quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

O maior museu de arte sacra em Portugal?

A Irmandade de São Vicente espera conseguir, durante os próximos três anos, recuperar e restaurar o núcleo museológico adstrito a esta igreja, que conta com peças únicas e de valor incalculável. A  intervenção está orçada em mais de meio milhão de euros.
Esta intenção da igreja de S. Vicente é similar à vontade da Irmandade da Misericórdia, da Irmandade de Santa Cruz, ou de outros templos da cidade com espólio significativo em arte sacra, como a igreja dos Terceiros e do Pópulo. Numa cidade em que há tantas igrejas a quererem constituir núcleos museológicos, porque não apostar num grande projecto comum, que funde em Braga o maior e melhor museu de Arte Sacra de Portugal? Porque não se sentam à mesma mesa e unem esforços?
A Misericórdia tem o espaço do antigo hospital e palácio do Raio destinado a este intento.

5 comentários:

  1. Percebe-se a lógica da sugestão apresentada.
    No entanto, é preciso ter em conta o seguinte:
    Várias das peças dignas de musealisação continuam a ser objecto de uso litúrgico nas comunidades a que pertencem. E, afinal, foi para isso que foram feitas.
    Há também peças que só ganham em significado e simbolismo se forem expostas no âmbito do espaço cúltico a que se encontram associadas e a que estão ligadas historicamente.

    Por outro lado, pequenos núcleos museológicos funcionariam como mais um atractivo à visita das diversas igrejas espalhadas pela cidade, muitas das quais são verdadeiros museus "per se", e que não são transplantáveis.
    Aliás, a existência desses núcleos estimularia (obrigaria mesmo) a garantir uma abertura em permanência das próprias igrejas, que tem sido um dos maiores entraves aos projectos de turismo religioso.

    Dito isto, a verdade é que, mesmo não confluindo no projecto de um único museu, muito haveria a ganhar em congregar sinergias: regras de inventariação, normas de exposição, concepção de espaços e de mobiliário, segurança, marketing, roteiros e guias...

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. «Por outro lado, pequenos núcleos museológicos funcionariam como mais um atractivo à visita das diversas igrejas espalhadas pela cidade, muitas das quais são verdadeiros museus "per se", e que não são transplantáveis.
      Aliás, a existência desses núcleos estimularia (obrigaria mesmo) a garantir uma abertura em permanência das próprias igrejas, que tem sido um dos maiores entraves aos projectos de turismo religioso.»


      Não concordo com este pressuposto. Um dos problemas com que hoje se confronta um turista que chega a Braga é a excessiva propagação de pequenos núcleos museológicos e pequenos museus.

      Qual a percentagem de turista que visitam museus em Braga e nomeadamente o Pio XII? Quase tenho certeza que deve ser baixíssima.

      E onde se irão arranjar fundos para a criação de todos esses pequenos núcleos museológicos? Tendo em conta que devem ter funcionários qualificados e horários que funcionam a sério, não estou a ver de onde virá o dinheiro para a criação e depois para o correcto funcionamento.

      Concordo com a proposta do Rui. Reúnem-se as peças mais importantes (que na verdade não devem ser tantas quanto isso) num espaço museológico a sério, com a identificação da origem das peças, e as outras ficam para a utilização quotidiana pela comunidade.

      E.L.

      Eliminar
  2. Penso que já se tentou avançar com um projecto desses, a partir do Museu Pio XII; mas as resistências foram mais que muitas...

    ResponderEliminar
  3. Já agora, aproveito para chamar a atenção para uma outra notícia (CM), que relata as preocupações com a necessidade de obras de restauro na capela das Carvalheiras. Menciona-se em concreto o risco que correm os painéis de azulejos. Será que a Jovemcoop vai ter de se pôr mais uma vez em campo, como o fez há uns anos em favor da igreja de S. Vicente?...

    Quem quiser visitar a capela terá este fim-de-semana uma boa oportunidade, à conta das festas do patrono.

    ResponderEliminar
  4. Boa ideia!

    Joaquim Barreto

    ResponderEliminar