segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Dolce Vita já não vem para Braga

A notícia é de hoje e é avançada por um portal imobiliário e comentada no Fórum Bracarae. Aquela de dizer que Braga é uma cidade pequena é uma perfeita anedota. Diz isso o mesmo grupo que escolheu o Funchal, Coimbra ou Vila Real para se instalar...

O Dolce Vita Braga, promovido pela Chamartín Imobiliária, está agora a ser gerido pela Caixa Geral de Depósitos, que irá reformular o seu conceito de forma a tornar o centro comercial viável.
Este shopping representa um investimento de 153 milhões de euros, sendo que a sua data de abertura já derrapou três vezes desde outubro de 2011. Está agora prevista para 2014, abrindo com um nome diferente.
O espaço foi concebido com uma área bruta locável de 50 mil metros quadrados e um mix comercial de 165 lojas, sendo que a estrutura construtiva do shopping está quase concluída.
Estes atrasos são justificados em parte pela dívida bancária e pelas dificuldades de comercialização das lojas, uma vez que a cidade já tem uma vasta oferta de espaços comerciais. A reformulação so shopping passa agora por um reajuste do projeto comercial, de forma a adaptar-se às condições atuais.
Assim, a Chamartín Imobiliária foi apanhada no “pico da crise”, altura em que concluiu o projeto: «Além de que Braga é uma cidade pequena e já tem um centro comercial — o Braga Parque, da Mundicenter — bem implantado e que atraiu todas as marcas importantes. Grupos como a Inditex, por exemplo, que já tem lojas de rua e lojas no Braga Parque, dizem que Braga não tem condições para três Zaras ou três Bershkas». Segundo uma fonte ligada ao processo, «o Dolce Vita Braga passa, neste momento, pela reformulação do seu conceito. Continuará a ter uma grande componente de retalho mas com um tenant-mix (distribuição de lojas) completamente distinto e com áreas distintas. Toda a parte do promotor está feita. Neste momento, e caso o centro comercial avançasse nos moldes atuais, só faltariam as obras de adaptação de espaço feitas pelos lojistas».
Já em 2011 a Chamartín Imobiliária justificava o adiamento da abertura do shopping, com o «carácter excecional da conjuntura económica», embora afirmasse ter total confiança no projeto. A empresa pretendia abrir um total de 30 centros Dolce Vita, tendo visto os seus planos alterados.

2 comentários:

  1. O Funchal e Coimbra com mais 40% de poder de compra per capita são menos importantes em termos comerciais que Braga?

    Se são, não entendo porque Coimbra consegue ter três grandes shoppings e dois retails, já abriu a Merlin Leroy e o Supercor em plena crise e vai avançar com a loja da IKEA no planalto junto ao forum.

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  2. Coimbra não tem uma grande área metropolitana "a dois passos" e uma outra cidade média a 20 minutos, também com as suas grandes áreas comerciais... para não falar da fronteira com a Galiza.

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