domingo, 23 de dezembro de 2012

10 questões sobre o negócio das piscinas

Na passada quinta-feira, a Câmara Municipal de Braga aprovou o ante-projecto da concessão das piscinas olimpicas (ou do seu esqueleto) e terrenos adjacentes (públicos) para a construção de um parque aquático, cujos direitos de exploração estarão entregues a um privado denominado Guilherme Magalhães unipessoal. Em troca a Câmara Municipal vai receber a módica quantia de 10 mil euros por mês! Ou seja, a autarquia esbanjou 8 milhões de euros num projecto e agora vai cedê-lo à exploração de uma empresa misteriosa, a troco de 4,4 milhões divididos em 20 anos..
Apesar de tudo, este negócio tem algumas vantagens: o facto de a autarquia ficar com as infra-estruturas construídas, no final do período de 20 anos, e de supostamente vir a criar 200 postos de trabalho directos. Esperemos para ver...depois de devidamente escrutinado este "negócio".
Enquanto a autarquia não vem a público esclarecer este negócio - como é aliás a sua obrigação - deixamos estas questões para iniciar esse mesmo esclarecimento:
  1. Porque é que esta proposta de reconversão das "piscinas" não foram uma negociação aberta a outro tipo de propostas? 
  2. Porque não se realizou um concurso de ideias ou um concurso público?
  3. A que se deve o sigilo deste negócio?
  4. Porque não foi estudada a reformulação a baixo custo, do projecto das piscinas olímpicas?
  5. Como é que uma empresa criada apenas em setembro(!) e com um capital social de apenas 5 mil euros, oferece garantias da viabilidade do negócio?
  6. Quem é Guilherme Magalhães e se de facto é ele o promotor deste negócio? Não se tratará de "um testa de ferro" para encobrir os verdadeiros investidores, como referiu Ricardo Rio?
  7. Porque é que o valor da renda mensal (10 mil euros) é tão reduzido face ao investimento feito pela autarquia nesta infra-estrutura (8 milhões de euros)?
  8. Porque não se aproveitou a estrutura já construída para elaborar o tão necessário pavilhão multiusos?
  9. Porque é que a Câmara Municipal só a meio do processo de construção é que percebeu que o valor a despender e custos energéticos eram incomportáveis?
  10. Afinal Braga precisa ou não de umas piscinas olímpicas, dado que há um tempo atrás era tida como "prioridade" para o executivo?

1 comentário:

  1. Tantas boas perguntas que, provavelmente, irão ficar sem resposta.Infelizmente os negócios obscuros parecem continuar...mais do mesmo.

    ResponderEliminar