quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Ricardo Rio: coligado ou sozinho?

Muito se tem falado sobre a possibilidade do CDS-PP não suportar a recandidatura de Ricardo Rio à Câmara Municipal de Braga, contrariando aquilo que o PSD já confirmou. Esta demora tem dado azo a algumas especulações e atrasa o processo de afirmação pública de Ricardo Rio como candidato dos partidos de direita.
Ora, olhando para a concelhia do CDS-PP Braga só se consegue entrever uma nuvem de indecisão. Neste momento a existência política deste partido quase se limita ao esforço do líder da JP Francisco Mota, o único rosto que apresenta ideias e intervém atempadamente sobre os assuntos que dizem respeito aos bracarenses. Curiosamente, Francisco Mota passa neste momento por muitas resistências para sobreviver à frente desta estrutura, precisamente devido ao seu protagonismo. Por isso mesmo, não se prevê qualquer rosto válido para protagonizar uma candidatura isolada do CDS à Câmara de Braga.
A ser verdade o que por aí se ouve dizer, nomeadamente que a concelhia de Famalicão (de que Nuno Melo é ícone) eventualmente não simpatiza com uma possível vitória de Ricardo Rio em Braga, de forma a não perder relevância na distrital, trata-se de uma situação muito questionável em termos de lealdade partidária. Efectivamente, Nuno Melo surpreendeu recentemente abordando o envolvimento de Ricardo Rio no negócio da compra da fábrica Confiança. Uma intromissão muito estranha, quando raramente se escutou a sua voz para defender o que quer que seja no distrito de Braga.


Quanto a Ricardo Rio, a única alternativa real à actual forma de governar o município, bem pode dispensar o parceiro de coligação. Estou em crer que um CDS-PP a concorrer sozinho se arrisca a obter o pior resultado da sua história, pois não tem um candidato óbvio e dificilmente resistiria ao provável cenário de bipolarização.

Esperemos para ver...

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