domingo, 20 de janeiro de 2013

O preço da coerência

Afinal, a limitação de mandatos vai sofrer algumas alterações com a nova reforma administrativa. Dado que algumas freguesias vão alterar a sua configuração, e a limitação de mandatos se aplicava apenas ao mesmo território, muitos presidentes de junta já não têm impedimentos para aspirarem ao cargo. Autarcas laranjas como João Tinoco, António Machado ou João Pires vão poder candidatar-se novamente, desta feita não apenas à sua freguesia, mas à fusão desta com outras unidades administrativas.
Resta saber se os autarcas mais críticos desta reforma também se vão recandidatar. É que a coerência é um valor bastante caro e não basta grandes discursos para ser detentor de tão elevada aspiração. Ainda esta semana escutávamos o presidente da Câmara Municipal a apelar à coerência, justificando assim o facto de não ter proposto um mapa segundo as novas regras, algo que, recorde-se, custou mais 10 freguesias agregadas ao município bracarense. Portanto, subentende-se que nenhum autarca socialista em posição de se recandidatar à custa da reforma administrativa o vai fazer, dado que são coerentes na oposição à reforma...
Se Mesquita é tão apologista da coerência no PS-Braga, então os seus autarcas têm aqui uma grande oportunidade para o serem.

15 comentários:

  1. Qual a atitude democratica de uma lei que extingue freguesias segundo uma regra matematica, e manda a autarquia aplica-la?

    Qual a justificacao tecnica e politica para dar um premio (que eu entendo ser chantagem) de menos 20 por cento das freguesias a extinguir se os municipios se vergarem a vontade do Relvas?

    Qual a coerencia de um PSD/CDS local que se diz a favor, e sabendo previamente a posição dos partidos e da camara, na apresenta a sua proposta?

    Nao vejo problema nenhum em um anterior presidente de junta, que nao tenha atingido o limite de mandatos, volte a candidatar-se seja por que partido for. Ja os que atingiram o limte...

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  2. É fácil saber porque é que o PSD/CDS local não apresenta a sua proposta. Estavam habilitados que lhes acontecesse como em Famalicão, onde o município viu a Unidade Técnica a chumbar a sua proposta e a impôr-lhe uma outra.

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  3. Será que ricardo rio tb vai ser coerente e os seus presidentes não se vão candidatar?

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  4. Provavelmente já deve estar a preparar isso. No facebook dele no Sábado estava a defender que as candidaturas a outro território (como a do menezes) não eram contra a lei.
    Em relação ao texto original, o tinoco não era apoiante do braga nas eleições do ps? Mas falta falar no veiga de celeirós e no seco magalhães de maximinos, pelo menos, para lá de muitos socialistas.
    E nos outros acho que o machado ainda não tem os três mandatos, a não ser que a família conte... lol

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  5. A reorganização do mapa autárquico é um dos compromissos do governo de Sócrates com a troyka. Uma reorganização que já estava no programa do governo PS. Como para todas as medidas do memorando ficou também estabelecido o calendário para esta. As eleições de 2013 teriam que ser realizadas já com o novo mapa. O PSD e o CDS-PP ao subscrever o memorando aceitaram também este compromisso. Assim, o debate e reorganização teriam que ser feitos neste calendário. Sobre a reorganização não me recordo de haver outra proposta do PS que não fossem quebrar o compromisso. Estarei enganado? Tudo o que o PS disse sobre isto foi negar as suas responsabilidades e compromissos que até já vinham dos últimos programas de governos PS. Em Braga, a coligação quis debater a reorganização e quis formar uma comissão para isso. O PS é que recusou fazer esse debate. No entanto, não é verdade que o PS de Braga seja contra a reorganização das freguesias. O Mesquita Machado por diversas vezes se mostrou favorável à extinção das freguesias urbanas. Basta procurar nos jornais para encontrar essas declarações. Aliás, não percebo porque é que a oposição nunca as utilizou. Devo dizer que também que não percebo os que acusam o PS ser responsável por Braga ter cortado mais 10 (?) freguesias do que seriam necessário. Dizer isso é assumir que a revisão foi feita para cumprir uma meta de x freguesias. Só que um debate sério sobre o Concelho não poderia ter chegado à conclusão que Braga ainda deveria ter menos freguesias do que as propostas pela unidade técnica? Sobre a reorganização, do PS local, que nunca se manifestou contra as propostas do governo Sócrates, que integrou um importante militante local, candidato a candidato, apenas se conhece que não queriam freguesias urbanas e se recusaram a apresentar uma proposta de reorganização com o argumento que não concordavam com a lei. O que seriam um óptimo argumento para me recusar a pagar mais IRS, pois também não estou de acordo. Entre outras coisas, eu entendo que o PS local é responsável por se ter recusado pensar o Concelho, de ter criado as condições para que a reorganização fosse feita a régua e esquadro e de ter impedido um reforço financeiro importante às freguesias. Até percebo que a coligação receie efeitos eleitorais e queira demonstrar que há responsabilidades socialistas neste processo, que poderiam ser menos freguesias a agregar já que não pôde fazer o debate sobre quantas e quais deveriam ser, mas já não percebo porque não demonstra que o Mesquita Machado até queria cortar certas freguesias onde curiosamente têm vindo a perder. Esta é a “coerência” de Mesquita Machado.

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  6. A coerência é esta: os autarcas da coligação votaram ao lado do PS.

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  7. "...os autarcas da coligação votaram ao lado do PS", o debate resume-se a isto? Será que os arumentos são estes? Eu nunca percebi, para das óbvias questões de tacticismo eleitoral, porque muitos são contra a reorganização. Expliquem-me lá porque é que não se deve modernizar a gestão do território? Expliquem lá porque é que uma organização com mais 150 anos (será mais para os 200) continua válida. Mais ainda quando ela não passou de transformar as paróquias de então numa organização civil. Expliquem lá porque é que o governo PS já antes da troyka pensava reduzir as freguesias e agora é um ataque à democracia.

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  8. "Outro domínio da maior importância é o da reforma da organização do Estado. Neste capítulo, o Governo do PS já tomou a iniciativa de lançar um amplo debate público sobre a reorganização do poder local, em particular ao nível das freguesias. Introduzir factores de racionalização e eficiência neste sistema complexo e diversificado afigura-se, efectivamente, absolutamente necessário..." - in programa eleitoral do PS (o último, já após a assinatura do memorando)

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  9. “as novas escalas de intervenção local, a nível regional, intermunicipal e de freguesia, justificam igualmente a adopção de um novo regime legal de criação, fusão e extinção de autarquias locais” in programa de Governo PS (último governo Sócrates)

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  10. Num artigo em que o título é "O preço da coerência" chamar autarca laranja ao Sr. João Tinoco, é por si só um paradoxo num sr. que já de si é paradoxal, pois concorrendo pelas listas do PSD à sua junta de freguesia, fazia depois apelo ao voto no Mesquita Machado para a presidência da câmara de Braga.
    Viva a incoerência que é disso que o povo gosta!

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  11. Autarcas da coligação votaram todos ao lado do ps da cdu e do be.
    Onde está a coerência não é a pergunta certa, mas onde está a liderança de ricardo rio. Não está.

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  12. Quem é que não percebe que os autarcas em função tenham dificuldade em ver a sua freguesia agregada?

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  13. O tinoco concorria como independente para a junta mas sempre apelou ao voto na coligação, com o carlos alberto pereira e com o ricardo rio. Depois é que se filiou no ps pelo que não sei como será agora.
    Essa do rio mandar ou não nos presidentes de junta só pode vir de alguém ligado ao pc. Se eles sempre votaram a favor das contas da câmara iam agora votar a favor da fusão das freguesias?

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  14. Quem é que não percebe que um líder tem a sua gente do seu lado e não ao lado de quem se quer vencer?

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  15. que legitimidade tem a coligação para criticar o ps quando os seus representantes apoiam as contas da câmara e as suas decisões?

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