sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

CEJ abre hostilidade política bracarense

A animação política, que muito promete em 2013, começou ontem. Ricardo Rio lançou a farpa, considerando que a Capital Europeia da Juventude "foi muito pobre para aquilo que se esperava" e "defraudou" expectativas. Hugo Pires respondeu, entretanto, considerando as declarações do líder da coligação Juntos por Braga "disparates de quem se quer refugiar num discurso fácil, populista demagógico", ou seja, acusou Rcardo Rio de adoptar um discurso típico de alguns camaradas seus do Partido Socialista de Braga. 
Pessoalmente não iria tão longe como Ricardo Rio ao considerar que a CEJ "foi como uma grande festa de garagem, feita por meninos mimados da Juventude Socialista". Concordo que no início muitos dos agentes da CEJ não estavam preparados para o desafio e que alguns possam corresponder ao estereótipo que vemos surgir em várias jotas partidárias, porém reconheço a competência de alguns e o esforço de outros para melhorar o desempenho ao longo da organização. Se não deveria existir maior competência na equipa que inicialmente delineou este projecto? Claramente que sim! Aliás, a adição de Rui Dória e Rui Silva, dois dos mais competetes colaboradores de Hugo Pires, já durante a realização do evento, atestam que algo não ia bem na equipa. Daí algumas das críticas terem razão de ser.
É um facto que a CEJ acabou por proporcionar o talento e a critividade de muitos bracarenses e das suas associações, e isso é algo extremamente positivo. Mas não é isso que um pelouro da juventude e da cultura deve fazer durante o ano?
O maior erro de Hugo Pires foi não ter assumido inicialmente que os objectivos iriam ser mais modestos, nomeadamente no que toca à atracção de visitantes à cidade. Efectivamente os meios eram poucos para tão grande anseio, e o apoio residual e aparente desinteresse de Mesquita Machado quanto a esta organização que, recorde-se, foi proposta pela coligação Juntos por Braga, também não ajudaram o presidente da Fundação Bracara Augusta.

PS - Compreendo perfeitamente os dois lados da contenda, em muitos aspectos, e reconheço a necessidade de Hugo Pires vir defender-se como ontem o fez. Todavia, lamento que o responsável pela CEJ tenha recorrido à vida profissional de Ricardo Rio para lhe responder, pedindo esclarecimentos sobre "ter ganho mais de cinco mil euros por mês na Fundação Cidade de Guimarães, na Capital Europeia da Cultura há uns meses". Fazer política exige um discurso mais elevado e que se centre nas questões essenciais. Ricardo Rio não é funcionário da CMB, daí desempenhar a sua vida profissional onde é requisitado, com total legitimidade. Se queremos uma campanha eleitoral que efectivamente esclareça os anseios dos bracarenses, então comecem por comentar o escandaloso aumento das tarifas da Agere, um ano depois de ter dado lucros astronómicos. Isso sim seria um serviço à comunidade. Não há ninguém do PS-Braga que tenha a coragem de desafiar Mesquita Machado e Nuno Alpoim?

3 comentários:

  1. Como toda a gente tem o direito de defender a sua honra, cá vai: http://www.tvdominho.com/8/post/2013/01/js-braga-cognomina-de-cegueira-poltica-o-lder-da-coligao-juntos-por-braga-ricardo-rio-com-as-palavras-proferidas-relativamente-juventude-socialista-e-a-braga-2102.html

    ResponderEliminar
  2. http://www.tvdominho.com/8/post/2013/01/jsdbraga-classifica-de-crticas-mesquinhas-e-mentirosas-ao-percurso-profissional-de-ricardo-rio-feitas-por-hugo-pires.html

    ResponderEliminar
  3. Assumindo que tanto as declarações de Hugo Pires como da JS Braga foram marcadas por alguns pontos menos felizes, a verdade é que as declarações de Ricardo Rio, que a JSD considera como uma "totalmente merecida adjectivação, roçaram bem o ridículo ao apelidar os jovens socialistas, nos quais me incluo, de "meninos mimados".

    Convém lembrar que quem começou com o discurso incendiário e bota-baixista foi Ricardo Rio e não Hugo Pires ou a JS Braga. Por isso, assumam também as declarações menos felizes do vosso líder, porque só assim teremos uma campanha com base num debate de elevado nível.

    Além disso, já se percebeu que a estratégia do PSD-Braga passa por colar o actual candidato ao actual Presidente da CMB. Na verdade, há um legado de 37 anos que nós socialistas não podemos nem devemos esquecer, nem, tampouco, deixarmo-nos de orgulhar. Se hoje Braga é a terceira cidade do país, muito se deve à acção de Mesquita Machado levada a cabo ao longo de todos estes anos.

    Mas, e porque há sempre um mas, também há que reconhecer que se podia fazer melhor em certos momentos e que há certos aspectos a melhorar, e efectivamente há espaço para se melhorar, como o próprio Vitor Sousa já reconheceu.

    A candidatura do Vitor Sousa é um misto de continuidade e renovação, integrando rostos já conhecidos, mas também muitos outros rostos novos, com ideias novas.

    Portanto, o PSD-Braga que não coloque as hostes muito elevadas e que se comece a preparar para uma grande derrota em Outubro próximo. Uma coisa é certa, terão de se haver com o PS-Braga, com a JS-Braga e, em particular, comigo, tanto ao nível local, no contexto da campanha para as autárquicas, como nacional, contra as políticas ultra-liberais do vosso governo.

    E porque não sou de me esconder na sombra de um nome "anónimo", finalizo assinando o meu nome,

    Luís Amaro Cerqueira

    ResponderEliminar