quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Uma pergunta inconveniente...

Com a aproximação das eleições autárquicas aumenta o ambiente tenso entre os partidos candidatos à Câmara Municipal de Braga. O cenário de bipolarização é bastante credível, e tal cenário entala os aspirantes à câmara de vereadores. O Partido Comunista e o Bloco de Esquerda marcam posição no jogo eleitoral e com frequência veiculam as suas críticas para com a actuação camarária...e da opsição!
Ricardo Rio tem mostrado ser o alvo favorito da extrema-esquerda. Desta feita foi Carlos Almeida, do PCP, alguém reconhecidamente inteligente e credível, mas que não deixou de ir na onda bloquista, de bater no RR. Mas, afinal quem é que está na Câmara Municipal há 36 anos? Quem é que define as decisões que actualmente gerem os destinos de Braga? Não é Mesquita Machado? Não é Vítor Sousa?
Há uma pergunta inconveniente, que o PCP e o Bloco de Esquerda talvez tenham receio em colocar. Quem querem os bracarenses como presidente da Câmara? Ricardo Rio ou Vítor Sousa?
A prever pela táctica adoptada pelos partidos à esquerda, estou em crer que preferem que o PS continue no poder. Uma oposição que se combate a si própria corre o risco de ver continuar no poder aqueles que aparentemente combatem... Dar tiros nos pés, diria o povo. 
Que pretendem afinal o PCP e o Bloco de Esquerda com estes sucessivos e concertados ataques à credibilidade de Ricardo Rio?
Por muito que a tese do bode expiatório possa ser um fundamento, dado que Ricardo Rio representa os partidos do Governo e não se tem destacado por levantar a voz contra os mesmos, não me parece muito lúcida esta forma de fazer política de alguma oposição brácara.
Sendo estes dois partidos assumidamente de esquerda, o natural seria tentarem conquistar eleitorado ao PS, aproveitando até as dissonâncias no interior do partido que está no poder em Braga há mais de 36 anos. Com esta atitude tão crítica e céptica, arriscam-se a perder a credibilidade do eleitorado do centro, que até poderia ponderar dar o seu voto a projectos credíveis à esquerda.
A não ser que estejam convencidos que podem conquistar votos à direita, PCP e Bloco de Esquerda arriscam-se a perder votos e a contribuir para a vitória daqueles que revelam ser o seu maior pesadelo...
E que tal fazer mais propostas e alternativas, e criticar menos quem é também alternativa?

10 comentários:

  1. Rio ou Sousa? Nenhum dos dois.
    Rio alternativa tb? Era preciso que fosse:

    Confiança, hospital de Braga, Agere, EPB, tudo decisões tomadas pelo ps e pelo psd em conjunto. Alternativa? Pois...

    ResponderEliminar
  2. estrema?

    E o cds é estrema quê?

    E o ppm que nem sequer respeita o regime republicano, é o quê?

    ResponderEliminar
  3. Propostas e alternativa? Começa a ler rapaz, começa a ler.

    ResponderEliminar
  4. Desculpa que te diga Rui, mas agora estiveste um pouco mal. Já vi o Carlos Almeida a criticar o Vitor Sousa nessa coluna. Por o Ricardo Rio ser um candidato de oposição ao actual executivo, não deixa de ser um adversário do PCP. Por ser o teu candidato preferido, não quer dizer que tenha que estar isento de culpas. Tens de saber gerir melhor isso.

    ResponderEliminar
  5. Para além de que ele tem razão de que PS e PSD não são os únicos partidos candidatos à CMB. Nem o Rio é o único opositor ao PS.

    ResponderEliminar
  6. É normal que os partidos cumpram com a sua estratégia. Aliás num quadro de renovação do PS, já sem o Mesquita, uma oposição fraca à esquerda seria uma má notícia para a coligação. O que importa é afirmar a diferença pelas ideias. É assim que os votos poderão ser conquistados. Como é para todos óbvio é ao PS que Ricardo Rio precisa de tirar votos, não é à CDU ou ao bloco. Se nisto a CDU e o BE ajudarem melhor. Imaginar que isso será feito com um pacto de não agressão é de uma inocência...

    ResponderEliminar
  7. Há 4 anos rio teve uma votação porque conquistou votos à esquerda como candidato suprapartidário..

    Contar com esses votos agora é de uma inocência...

    ResponderEliminar
  8. Os comunistas (e o bloco) sofrem do síndrome Jorge Matos. Tentou tanto criticar a coligação que só incentivou as pessoas a votarem ps para que a coligação não fosse eleita... e perdeu o lugar de vereador.
    O que a esquerda devia fazer era defender uma "mudança controlada", com a vitória da coligação e a fiscalização de um vereador do pc ou bloco (que até seria automaticamente eleito se se juntassem os dois).
    Mas a verdade é que nessas esferas partidárias, o objectivo é contrariar a coligação e apoiar o ps actual.

    ResponderEliminar
  9. Peço desculpa, estive agora a reler os meus comentários anteriores e na frase "Por ser o teu candidato preferido, não quer dizer que tenha que estar isento de culpas", queria dizer "críticas" e não "culpas".

    ResponderEliminar
  10. Já que se fala tanto de coerência, pergunto como é possível que os auto-denominados arautos da democracia e da liberdade reajam tão mal perante críticas e observações de cidadãos?
    Mais um ponto para reflexão.

    PS - Ser oposição não significa estar contra tudo e contra todos. Essa é aliás uma forma muito questionável de ser alternativa. Ainda bem que nem tudo o que o PS faz em Braga é tão mau que não possa ter a concordância de um dos partidos da oposição...

    ResponderEliminar