domingo, 6 de janeiro de 2013

O fim das mercearias bracarenses

 
Segundo notícia da agência Lusa, a histórica mercearia da praça do Município, que já tinha mais de 90 anos, não resistiu ao novo sistema de facturação. A poucos metros de distância, uma outra mercearia, já centenária, ainda resiste, mas o proprietário, Francisco Azevedo, admite que se o obrigarem a comprar uma máquina nova para as faturas "será o fim".

Estes espaços, surpreendentemente fiéis ao percurso do tempo, são memórias vivas de uma Braga de tempos idos. É uma pena que tenham que desaparecer...

4 comentários:

  1. O governo com estas políticas regressivas está a matar a cidade. Precisamos de um governo de esquerda urgentemente.

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  2. Imaginem o que acontece se os partidos do governo chegarem ao poder na cidade de Braga - uma catástrofe e uma desgraça. A única solução é votar à esquerda no Bloco e no PCP.

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  3. Será que também não há um certo comodismo por parte dos comerciantes?

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  4. Mais um exemplo de mau jornalismo e populismo. O negócio da mercearia já estava morto há muito tempo. Foi o próprio comerciante que o disse. As caixas vazias nas prateleiras para melhorar o cenário, os meses que nem dava para pagar as despesas, etc. O que matou estas mercearias não foram as novas regras. Foi o lento esvaziamento do centro, foram os supermercados, etc. Ou seja, o que matou foi a falta de clientes. Se quiserem procurar a razão para essa falta a coisa é diferente de dizer que fecha porque uma nova máquina custava 1500 euros. Infelizmente esta mercearia era apenas mais um caso em que as portas se mantinham abertas por teimosia do comerciante, que tem oitenta e tantos anos, ou por outra razão que desconheço. Julgo que no caso seria alguém que não queria ficar sem fazer nada, mas quantos negócios mantiveram as portas abertas na esperança de um trespasse? Percorrer a Rua Eça de Queiroz e reparar em quantas lojas estão fechadas dá uma boa ideia do que está a acontecer ao comércio do centro histórico. E não é de agora. Se quiserem mais exemplos basta ir ao Mercado Municipal e ver quantos talhos existem fechados. Será que fecharam por culpa das novas regras? A CMB gosta de dizer que está a regenerar, mas apenas está a tratar das calçadas. Por sua iniciativa não criou uma âncora na zona (agora vem o GNR) e só agora parece perceber que a pousada da juventude terá que ficar no centro. Em contrapartida a zona perdeu o tribunal, o hospital, e os negócios que estes asseguravam. Com tempo algum destes efeitos poderiam ter sido contrariados ou minorados, mas é preciso perceber que os hábitos de consumo mudaram e certos negócios estavam condenados. Em frente à mercearia também já tinha fechado uma das lojas mais emblemáticas da cidade, que agora parece ter reaberto, falta é saber se por muito tempo.

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