terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Braga, uma cidade de cultura?

Era notícia de destaque na edição de ontem do Diário do Minho o facto da Câmara Municipal de Braga ter gasto mais verbas na Cultura, do que propriamente no desporto. A mesma edição destaca ainda o facto de Braga gastar mais em cultura que, por exemplo, Guimarães! Já agora, gostava mesmo de saber exactamente quais foram esses investimentos culturais, já que contemplando o panorama não se notou um particular acréscimo no que concerne à variedade e programação de âmbito cultural.
Investir em equipamentos culturais, para depois os deixar esvaziados de actividade cultural frequente não é propriamente investir na cultura. Olhando o panorama cultural de Braga, vemos um programa escasso - para além dos limites do Theatro-Circo - e uma estratégia vacilante da parte da tutela autárquica.
Aqui ao lado, em Guimarães ou mesmo Famalicão, temos o exemplo do que é a boa cultura.

O que se passou com o festival Braga Jazz? Porque não se promove o legado e a história de Bracara Augusta, durante a Braga Romana? Porque é que os bracarenses continuam a passar ao lado das suas tradições durante as Festas de São João (o cavaquinho, o traje típico do Baixo Minho, a aposta na música popular minhota...e não no fado de Lisboa)? Para quando recordar o descritor da alma bracarense, Camilo Castelo Branco, em teatro? Quando teremos uma estratégia de promoção do património cultural que potencie o turismo, através de parcerias com a Igreja, privados e rede de museus (criação de roteiros e percursos temáticos)? Porque é que o apoio à edição de livros e a revitalização da revista Bracara Augusta continuam por efectivar?

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