo custo, do projecto das piscinas olímpicas?
  5. Como é que uma empresa criada apenas em setembro(!) e com um capital social de apenas 5 mil euros, oferece garantias da viabilidade do negócio?
  6. Quem é Guilherme Magalhães e se de facto é ele o promotor deste negócio? Não se tratará de "um testa de ferro" para encobrir os verdadeiros investidores, como referiu Ricardo Rio?
  7. Porque é que o valor da renda mensal (10 mil euros) é tão reduzido face ao investimento feito pela autarquia nesta infra-estrutura (8 milhões de euros)?
  8. Porque não se aproveitou a estrutura já construída para elaborar o tão necessário pavilhão multiusos?
  9. Porque é que a Câmara Municipal só a meio do processo de construção é que percebeu que o valor a despender e custos energéticos eram incomportáveis?
  10. Afinal Braga precisa ou não de umas piscinas olímpicas, dado que há um tempo atrás era tida como "prioridade" para o executivo?

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Celebrar os 500 anos do Arco da Porta Nova

© Arquivo da Foto Aliança/ Museu da Imagem
Amanhã vai ser um dia especial. O encerramento da Capital Europeia da Juventude lança um grande desafio a Braga, aos seus jovens e, particularmente, ao pelouro da juventude da Câmara Municipal de Braga. Como será a partir do dia 1 de janeiro de 2013?
Um dos momentos especiais das 10 horas de programação que irão agitar as ruas do centro histórico vai ser a comemoração dos 500 anos da abertura da Porta Nova, uma iniciativa do Arcebispo D. Diogo de Sousa em 1512. A proposta é da JovemCoop (pois, é claro!) e promete servir de síntese a um percurso de um ano a sensibilizar os bracarenses para a sua história e património.
Amanhã, pelas 15h00, Braga vai homenagear o seu passado, numa rara iniciativa que conta com o apoio do município. Pode ser que seja um sinal de mudança... Oxalá ela seja breve!
Comemorar os 500 anos da abertura da Porta Nova é a metáfora e a oportunidade perfeita para lançarmos as bases de um futuro diferente. Nesse futuro entra, seguramente, a JovemCoop!
Obrigado Ricardo! Obrigado JovemCoop!
Braga hoje é Maior por vossa causa!

Evento Maior: A Porta fica aberta!


Unidos contra o centralismo

«Tendo em conta,
- a importância do serviço público de televisão para a promoção da coesão territorial e de um vasto conjunto de princípios inerentes ao conceito de desenvolvimento equilibrado do território nacional;
- a importância da descentralização dos meios de produção que sempre caracterizou a estação de televisão pública, facto que lhe permitiu uma maior proximidade às populações e lhe granjeou invejáveis níveis de reconhecimento público;
- a iportância de um Centro de Produção de televisão para a vasta região envolvente, particularmente para a promoção das suas dinâmicas sociais e económicas;
-a importância de um programa como o “Praça da Alegria”, emitido pelo principal canal da Rádio e Televisão de Portugal (RTP), para a efectivação do “serviço público de televisão”, concretamente através da manifesta proximidade ao quotidiano de uma mancha populacional superior a três milhões e meio de pessoas, ou seja, 35 por cento da população portuguesa;
- a anunciada transferência do programa “Praça da Alegria” do Centro de Produção da RTP do Monte da Virgem (Porto) para os estúdios de Lisboa e a inevitável alteração do conceito que caracteriza este programa de há 18 anos a esta parte, sempre valorizando a região norte e, muito particularmente, o Minho;
- o implícito sinal de diminuição do estatuto deste Centro de Produção do Norte e de esvaziamento do seu conceito estratégico;
a Câmara Municipal de Braga, hoje  (20 de Dezembro) reunida em sessão ordinária, delibera aprovar:
- um voto de protesto pela anunciada transferência do programa “Praça da Alegria” do Centro de Produção da RTP no Monte da Virgem (Porto) para estúdios de Lisboa e pelo consequente indício de menorização da delegação da estação de televisão pública no Norte, com óbvias consequências para a cabal efectivação do conceito de “serviço público de televisão” e para o contributo que se supõe este preste à promoção da coesão territorial e de desenvolvimento equilibrado do todo nacional.»

Vereação da Câmara Municipal de Braga

O presente de Natal dos bracarenses

+ 8% taxa de saneamento
+3,3% taxa de abastecimento de água

No ano de 2011, a Agere, empresa responsável pela água e saneamento no município de Braga, teve lucros que ascenderam aos 4,22 milhões de euros. Apesar disso a empresa municipal decidiu não aumentar os ordenados aos seus 600 trabalhadores e vai aumentar brutalmente as tarifas em 2013.
  • Quem lucra com esta medida? Os accionistas da empresa, partcularmente os empreiteiros que detêm 49% do capital da empresa.
  • Quem sai prejudicado? Os cidadãos bracarenses, que vão ver a factura aumentar, particularmente num ano de crise.

Cabe ao executivo municipal defender os interesses dos cidadãos e não os interesses de empresas privadas. Sendo a Câmara Municipal accionista maioritária desta empresa, com 51% do capital social, tem obviamente a última palavra na definição das tarifas. Perante esta situação inaceitável, questionámos o Presidente da Câmara e o Vice-Presidente, Vítor Sousa, a justificação para estes aumentos...

Até quando bracarenses?

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

A árvore caiu...

Afinal, a conífera derrubada no largo da Senhora-a-Branca e que levantou brado nas redes sociais caiu em virtude do mau tempo, pelo que não houve qualquer intenção da autarqui em derrubá-la. Fica aqui a rectificação!

Dor de cotovelo

Já tem sido frequente a animosidade que um vimaranense tem manifestado para com Braga e as suas gentes. O seu nome é Luís Cirilo e em boa hora largou a vice-presidência do Vitória Sport Clube. Hoje, uma vez mais, exprime o seu veneno para com o Sporting de Braga. Tais afirmações só podem ser considerados, como um desejo íntimo de ver o seu clube um dia atingir o patamar do Braga. Quem sabe...

«Raramente vejo os jogos do Braga. Assisti pela televisão aos jogos contra o Manchester United. Por quem torci? Como sou um desportista, torci para que ganhasse o melhor. De facto ganhou o melhor.»
Quem sabe se um dia o Vitória também consegue chegar à fase de grupos da Champions ou a uma final europeia...
«Graças a Deus, não precisamos de nos convocar uns aos outros. Dispensamos borlas, supermercados e comboios alugados»
Falhas de memória... Quantas vezes na última época o Vitória ofereceu bilhetes a mulheres, mães ou acompanhantes? Quer fazer as contas?
«O Vitória é favorito. 90 anos de história dizem isso, mas há quem pense que a história só começou há 10 anos»
Peço que veja a última mensagem. Afinal os 90 anos de história resultam apenas num saldo positivo de 2 vitórias. Daqui a um mês o cenário pode alterar-se...

Guimarães com a chave da glória bracarense

O Sporting de Braga inicia hoje em Guimarães o seu percurso na Taça da Liga, um troféu que os bracarenses ambicionam. Trata-se de uma partida emocionante, como são todos os derbys minhotos, o que vai exigir muito empenho e dedicação da equipa. Em caso de vitória e, dado que os outros dois adversários são mais "acessíveis" (Beira-Mar e Naval), o maior clube do Minho pode dar um passo decisivo para marcar presença novamente nas meias-finais da competição.
Este jogo é também um ensaio para os quartos-de-final da Taça de Portugal, que voltará a colocar frente a frente os dois rivais, também em Guimarães. Nesse caso, se o Braga ganhar irá defrontar - fora de casa - o vencedor do Belenenses-Arouca e poderá ter abertas as portas do Jamor, 16 anos depois de lá ter estado a última vez.
Portanto, em Guimarãres está a chave da glória. Será que Peseiro vai saber abri-la?
Esperamos por dois grandes espectáculos e que ganhe o Braga!

PS - Um aliciante destas duas partidas é o facto do Braga poder igualar o Vitória em número de triunfos nas estatísticas gerais dos derbys. Os de Guimarães venceram 47 confrontos, o Braga venceu 45 e registaram-se 25 empates. Em golos o Guimarães leva a melhor com 157 contra 156. Os próximos dois jogos podem colocar tudo igual entre rivais, em jogos disputados em todas as provas nacionais. Curiosamente nas Taças o Braga está claramente à frente: 6 V - 2 E - 2 D!