sábado, 12 de janeiro de 2013

Casa do Vinho Verde no Porto?

A Casa do Vinho Verde fica na rua da Restauração, no Porto
Na sequência de um pertinente comentário de um leitor a um post anterior, levantou-se uma interessante problemática que, certamente, muitos bracarenses desconheciam. A Casa do Vinho Verde está localizada no Porto, município que nem sequer está integrado na região vitivinícola. É certo que a região dos vinhos verdes integra alguns municípios do distrito do Porto, porém a maioria do território pertence ao Minho e é o Minho que lhe dá a marca de origem. Braga, como histórica capital do Minho e até do Entre-Douro-e-Minho (não esqueçamos que, até à reforma liberal, o Porto pertencia a Braga), deveria ser a localização natural da Casa do Vinho Verde. No entanto, os responsáveis deste instituto deram a preferência ao Porto, não se sabe bem por que critério...

7 comentários:

  1. Sinceramente, penso que ficaria melhor no concelho de Viana do Castelo ou em qualquer um dos concelhos do distrito de Viana do Castelo. Penso que a produção de vinho verde do distrito de Viana do Castelo é maior que a do distrito de Braga. Mas não posso afirmar com certeza.

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  2. Caríssimos; A Região Demarcada dos Vinhos Verdes, passa para além do rio Douro, abrangendo concelhos como cinfães, Resende, Castelo de Paiva...Quem sobe o rio Douro, começa a visita pela região dos Vinhos Verdes.

    A RDVV, está dividida em 9 sub-regiões:
    Amarante: integrando os concelhos de Amarante e Marco de Canaveses;

    Ave: integrando os concelhos de Vila Nova de Famalicão, Fafe, Guimarães, Santo Tirso, Trofa, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho, Póvoa de Varzim, Vila do Conde e o concelho de Vizela, com excepção das freguesias de Vizela (Santo Adrião) de Barrosas (Santa Eulália);

    Baião: integrando os concelhos de Baião, Resende (excepto a freguesia de Barrô) e Cinfães (excepto as freguesias de Travanca e Souselo);

    Basto: integrando os concelhos de Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto, Mondim de Basto e Ribeira de Pena;

    Cávado: integrando os concelhos de Esposende, Barcelos, Braga, Vila Verde, Amares e Terras de Bouro;

    Lima: integrando os concelhos de Viana do Castelo, Ponte de Lima, Ponte da Barca e Arcos de Valdevez;

    Monção e Melgaço: integrando os concelhos de Monção e Melgaço;

    Paiva: integrando o concelho de Castelo de Paiva, e, no concelho de Cinfães, as freguesias de Travanca e Souselo;

    Sousa: integrando os concelhos de Paços de Ferreira, Paredes, Lousada, Felgueiras, Penafiel e, no concelho de Vizela, as freguesias de Vizela (Santo Adrião) e Barrosas (Santa Eulália).

    por isso não é de estranhar que no Porto haja a casa do Vinho Verde. Aliás, a entidade reguladdora, a Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes está instalada no Porto.

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  3. Existem mais concelhos minhotos que não-minhotos a produzir vinho verde. Para além disso, a produção de vinho verde nos concelhos minhotos deve ser bem maior do que o produzido por todos os concelhos não-minhotos. No distrito de Viana do Castelo e no concelho da Póvoa de Lanhoso produz-se uma grande quantidade de vinho verde. Não é por nada que a maior adega de vinho verde, Quinta do Minho, se situa na Póvoa de Lanhoso e que começou por nascer em Braga pela mão de um limiano (natural de um concelho com forte tradição na produção de vinho verde: Ponte de Lima).

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  4. O ministério da agricultura tambem esta em Lisboa.
    Em Portugal a centralização acontece em tudo

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  5. Como se percebeu há que ter algum cuidado com o agitar de certas bandeiras. Não é primeira vez que por aqui se clama por um certo sentimento de "Bragacentrismo" primário. Gostar de Braga e do Minho não pode ser isso. Será que não é fácil perceber se Braga quiser representar o Minho precisa de perder os tiques de capital e abrir-se à região. E afinal qual é o argumento para reivindicar para outro local a casa do Vinho Verde? O total de produção? Mas sabem qual é o total da produção destas diferentes sub-regiões? Julgo que não porque senão não invocariam esse critério. Já agora a sede do PNPG fica em que concelho do parque?

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  6. Também creio que a haver uma sede do Vinho Verde - ou organismos a ele ligados - não teria de ser em Braga... muito menos no Porto!!! Este tipo de organismos devia ficar em sedes de concelho com menor expressão para fomentar o desenvolvimento local. O centralismo em nada serve este tipo de serviços e com a internet a maior parte do trabalho está facilitado. Infelizmente os amigos e bois partidários - e outras associações do género - concentram-se nas grandes cidades e tem de haver emprego para eles.

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  7. Sejamos sérios e credíveis.
    Nós, Braga, não somos exemplo de Capital de nada e para ninguém!
    Verdade pura e dura.
    Se neste blog se clama pela salvação da casa das goladas. Se o presidente da Câmara não assina petições pela manutenção da Antena 1. Se o reitor da Universidade, outra ilustre "élite" da cidade, manda um dos mais valiosos arquivos de Portugal para a Rua Abade da Loureira e nós reelegemos sistemáticamente esta canalhada toda somos capital de quê?
    Temos mais cultura que Guimarães?
    Temos um parque urbano como Famalicão?
    Tratamos as casas dos Brasileiros como Fafe?
    Então somos Capital de quê?
    Temos a sede do PNPG, que um comentador aqui presente possivelmente mandaria para a albufeira de Caniçada, porque em tempos houve por aqui gente culta e com preocupações cívicas como o Engº Lagrifa Mendes. O comentador se fosse espanhol levava o Estado Maior da Marinha para Vigo.
    Deixai estar a casa do vinho verde onde está que está muito bem.
    Aliás, continuemos a ser sérios, tal palacete nas mãos do Côronel Machadão já tinha ido à vida há muito e substituido por mais um dos muitos e bonitos espetos que são a imagem de marca de Braga.

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