quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Parcómetros em 90 ruas: o que vem a ser isto?

Segundo o jornal Diário do Minho, a Câmara Municipal de Braga prepara-se para proceder à privatização do estacionamento automóvel em quase todas as ruas do casco urbano. Além dos espaços já sujeitos a estacionamento pago, o executivo socialista tem em curso um processo que visa a colocação de parcómetros em quase noventa novas ruas, avenidas, praças, pracetas e largos da cidade. Os parcómetros vão passar a estar, não apenas nas ruas do centro histórico, mas vai alargar-se a artérias bem distantes do centro, numa decisão muito difícil de engolir.
Um verdadeiro escândalo, nunca visto em nenhuma cidade portuguesa (nem Lisboa...), promovido em vésperas da saída de Mesquita Machado do poder. Porque motivo tantas ruas quase exclusivamente residenciais vão ser brindadas com estacionamento pago? Será motivado pelo interesse público? Será motivado pelo ordenamento do trânsito? É assim que se zela pelos bracarenses, ainda por cima num tempo de forte crise económica? Por mais voltas que dê à minha criatividade e imaginação, não consigo entender...
E os socialistas de Braga, tão prontos a apertar o gatilho ao Governo, que dizem disto? E o candidato do PS à Câmara Municipal de Braga, que comentário lhe merece esta escandalosa medida?

Bora lá fazer uma mega manifestação à porta da Câmara Municipal?

12 comentários:

  1. Siga com a manifestação. Isto é um atentado à vida do centro histórico. Ja nem se pode estacionar nas redondezas.

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  2. Meus caros,os parcómetros existem nas cidades europeias desnvolvidas para criarem efectivamente movimento nos centros históricos.
    Caso não existissem parcómetros, os comerciantes (por exemplo), ou um qualquer cidadão, estaciona de manhã e fica lá todo o dia. edepois que acontece? As pessoas que efectivamente querem deslocar-se ao centro criando uma dinâmica de cidade não têm onde estacionar.Isto só com parcómetros é que pode ser Regulado. As pessoas sabem bem disto, é uma política transversal a todos os partidos políticos e quem disser o contrário age de má fé ou está a mentir.
    Haja moderação com o que se diz?

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    1. E porventura o Carandá, a rua do Caires, as ruas em torno da Escola Carlos Amarante e da Escola D.ª Maria II ou a rua Machado Vilela, em torno do Tribunal, são centro histórico? Não brinquemos com coisas sérias.
      Os bracarenses até têm sido demasiado moderados. Vá pedir moderação à Câmara Municipal, pois estas medidas, juntamente com os aumentos da água e saneamento e com as taxas municipais cobradas, são inexplicáveis!
      O que faz a cegueira partidária...

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  3. Eu moro numa dessas ruas, não tenho garagem, presumo que a solução que a câmara me dá seja vender o carro. Ou então, passar a para-lo na zona pedonal onde não há parquímetros nem fiscalização.

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  4. Oh meus caros, tem que se dar uma ajuda à Britalar que coitadinha, pelos vistos anda com problemas financeiros!

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  5. A CMB vendeu a exploração dos 1172 lugares do centro histórico, por 15 anos à Britalar.
    http://www.britalar.pt/files/10607.07.2012diariodominhocamaraencaixadeimediato.pdf

    Agora com este aumento de lugares, quem os vai explorar?

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  6. SÓ PARA QUE CONSTE!

    Já tratei do processo do parque de estacionamento como morador na Câmara Municipal de Braga. Chamam-lhe "Avença" no qual pago cerca de 8€ e tal/mês, e sim na Câmara Municipal de Braga!
    Aquilo que PAGUEI, dar-me-á direito a um identificador (como o da ViaVerde) ao qual os funcionários da "tal" empresa fiscalizaram! (e ao qual também paguei para o ter!)

    Só para que CONSTE mais uma vez!

    Os funcionários da Câmara Municipal de Braga é que estão a tratar de todo o processo! têm todo o trabalho!
    Mas quem lhes remunera ao fim do mês? É a tal empresa? Ou nós todos?

    Depois de analisar bem se colocava aqui o comentário, remato com:
    Já dizia o outro: "É só fazer as contas" 4Milhões € / 15 anos = bom negócio para o Presidente do Sporting Clube de Braga.
    Pois gostava de saber ao certo quanto é que vai render esta concessão dos parques a cada ano que passa!

    Um forte abraço ao comum Bracarense

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  7. Há que fazer alguma coisa. Não se pode estar parado.

    Já algum tempo se verifica de uma falta de estratégia no que diz respeito ao transito e ao estacionamento no centro da cidade. Temos os grandes parques no interior da cidade e poucos locais de estacionamento nas periferias do centro histórico aliado a uma má rede de transportes públicos (caros e horários desajustados). Dessa forma, a única hipótese é levar o carro para o centro, causando engarrafamentos e dificuldades em escoar o transito em horas de ponta.

    Podemos tomar como exemplo Évora. Évora tem todos os lugares de estacionamento pagos no interior da muralha, por outro lado, no exterior, têm à disponibilidade dos utilizadores parques de estacionamento completamente livres. Só assim se pode limitar o transito no centro mas não afastando as pessoas do centro, oferecendo alternativas.

    Se hoje já há poucas alternativas de estacionamento livre, com este "golpe", ou "Mesquitáda", vai piorar a vida não só para quem quer ir a um serviço no centro, mas principalmente quem trabalha no centro.

    E não estamos a falar em meios de locomoção alternativos, como a bicicleta, porque aí, devo dizer que Braga é um exemplo do que não se deve fazer...

    Agora respondendo a um "Anónimo" Rosa: Se não há movimento no centro não vão ser os parquímetros que vão chamar as pessoas, não vãos ser eles que vão produzir movimento, apenas garantem que elas lá estão menos tempo. Se as pessoas passam menos tempo nas ruas do centro, há menos pessoas nas lojas, há menos trocas comerciais no centro da cidade.
    Agora o DolceVita vai poder abrir...

    Abraço

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  8. Concordo que o Centro Histórico tenha o estacionamento ordenado com parcómetros, pois não tenho dúvidas que é a única forma de por cobro a "tanto abuso e estupidez". Vejam a Rua de Santo André e outras semelhantes; vejam os "artistas" que estavam à espera do fim das obras na Avenida Central para plantarem lá os veiculos em lugares proibidos (paragem de autocarros) e limitarem o transito ocupando a via... é só ir lá e ver, vejam o Largo Carlos Amarante. Foi para porem lá os carros estacionados à borla que a Camara fez as obras? E tantos outros sitios. Vejo todos os dias alguns "espertos" a subirem pela Cangosta da Palha e passearem as suas máquinas pelo Centro, em ruas de circulação restrita... Vejam o dinheiro que CMB gasta em obras e passados uns breves dias o pavimento já está todo partido. Por fim, julgo que a CMB devia encontrar uma solução para alguns residentes, especialmente idosos e deficientes, esses sim com direito a estacionamento, pois não podemos querer cada um com o seu "carrito" estacionado à porta da casa. Haja bom senso !

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    1. Penso que seja o mesmo anónimo que participou anteriormente.

      Continuo a não perceber de que forma é que os parquímetros vão melhorar ou ordenar o transito nas ruas. Hoje já vemos o tipo que pára o carro em zonas pagas e, além de não pagar, fica atravessado, impedindo a circulação na rua. Como se reduz esse tipo de comportamento? Restringindo ainda mais a circulação no centro e nas periferias da cidade? Sim que a Rua da Ponte dos Falcões não é propriamente o centro histórico.

      Enquanto não se encontrar uma solução integrada não se conseguirá resolver o problema. Por solução integrada entendo estacionamento pago em algumas ruas do centro, parques gratuitos alternativos na periferia do centro histórico e uma rede de transportes públicos fazendo a ligação de várias ruas no centro, potenciando deslocações em distâncias médias e grandes.

      Para além disso há que se pensar nas pessoas que andam a pé. Vão dizer que o centro tem uma zona pedonal grande, mas, desviando-se um pouco do centro as condições para os peões são más, passeios estreitos e pisos maus.

      O que se estão a debater aqui são as privatizações de espaços públicos que vão passar a ser pagos, e bem pagos, prejudicando directamente o comércio tradicional, a vivência da cidade, mobilidade e a qualidade de vida.

      Abraço.

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  9. Siga com a manifestação! Estarei presente!

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  10. A R. Cruz de Pedra, S Miguel-o-Anjo, Andrade do Corvo e outras do género, pertencem ao Centro Histórico? Onde vão as pessoas que moram nestas ruas, estacionar os seus automóveis? Estes "fretes" da Câmara saem-nos sempre dos nossos bolsos. Vilanagem é o que se pode considerar este tipo de acordos com os amigos. Afinal estes senhores não podem deitar as culpas para os outros. São piores ainda e moram na mesma cidade que eu vivo.

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