quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Um indulto a Peseiro no caminho de Coimbra

www.record.pt
A alegria voltou ontem a encher o coração dos verdadeiros bracarenses. O Braga eliminou o Benfica e chegou à final da Taça da Liga pela primeira vez na sua história. Eis que chegou a segunda final da era Salvador em Braga, isto sem contar com as três épocas em que o Braga disputou o título da Liga até às derradeiras jornadas, algo que também conta como disputa iminente de um troféu.
O Braga fez uma das melhores exibições da época, à parte o desacerto na eficácia atacante, mas foi inequivocamente melhor que o Benfica, algo reconhecido até pelos jornais afectos a este clube. Se é certo que os capitalinos fizeram algumas poupanças - não tantas como as que eram aguardadas - também é verdade que tal não justifica o jogo pouco intenso que realizaram.
A primeira parte correu célere, com os lisboetas a tentarem claramente baixar o ritmo de jogo, enquanto o Braga procurava usar a velocidade para surpreender o adversário. A meio da segunda parte o desgaste físico dos bracarenses fez-se notar e o Benfica, mais fresco, aproveitou para exercer algum domínio de jogo. No final dos 90 minutos, o nulo premiava os visitantes e penalizava a equipa que mais procurou a vitória e mais oportunidades teve para concretizar: o Braga.
Nos penaltis Quim foi o herói e redimiu-se da asneira cometida na meia final de Barcelos, que no ano passado roubou a primeira final desta competição ao maior clube do Minho. A arrogância do guarda-redes Artur Moraes, que provocou Quim durante a marcação de penaltis, e de Luisão em declarações no final do jogo, foi brindada com uma derrota que faz sempre bem à humildade.
O Braga está de parabéns. Até Peseiro está de parabéns... A equipa defendeu melhor e só falhou onde costuma acertar: no ataque.
Nesse sentido, deve-se aqui um indulto a Peseiro até ao final da época, esperando que cumpra a obrigação de lutar pelo ceptro de Coimbra e que garanta o terceiro lugar. Depois, que parta em paz para Inglaterra e deixe o Braga voltar aos grandes palcos com um treinador adequado ao nivel da equipa.
Parabéns Guerreiros!

PS - De lamentar o apedrejamento do autocarro do Benfica, acto que envergonha os bracarenses e a cidade de Braga. Nada justifica isto, ainda para mais após os recentes acontecimentos. A provar-se que foram sócios do Braga, deveria ser proposta a sua exclusão do clube. Todavia, não é lícito ser atribuído imediatamente a adeptos afectos ao Braga! Até arriscaria a que clube são afectos os adeptos em questão...

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Three perfect days in Braga


A cidade de Braga é notícia na secção de viagens do jornal americano "Dallas Morning News", através de uma reportagem exclusiva intitulada "Três dias perfeitos em Braga". A peça, que aborda os principais monumentos e locais de lazer, dá uma imagem muito positiva da Cidade Augusta, dando particular destaque ao facto de ter sido Capital Europeia da Juventude em 2012.
O Dallas Morning News é um dos principais jornais diários da região de Dallas, Texas, abordando cerca de 264.459 assinantes. Hoje é um dos 20 maiores jornais pagos nos Estados Unidos. Já ganhou inúmeros prémios Pulitzer para a comunicação e fotografia, o prémio George Polk para relatórios de educação e de informação regional, e um prémio Overseas Clube de Imprensa para a fotografia.
Depois do presidente Obama ter falado publicamente do nome de Braga numa comunicação pública, mais cidadãos americanos ouviram falar da terceira cidade de Portugal. 

Não tememos o Benfica, mas tememos o Peseiro...

Antevendo a partida desta noite, para as meias-finais da Taça da Liga, entre o Braga e o Benfica (clube de Lisboa), o homem que se diz treinador do maior clube do Minho disse não temer o adversário.
Tem razão José Peseiro quando diz que o Braga não teme o Benfica (clube do município de Lisboa), todavia, na bancada não faltarão adeptos cheios de temor quanto ao que vai fazer o homem que se diz treinador.
Não tememos o Benfica, mas tememos - e muito - o Peseiro!

PS - Destaque positivo para o elogio público de Peseiro a Custódio, profissional exemplar e ser humano de qualidade execpcional, perante mais uma insanidade de um canalha, que usa muito mal o mediatismo que tem... Estou certo que uma parte significativa dos adeptos vitorianos também repudia mais esta atitude deste indivíduo.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Património: conversão e arrependimento


O desaparecimento da praia das Sapatas foi o caso "arqueológico" que mais deu brado

Esta domus romana ficou sepultada no prédio que preenche o lado oeste do largo de S. Paulo
O Património vai ser um dos temas marcantes da próxima campanha autárquica. Os bracarenses lentamente foram despertando para a sua história e para o vasto legado patrimonial do seu passado. Por tudo isso, há um coro que reprova em uníssono a acção dos executivos liderados por Mesquita Machado neste âmbito.
Curiosamente foi com a ascenção de um governo socialista, liderado por António Guterres, que a cultura e o património passaram a estar na ordem do dia, mas nem por isso essa paixão passou para os socialistas bracarenses. Agora, pelos vistos, há uma conversão, como no-lo comprovam os recentes discursos e o debate promovido numa iniciativa partidária recente. Todavia, para existir conversão há um pressuposto fundamental: o arrependimento.
Se a tentativa de conversão tem uma assumpção pública, então o arrependimento também deverá deter esse âmbito. Embora acreditando no desejo sincero de muitos socialistas bracarenses em face das questões ligadas à promoção e defesa do património, que garantias tenho, como cidadão de que as coisas serão diferentes com um novo líder socialista na autarquia? Como posso saber se não irão promover a destruição das poucas casas de brasileiros oitocentistas que restam em Braga, depois de terem fechado os olhos à valia de tantos exemplares patrimoniais? Como posso saber se vai ser feito algo para salvar o palacete Domingos Afonso ou o salão egípcio do sindicato do comércio? Como posso ter a garantia de que nenhum empreiteiro vai distraídamente destruir os achados arqueológicos encontrados num qualquer recanto do centro histórico? Como posso ter a certeza de que sempre que se remodelar um espaço urbano, a autarquia vai estar aberta a valorizar efectivamente o património lá encontrado e a dialogar com as associações cívicas? Como vou saber tudo isto se não existir um efectivo reconhecimento público dos erros cometidos?
Das duas uma: ou há uma demarcação clara da sombra de Mesquita Machado, e se afirma claramente onde há pretensões para agir de forma diferente; ou se afirma de vez que há uma intenção de continuidade e, então, não há legitimidade para vir defender o património, a cultura, o urbanismo ou os espaços verdes.
Não deixa de causar também estranheza esta aproximação entre a Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho e a Câmara Municipal de Braga, depois de décadas de divergências. Primeiro, foi a harmonia aparentada no caso do largo Carlos Amarante, em que a autarquia e o arqueólogo responsável lutaram do mesmo lado contra os cidadãos e as associações que defendem o património. Segundo, foi a condecoração municipal atribuída no Dia de S. Geraldo, em iniciativa inédita após tantos anos de meritosos serviços prestados à arqueologia em Braga, que a UAUM surpreendentemente aceitou. Terceiro, a participação de um dos arqueólogos da UAUM num debate promovido pela candidatura de Vítor Sousa.
Depois dos atrasos na ambicionada musealização do teatro romano e da insula das Carvalheiras, para além do historial de vestígios que sucumbiram em face de novas urbanizações na colina da Cividade, não se entende esta relação amistosa.

Futuro Maior: GNRation



Salino a caminho do Olympiakos

A imprensa desportiva de hoje dá conta da possibilidade de Leandro Salino ter um acordo com os gregos do Olympiakos. O médio, que se encontra em fim de contrato com o Braga, pode assinar por qualquer clube desde 1 de Janeiro de 2013.
A confirmar-se esta possibilidade é uma excelente notícia para o Sporting de Braga. Este é um dos principais responsáveis pelos desaires bracarenses. Os mais atentos já repararam que todos os treinadores adversários forçam o lado direito da defesa bracarense e por aí nascem os principais lances de perigo. Com a postura mais defensiva da época passada, o meio campo compensava-lhe as asneiras. Como este ano, poucos correm para trás para compensar desposicionamentos, o lado direito é uma verdadeira auto-estrada. Ainda assim, muitos bracarenses ainda parecem inebriados com as suas correrias atacantes e gostam de lhe desculpar os incontáveis lapsos.
Não o ter no plantel é garantir desde logo que nenhum treinador menos hábil o irá colocar no onze inicial...

Oportunidade para visitar a igreja da Cividade

A fachada da igreja, remodelada no final do século XVIII, voltada à rua D. Gonçalo Pereira
A Capela das Chagas é um dos resquícios do anterior templo, com um interessante painel do século XVII
Parede traseira do templo, com vestígios da antiga fachada visíveis 
A igreja de Santiago da Cividade acolhe até hoje a tradição do lausperene quaresmal, constituíndo-se oportunidade única para visitar um dos templos mais desconhecidos para os bracarenses. Não faltam motivos para a visitar, em particular a sua capela das Chagas.
A sua fundação deverá remontar ao século XII, sendo a sua orientação completamente a oposta à que hoje apresenta (estava voltada para a rua de Santiago e não para a rua D. Gonçalo Pereira). Ao que se sabe, um dos caminhos para Compostela passava por aqui, atravessando a urbe bracarense em direcção à antiga via romana XIX, que seguia para Astorga por Ponte de Lima e Tui. Esta estrada passava pela rua da Boavista (Cónega) onde veio a surgir uma fonte também com a invocação de Santiago.
Sobre a igreja aparentemente pouco se costuma dizer. Remodelada na última década do século XVIII, adquirindo retábulos neoclássicos sem grande valia artística, detém uma fabulosa capela lateral, com retábulo em talha dourada do período nacional e um painel a óleo de boa qualidade que repete um modelo flamengo apenas existente na igreja da Misericórdia do Porto (uma pia onde vai caindo o Sangue do corpo de Cristo). Esta capela, denominada de Santas Chagas, foi instituída em 1600 por D. Pedro da Grã, fidalgo da casa de D. João III, para sua sepultura e dos seus familiares. Vale a pena cá entrar apenas para admirar a capela e a sua tela.

Braga na pista da luta contra o cancro

O Iinstituto Ibérico de Nanotecnologia, em Braga, está a desenvolver uma terapia para remover tumores localizados, menos invasiva que a cirurgia ou a quimioterapia. A técnica inovadora vai ser testada em animais e, se resultar, poderá vir a ser aplicada em seres humanos.
Trata-se de uma excelente notícia para a humanidade e para os bracarenses, dado que é em Braga que está sedeado este equipamento fundamental para a investigação científica. A prova de que o investimento na ciência e na cultura tem sempre retorno!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Os lamentáveis incidentes de Guimarães

Adepto do Braga a ser barbaramente agredido, perante os aplausos do público
Quando foi notícia que o Vitória de Guimarães havia sido o clube precursor em jogos sem policiamento, pensei cá com os meus botões que algo podia não correr bem. Ou os dirigentes do Vitória não conhecem devidamente os seus adeptos e o tipo de comportamento que adoptam com os clubes adversários, ou a quebra notória de assistências aos jogos lhes criou a ilusão de que uma empresa de segurança poderia substituir os legítimos garantes da segurança pública. Por isso mesmo, o que se passou ontem no jogo Vitória de Guimarães B vs. Braga B é um cenário lamentável, que jamais pode repetir-se.
Após um derby minhoto para a principal Liga de futebol, em que já se notara a agressividade dos adeptos vimaranenses (que atiraram cadeiras e petardos na direcção dos adeptos bracarenses na bancada nascente) era demasiado óbvio que poderia existir uma postura agressiva, muito mais da parte de adeptos desiludidos com uma derrota e ávidos de vingança.
É natural que a imagem dos adeptos braguistas esteja em baixa, após os incidentes na partida com o Paços de Ferreira, mas não serve para catalogar definitivamente os apaniguados bracarenses como adeptos agressivos ou arruaceiros. Já outras claques clubísticas têm um historial interminável de actos indignos e reduzido fair-play. Falo principalmente de adeptos do Vitória Sport Clube e do Leixões.
E como não me limito a falar do que ouvi dizer, mas do que já experimentei, jamais esquecerei uma ida ao estádio D. Afonso Henriques. Já fui assistir a jogos do Sporting de Braga em quase todos os estádios portugueses e nunca passei por algo similar. Não levei qualquer identificação clubística, não provoquei ou dirigi a palavra a algum adepto da casa e fui insultado por mães de família e crianças, para além de ter sido vilmente perseguido por elementos de uma claque do clube local quando me tentava deslocar para o automóvel. Portanto, o historial vimaranense no que ao fair-play diz respeito justificava outro tipo de medidas preventivas.
O que se passou ontem, a ser verdade o comunicado do Sporting de Braga, que havia denunciado a falta de segurança antes do jogo, imputa responsabilidades notórias à direcção do Vitória Sport Clube (por não ter zelado pela segurança da partida e não ter antecipado o óbvio...), à Liga de Clubes (por não ter considerado os alertas do Sporting de Braga), e, obviamente, à nossa legislação, que ainda não agiu promoveu leis que impeça a entrada de adeptos violentos nos estádios de futebol (veja-se o adepto benfiquista que matou um adepto do Sporting numa final da Taça de Portugal e que recentemente voltou a ser notícia pelos piores motivos... e continua a poder entrar num estádio de futebol).
Pior do que a perseguição e agressões de que os adeptos do Braga foram alvo ontem no estádio vimaranense, foram os aplausos gerais do público presente perante aquele lamentável cenário. Aqui reside a principal diferença entre os bracarenses e os vimaranenses. Há uma semana atrás, no estádio Axa, perante a tentativa de invasão à bancada visitante promovida pela claque Red Boys, não se viram os adeptos braguistas bater palmas ou incentivar a violência. Muitos lamentaram. Outros assistiram atónitos. E os actos estiveram muito distantes do que se passou ontem em Guimarães.
Não me cabe aqui fazer a aplogia dos adeptos de Braga, pois bem sei que todos os clubes têm os seus calcanhares de Aquiles, mas urge tomar medidas que amenizem o ódio que povoa os corações vimaranenses contra o Sporting de Braga. É bom recordar o que se passou na época 2010/2011, quando cinco mil adeptos braguistas se deslocaram a Guimarães: comboios e autocarros apedrejados, várias tentativas de agressões, linhas de caminho de ferros bloqueadas, objetos arremassados para o relvado contra dirigentes, técnicos e jogadores do Braga... É bom não esquecer o vice-presidente incendiário que o Vitória de Guimarães sustentou até há poucos meses, e que semeou o ódio contra o Braga.
Porque entendo que se deve agir antes que suceda uma tragédia - ao contrário dos comentários que li de adeptos vimaranenses em sites de jornais desportivos, lamentando-se por ontem não ter havido feridos graves e mortes! - parece-me que uma reconciliação entre as direcções, com um acordo de cavalheiros em vista de uma contenção verbal, e, quiçá, a reedição da Taça da Amizade como competição de pré-época, poderia ajudar a renovar a relação entre os clubes. Apesar de tudo, e dos energúmenos que ontem estiveram no D. Afonso Henriques, acredito que a maioria dos sócios dos dois clubes não deseja a repetição destas cenas de violência.
Esperemos que impere o bom senso!

PS 1 - O título de Cidade Europeia do Desporto, definitivamente, não assenta bem a Guimarães...

PS 2 - É bom não esquecer que o que se passou no jogo Braga-Paços de Ferreira tem outro responsável: José Peseiro. Não fosse a revolta e o nervosismo dos adeptos face às exibições e falhas técnicas da equipa e à manutenção, ainda assim, do actual treinador, e aquela cena poderia não se ter passado... Fica o dado para meditação.

Por uma boa causa

Porque é salutar dar boas notícias, sublinhe-se hoje a notícia de que a Câmara Municipal vai suportar metade da renda que o Banco Alimentar Contra a Fome de Braga vai pagar, a partir de Março, pelas suas instalações. São seis mil euros que vão sair dos cofres municipais para garantir o funcionamento de uma instituição que apoia as franjas mais carenciadas da população. Este apoio será formalizado depois de aprovada a respectiva proposta, quinta-feira, em reunião de câmara.
O pedido de apoio foi feito pela AREA — Associação de Recolha de Excedentes Alimentares, a IPSS que no distrito de Braga representa o Banco Alimentar. A renda a pagar pelo espaço é de mil euros mensais, pelo que a autarquia se compromete com um apoio de seis mil euros — o equivalente ao pagamento de metade da renda por um período de 12 meses.
Uma boa causa, que vale a pena ressaltar!

domingo, 24 de fevereiro de 2013

MAIOR AO DOMINGO: João Marques

Regressar ao futuro é uma prioridade de que Braga não pode prescindir.
Ao longo de quase quatro décadas o concelho assistiu a um crescimento de monta, nem sempre acompanhado da devida preocupação no campo do desenvolvimento.
Ao longo de 36 anos, foram dadas todas as condições para que qualquer governante feito pintor pudesse pegar na tela em branco que era o concelho de Braga e a pintasse de forma competente, ordeira e transparente.
O que se supunha com a instituição do sistema democrático de Abril era a possibilidade de todas as muitas telas em branco, que eram as regiões e os concelhos do país, poderem ser pintadas da diversidade de que se compunha o espectro democrático então criado. O famoso sistema de "checks and balances" que regula as democracias liberais deveria operar, desde logo, a nível local, sendo a alternância democrática uma decorrência lógica da operacionalidade de todo o sistema.
Ora em Braga não foi assim. Não estando em causa a democraticidade dos actos que repetidamente elegeram o mesmo partido e a mesma pessoa para a liderança dos destinos do concelho, julgo que ninguém disputará que mais de três décadas de exercício ininterrupto de funções desgastam psicológica, física e sobretudo intelectualmente a capacidade de quem quer que seja. Ninguém de boa-fé pode achar que há alguém no mundo que se aguente em funções por tanto tempo, com a mesma qualidade, criatividade e dinamismo com que, eventualmente, iniciou o primeiro mandato.
A prova desta realidade está à vista de todos. Neste que é o último mandato do dinossauro autárquico Mesquita Machado, a míngua de recursos (sempre negada, aliás) tem provado à saciedade e à sociedade que a política do betão, única onde o autarca socialista cumpriu e ultrapassou os objectivos que teria traçado nos idos da sua primeira eleição, faliu, como se apressa a falir boa parte dos seus interlocutores privados.
Baga cresceu pelo betão e pelo betão apressa-se para o ocaso.
Não foi por falta de aviso que a gestão autárquica mesquitista se enfaixou neste caminho (aparentemente) sem retorno.
É de há muitos anos o aviso da oposição, a tal que, é certo e reconheço a minha responsabilidade, também podia e devia ter feito mais para merecer mais cedo a confiança dos bracarenses, é desde há muitos anos, dizia, que soa o aviso sonoro e pungente da falência do "modelo de desenvolvimento" (?!) que o Partido Socialista local sempre subscreveu sem reparos.
São vários os exemplos do que aqui escrevo, mas nenhum tão cristalino como o das infernais obras das piscinas olímpicas, junto à miragem do Parque Norte, ele próprio reflexo do falhanço total da capacidade financeira do município e da capacidade de gestão a médio e longo prazo.
O que se pede agora para Braga é, por isso, um corte radical com esta política de betão e o reatar dos laços afectivos, económicos e institucionais entre os bracarenses e a sua autarquia.
Braga tem necessariamente de ter alguém à frente da sua gestão que represente, não só a tal necessária e bem-vinda concretização da alternância democrática, mas sobretudo a visão e estratégia devida para que todos possamos regressar ao futuro.
Regressar ao futuro na ligação à ciência e ao pensamento crítico, representado por excelência pelas instituições de ensino superior e profissional.
Regressar ao futuro no aproveitamento pleno do potencial turístico de um concelho verdadeiramente mágico na história, nas tradições, nas gentes e nas vivências.
Regressar ao futuro sem parolismos de circunstância, mas com uma aposta clara no riquíssimo património histórico e cultural que albergamos.
Regressar ao futuro, finalmente, na valorização do produto Braga. Um produto que começa no Bom Jesus, passa pela Brasileira, lancha nas Frigideiras, compra na Rua do Souto, respira nas margens do Cávado, bebe nas Sete Fontes e adormece no Mosteiro de Tibães. Um produto que é tudo isto e muito mais.
Cabe a todos operar este regresso, cabe-nos a todos velar pela Braga do futuro, já hoje, no presente.

MAIOR AO DOMINGO: João Marques

O "Maior ao Domingo" de hoje introduz a colaboração de João Marques, presidente da Comissão Política Concelhia da secção de Braga da Juventude Social Democrata. Natural de Braga, onde nasceu há 30 anos, é licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, tendo efectuado estágio no Parlamento Europeu. Actualmente desempenha funções no Ministério da Administração Interna.

Memória Maior: o mercado do Peixe

http://alfarrabiosdebraga.blogspot.pt/
Parque da Ponte, 2012
O mercado do peixe (ver foto 1) era um edifício público que existiu entre as décadas de 1900 e 1950, na atual praça do Comércio, sensivelmente onde hoje se localiza o mercado municipal. Nessa altura, a cidade de Braga dispunha de duas estruturas comerciais deste género, sendo que o mercado onde se vendia o peixe estava separado do edifício onde eram comerciados os restantes produtos de mercearia.
O principal mercado estava na praça do Município, local que detinha esta funcionalidade desde o século XIX, inicialmente a céu aberto e, a partir de 1915, num elegante edifício em ferro, concebido por Moura Coutinho.
Por sua vez, o mercado do peixe foi demolido para dar lugar ao atual, inaugurado em 1955, tendo restado este monumental arco (ver foto 2), que foi transferido para o parque da Ponte, onde ainda hoje se encontra. Ao centro podemos admirar a heráldica de Braga, ainda com a configuração monárquica.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Voltar a sorrir à custa de "nuestros hermanos"

Este é o jogo mais apetecido do ano para um braguista que se preze. Receber o velho rival, os "espanhóis", ainda por cima após mais de uma década de assinalável supremacia desportiva, abria o apetite para uma grande noite de futebol. O problema é que no banco ainda se senta um homem que acha que é treinador, embora esta palavra seja excessiva quando lhe é aplicada. Uma monumental assobiadela confirmou esta tendência quando o "speaker" citou a constituição das equipas.
Eis que começava o eterno derby minhoto. O maior clube do Minho, que esta semana atingiu a marca dos 30 mil sócios, recebia o Vitória de Guimarães com indisfarçável extroversão. Empurrou-os para o seu meio-campo, sem contudo criar qualquer situação de perigo iminente. Mas, eis que sobre o intervalo Éder deu uma cabeçada na crise e apontou o primeiro tento da partida.
A segunda parte começou com dois golos de rajada. Paulo Vinícius de canto e novamente Éder. O Braga vencia por 3-0 e, no banco de suplentes, alguém respirava de alívio.
O Braga dominava. O público saltava nas bancadas. Gritavam-se "olés"! O estádio Axa parecia ter voltado às grandes noites que povoaram o tempo de Domingos Paciência.
Quando tudo parecia resolvido e o Braga até ameaçava o quarto golo, duas vezes por João Pedro e uma vez por Éder, foram servidos dois golos na bandeja vimaranense. Resultado final 3-2 e um incompreensível aperto no final do jogo.
Para aqueles que pensavam que este resultado salvaria o trágico destino de José Peseiro em Braga, os minutos finais mostraram exactamente as fragilidades bracarenses. A culpa não é do infortúnio, nem da eficácia dos sucessivos adversários, nem propriamente dos jogadores, mas simplesmente de uma forma de jogar pouco hábil e inteligente, algo que costuma ser definido pelo responsável técnico de uma equipa...
Os bracarenses que se preparem, pois esta vai continuar a ser uma época de muito sofrimento. Quarta-feira há meia final da Taça da Liga, contra um clube de Lisboa!

Moinhos da Lageosa: a Braga encantada!

A Lageosa é um dos lugares da freguesia da Sobreposta e faz fronteira com o município de Guimarães. Distante das principais vias de comunicação entre as cidades minhotas, e entalado atrás do Sameiro, a Lageosa tem um encanto particular. É um mundo à parte, uma autêntica aldeia minhota, a apenas 10 km da terceira cidade do país.
Num dos seus recantos, para além de um ambiente dominado de ruralidade e verde, podemos apreciar um dos mais espectaculares cenários brácaros: dezenas de moinhos graníticos debruçados sobre um ribeiro, afluente do Ave, que, ao atingir a Lageosa, se despenha numa queda de água por entre fragas e carvalhos. Delicioso!
E as gentes que lá vivem? Olhar sereno, orgulho bracarense, e uma simplicidade que faz sentir desarmados os brácaros mais urbanos. 
De facto, ser bracarense é ter orgulho em todos os recantos do nosso município, onde se conserva a nossa identidade, onde se ouve cantar o São João, onde o nome de Braga é uma referência de pertença inequívoca.
A Lageosa é imperdível para qualquer bracarense que se preze.

O maior clube do Minho, garantidamente!

O Sporting Clube de Braga anunciou ontem que já foi atingida a meta dos 30 mil associados. Um facto histórico que torna o emblema minhoto no quarto maior clube a nível nacional, da mesma forma que garante uma ultrapassagem significativa aos vizinhos de Guimarães.
Fruto de um crescimento desportivo e humano inquestionável, o Braga já tem adeptos registados em 31 países do mundo, e de todos os distritos de Portugal, à excepção de Portalegre e Évora. No Minho há cada vez mais braguistas incondicionais. É frequente cruzar-me com bandeiras do Sporting de Braga hasteadas em lugares recônditos de Terras de Bouro, Póvoa de Lanhoso, Esposende e, até, Taipas!
É inquestionável o peso que os sucessos do maior clube do Minho acarreta para a economia local, para a promoção turística e para a própria afirmação de Braga no contexto nacional, afirmação essa que já era nítida em termos demográficos e económicos, faltando apenas a afirmação cultural...
No contexto do futebol nacional, o desporto mais popular de sempre, o Sporting de Braga mostra como é possível desafiar os interesses instalados e a popularidade dos três principais clubes. Acima de tudo, o Braga mostra como é essencial que as populações apoiem os clubes das suas terras e não se dobrem perante o mediatismo de agreminações que representam outros emblemas.

Quanto ao Minho, sem menosprezo para com o Vitória de Guimarães, o outro "grande" da região, o Sporting de Braga já se afirma destacadamente em massa humana - sócios e público no estádio - conseguiu os melhores resultados desportivos - Taça de Portugal, 2.º lugar na Liga e final da Liga Europa - e é indiscutivelmente mais aberto à região e não tão fervorosamente bairrista (o que é dado a agressividades e antipatias...). Tem muito por onde crescer, até porque está sedeado na terceira cidade do país, tendo um potencial de crescimento incomum.

Esta noite, no eterno derby do Minho, o maior emblema da região vai recordar esta marca dos 30 mil associados. Nas bancadas será uma festa com certeza. Dentro de campo não faltará empenho, apesar das incompetências nas laterais da defesa...e na linha lateral junto ao banco do Braga.
Se o Braga ganhar será a natural vitória ditada pelo mais forte. É bom recordar a certos incompetentes, que ganhar hoje não é mérito, é obrigação!
Força Braga!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

José Peseiro já foi despedido?

Saiba AQUI se José Peseiro já foi despedido!

A história vai repetir-se?

Jornal A Bola, 19/03/2008
António Salvador tem tanto de bom como de teimosia e impulsividade. A sua insistência em Peseiro, mesmo perante tanta asneira cometida, desde Setembro, pode custar muito caro ao Sporting de Braga.
Na época 2007/2008, o maior clube do Minho, ainda sem os recursos do actual plantel, viu-se mergulhado numa instabilidade técnica notória. Começou a época com Jorge Costa, seguiu-se Manuel Machado e acabou a época com António Caldas no comando.
No pico da contestação a Manuel Machado, garantiu que iria com o treinador até ao fim e pediu apoio aos adeptos. O resultado não podia ter sido pior...
Manuel Machado acabaria por não ir até ao fim, mas saiu vergado perante um pecúlio muito negativo. António Caldas, técnico interino, com duas vitórias nas últimas jornadas da Liga salvou a época e garantiu o 7.º lugar - o pior da era Salvador - e respectiva qualificação para a Intertoto.

A história parece prestes a repetir-se, desta feita com um técnico com um currículo bastante mais pobre que Manuel Machado. O que leva um presidente a contratar um treinador que raramente completou uma época inteira nos clubes que treinou e quase não tem historial no escalão máximo do futebol???

Um exemplo na Beira Interior

A Câmara de Castelo Branco vai abrir um novo parque de estacionamento gratuito, com capacidade para 80 viaturas, depois de outras iniciativas do género.
Enquanto uns municípios dificultam a vida e o comércio no seu centro histórico, e parecem até zelar por intereses particulares, outros percebem as exigências do interesse público e criam parques de estacionamento gratuitos.

Se queremos mais gente a viver no centro histórico e um dinamismo económico crescente, então temos que zelar pelos aspectos logísticos inerentes a esse objectivo...

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Os novos candeeiros da Senhora-a-Branca

© Rui Ferreira 2013

Hospital de Braga é uma vez mais notícia...

Jornal de Notícias, 21/02/2013
Já não é surpresa para ninguém o facto do Hospital de Braga servir de mote para manchetes de jornais e televisões, geralmente pelos piores motivos. Hoje, surgiu a noticia da falta de medicamentos para doentes oncológicos.
Eis a prova de que a saúde é um bem que jamais pode ser privatizado e estar sujeito às teias preversas do lucro. A saúde deve ser uma área bem gerida - e não tem sido efectivamente - mas não pode nunca, em nome disso, comprometer a sua missão junto dos cidadãos...

Falta de memória ou dor de cotovelo?

O Sporting de Braga decidiu conceder entrada gratuita aos seus associados para o emocionante derby contra os vizinhos de Guimarães, numa atitude compensatória pela incompetência de certos funcionários que sustenta. Do outro lado da Falperra já se ouvem vozes temerárias...
Deve ser sina do cargo de vice presidente do Vitória Sport Clube, ou então é uma filosofia da actual direcção. Após a saída de Cirilo do clube, pensei que haveria uma maior predisposição à paz entre os dois maiores emblemas do Minho. Nada disso! O ódio ao Braga e aos seus inquestionáveis sucessos fala mais alto e até justifica que se digam inverdades.
Ao vice-presidente que ontem disse que o "Vitória não precisa de borlas nos jogos", seguem alguns interessantes e curiosos dados:

  • No dia 24 de Janeiro de 2012, era publicada no site do Vitória SC a notícia de que os sócios com as quotas em dia teriam direito a uma entrada gratuita no jogo Vitória - Nacional.
  • Esta mesma promoção para o público feminino continuou na recepção do Vitória local ao Marítimo , que decorreu em Março de 2012.
  • Apesar de todas estas promoções, o Sporting de Braga que disputou o título até às derradeiras jornadas da Liga 2011/2012, não tendo feito promoções de monta quanto ao acesso aos bilhetes, garantiu o quarto lugar destacado no ranking de espectadores, com 212.542 espectadores contra 181.165 do rival. Significa que, nem com borlas conseguiram... 
  • Já este ano, o jogo com menor assistência no Axa teve 4.728 espectadores e correspondeu ao último jogo da fase de grupos da Taça da Liga, contra o Beira-Mar. Em Guimarães a partida com menor assistência registada teve 814 espectadores, no jogo da Taça da Liga contra a Naval! 
  • Já o derby minhoto, Vitória-Braga para a mesma competição teve apenas 4.693 espectadores. Dois anos antes, o Braga recebeu o rival para a mesma competição e teve uma assistência de 8.255 espectadores...
Se queremos medir a paixão dos adeptos pelas idas ao estádio, então é difícil dizer que o Braga fica atrás...

Memória curta, meu caro, memória curta... e muita dor de cotovelo!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Uma cidade em torno da sua história


© Rui Pinheiro

Frequentes vezes se veicula a ideia de que Braga não estava preparada para ser Capital Europeia da Cultura, porque os bracarenses não estão suficientemente sensibilizados para estes âmbitos mais lúdicos da existência. Outra das ideias afirmadas, por quem sabe, é que falta bairrismo e amor à terra entre os nativos da capital do Minho.
O crescente interesse manifestado pelos bracarenses em iniciativas que visam conhecer e decifrar um pouco mais da sua história e identidade atestam que essa asserção não passa de um mito. Os bracarenses amam a sua cidade, são barristas quanto baste, mas foram mal habituados nas últimas décadas.
Se surgirem oportunidades de encontro com a história, os bracarenses não faltam, afinal vivem na cidade mais antiga de Portugal e num dos lugares onde há maior e melhor concentração de património, com cronologias que variam ao longo de mais de dois milénios. E não fosse a triste e recente incúria na defesa do património arqueológico e na salvaguarda das edificações oitocentistas, ou a sede progressista que grassou na classe política dos finais do século XIX e inícios do XX, e esta Braga seria hoje uma cidade ainda mais rica e valiosa no contexto nacional.
Apesar de todos os vestígios romanos já musealizados, apesar dos múltiplos templos religiosos que atravessam a história portuguesa, apesar de ter sido musa inspiradora de uma tipologia própria do rococó e apresentar monumentos singulares, Braga continua a não saber afirmar inequivocamente a sua valia. Porquê?
Não devido ao desinteresse e apatia dos seus cidadãos, nem pelo facto de uma parte da população ser oriunda de outros lugares. O problema é a ausência de uma estratégia concertada que dinamize associações e autarquias em torno da sua história. O problema é que os interesses económicos de alguns se sobrepuseram quase sempre ao interesse público. O problema é desconhecer que a história, o património e as tradições são o verdadeiro garante de uma comunidade com futuro. Se perdermos as raízes que nos unem, corremos o risco de dispersar e delapidar uma construção que demorou séculos a erguer.
Por isso, urge promover a nossa história local e criar uma cultura de defesa e promoção do legado do passado e construir sobre ele os alicerces do futuro.
Agora que a tutela das Escolas básicas passou a ser competência das autarquias, há alguma autonomia para implementar projectos educativos que visem a promoção e divulgação da história e cultura local. Penso que, dado o volume historiográfico de Braga, se justificava utilizar alguns tempos lectivos da denominada disciplina de Formação Cívica para leccionar aquilo a que gosto de chamar Bracarografia. Tratar-se-ia de cultura geral sobre a história da nossa cidade, passando pela abordagem de algumas datas, figuras e monumentos. É inadmissível ser bracarense sem saber quem foi e o que fez D. Diogo de Sousa, ou não perceber o papel de Braga na fundação do nosso país, perceber quem foi André Soares ou Carlos Amarante, porque somos apelidados de Roma Portuguesa, Cidade dos Arcebispos ou do Barroco... Também poder-se-ia aproveitar para ensinar a letra do hino da cidade de Braga, bem como promover a visita a alguns museus da cidade. 
A Universidade do Minho em conjunto com a autarquia, poderia promover uma pós-graduação em História de Braga para docentes que, vindos de outras áreas, poderiam ter aqui uma possibilidade de beneficiar de novas oportunidades.
Isto, sim, seria cultura e serviço público. 
Isto seria continuar esta história de amor – que tenho o privilégio de experimentar -entre Braga e os bracarenses!

Ideias para Braga: Braga Story Centre?

Em Lisboa, inserido no programa de reabilitação do Terreiro do Paço, surgiu recentemente um projecto chamado "Lisboa Story Centre - Memórias da Cidade", que explora os vários episódios que compõem a sua História e alguns dos seus protagonistas, onde todos os que visitam a capital portuguesa são convidados a realizar uma viagem no tempo e descobrir as memórias de Lisboa, desde a sua fundação até dias de hoje. Trata-se de uma espécie de museu da cidade, com recurso à multimédia e a uma exposição visualmente atractiva, que serve também para centralizar diversas actividades com as escolas. 
Já aqui sugerimos a criação de um museu da Cidade de Braga, que cumprisse a missão deste projecto lisboeta, e ainda servisse de plataforma da cultura em Braga, com a organização de visitas guiadas, exposições e colóquios, juntamente com um centro de investigação da Universidade do Minho.
Seria interessante perceber como se desenvolveu o Lisboa Story Centre e como foi financiado, para podermos eventualmente seguir-lhes as pisadas... 

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Até quando bracarenses?

© Ricardo Silva
Esta noite, a TV Minho organizou um debate entre os líderes das juventudes partidárias bracarenses. Todos os disseram sim ao repto, mas na hora do debate faltou o líder da Juventude Socialista.
A fazer lembrar outros episódios de fuga ao diálogo ocorridos em Braga...

Um homem invisível no banco de suplentes...

O Sporting de Braga empatou a uma bola na casa do Rio Ave, numa partida que encerrou a 19.ª jornada da I Liga, num jogo que tinha como aliciante o facto do Braga se poder aproximar do 3.º lugar, que foi seu durante quase toda a época.
Os 4 mil adeptos bracarenses que foram até Vila do Conde levavam a esperança de assistir a uma efectiva mudança no destino recente da equipa. Após a feroz contestação ao professor de Educação Física, que costuma assistir aos jogos no banco de suplentes, e após a garantia do presidente de que o tal professor de competência invisível iria permanecer ao serviço do clube, os bracarenses aguardavam, pelo menos, algo melhor que o que se tem visto. Após dois minutos de jogo frente ao 5.º classificado, perceberam que não. O Rio Ave pega na bola pela primeira vez, inicia a marcha no meio campo do Braga, cruza da direita, remata e golo. 100% de aproveitamento e (mais) uma falha defensiva monumental.
Após dois golos falhados por Éder, já no findar da primeira parte O Sporting de Braga terminou a partida com 63% de posse de bola, 22 ataques, 11 remates e 6 cantos, num domínio absoluto em termos estatísticos, mas a bem da verdade podemos perguntar o que fez a equipa com a supremacia evidenciada. O marcador era implacável: 1-0 para a equipa da casa. Mas eis que uma bênção surgiu dos céus. Já em período de descontos, Wires derrubou Mossoró na grande área e é (bem) assinalada uma grande penalidade. Alan converteu e o Braga desceu às cabines bastante mais aliviado.
Ao intervalo uma pergunta povoava as mentes bracarenses. Uma equipa com este talento, precisava de um penalti para marcar um golo??? Segundo a filosofia do homem invisível, que, dizem, assiste aos jogos a partir do banco, sim.
Mesmo com um domínio territorial do jogo durante toda a segunda parte, o Braga não conseguia criar situações de perigo. Do banco de suplentes, onde deveria estar alguém capaz de inverter o rumo dos acontecimentos, via-se apenas um vulto invisível, cujos estipêndios são os mais caros da história do Braga! Só ao minuto 81' ocorre a primeira substituição! O Rio Ave respondia com tentativas de contra ataque, também inconsequentes.
O jogo chega ao fim, com o mesmo "score" da primeira parte. Justo, sem dúvida, e mais uma desilusão para os bracarenses, que vêm a sua equipa a praticar um futebol irreconhecível. E o homem invisível, pelos vistos, vai continuar por aí...
E vão 4 jogos sem ganhar!

(In: FANÁTICOS)

Ricardo Rio favorito à vitória

Foi depositado no site da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, uma sondagem realizada em dezembro, que atribui 46,1% das intenções de voto ao candidato da coligação Juntos por Braga, Ricardo Rio. Vítor Sousa fica a uma significativa distância, com 39,6%. A CDU, cuja candidatura bem pode vir a ser liderada por Carlos Almeida, está perto de recuperar o vereador há muito perdido. A divisão do eleitorado socialista, mais adepto da esquerda, pode beneficiar esta tendência de crescimento.
A sondagem foi efectuada pela empresa EuroSondagem e, estranhamente não foi divulgada. Talvez, porque quem a encomendou não tenha apreciado muito os resultados, diria eu...
Sondagens são sondagens, mas servem para confirmar tendências. Ao contrário das que eram publicadas num passado recente, a vantagem está agora inequivocamente do lado da oposição de direita, algo natural, dado que Ricardo Rio é já um rosto bem conhecido dos bracarenses. Vítor Sousa terá que batalhar para reconquistar um eleitorado fiel a Mesquita Machado, mas ainda desconfiado do seu sucessor.
Quanto a Ricardo Rio, o melhor será não se acomodar ao resultado desta sondagem, mas garantir uma presença mais marcante junto do eleitorado. O que não faltam são trunfos a explorar...

Esperemos que a campanha eleitoral seja um momento de esclarecimento dos cidadãos e de explanação de estratégias para o município, onde a demagogia esteja ausente. E que Braga fique a ganhar com o novo presidente da Câmara!

domingo, 17 de fevereiro de 2013

MAIOR AO DOMINGO: João Tinoco

Dos Mega- Agrupamentos até Hiper- Agrupamentos concelhios

Com a publicação por parte da Direção Regional de Educação do Norte (DREN), das listagens das escolas a agregar constituído os denominados Mega-agrupamentos, instalou-se em Braga um clima de guerrilha entre aquele organismo e os setores envolvidos no panorama educativo bracarense, congregados no Concelho Municipal de Educação (CME), que passa já por manifestações “espontâneas” de estudantes, dispersas a gás mostarda pela polícia, por ameaças de recurso aos tribunais por parte do representante da Confederação de pais e com a Srª D. Palmira Maciel, vereadora da Educação a protestar veementemente contra esta decisão unilateral da Dren, que segundo ela vai trazer mais insegurança às escolas e aumentar o abandono escolar.Não me cabe aqui discorrer sobre a bondade e oportunidade desta decisão de juntar escolas em Mega unidades gestionárias. O que quero salientar é o grau de consideração que os nossos governantes têm pela nossa inteligência e capacidade de pensar, tratando-nos, como dizia o escritor português, por um bando de analfabetos em que alguns sabem ler.
E digo isto porquê?
Primeiro porque todos sabemos que as grandes decisões governativas deste país desde há 39 anos a esta parte são da autoria dos partidos do bloco central (PS, PSD e CDS) que parecendo ser partidos diferentes, com ideologias próprias e por vezes antagónicas, são afinal farinha do mesmo saco no campo das ideias, divergindo na prática numa atitude de faz de conta que sou contra, conforme é situação governativa ou oposição.

MAIOR AO DOMINGO: João Tinoco

João Manuel Tinoco Ribeiro da Silva é o mítico presidente da Junta de Freguesia de Nogueiró. Foi eleito pela primeira vez em 1985, ou seja, há quase 28 anos. Desde aí, a freguesia, já apanhada pela área urbana, triplicou a população e é uma das zonas mais apetecíveis para viver. Professor do Ensino Básico, é actualmente o segundo secretário da Assembleia Municipal de Braga. Nesta colina, dependurada sobre a cidade, onde se localizava uma povoação da Idade do Ferro, vive o cronista do Maior ao Domingo de hoje.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

A primeira obra de André Soares

© JovemCoop
O primeiro desenho conhecido de André Soares, o génio do rococó bracarense, é datado de 1747. Trata-se do frontispício do livro de Estatutos da Irmandade do Bom Jesus e Santana, outrora sediada na ermida que estava colocada ao centro da actual avenida Central. Esta irmandade, após a demolição da capela de Santana em 1769, foi transferida para a igreja de Santa Cruz, tendo-se fundido à irmandade aí sediada.
O desenho, esse, sobreviveu às mudanças e é o mais antigo testemunho de um nome ao qual Braga deve a sua magnificência e grandiosidade. Indubitavelmente um dos seus maiores filhos!

Moralizar a Universidade do Minho

É frequentes vezes questionado o facto das Associações Académicas serem brindadas com orçamentos milionários, cujo destino costuma ser festas e excessos. Por isso mesmo, a notícia de que, a partir da próxima segunda-feira, 18 de fevereiro, os alunos da Universidade do Minho vão ter refeições e transportes mais baratos, é um excelente exemplo da missão que estas estruturas associativas podem desempenhar.
As medidas foram anunciadas pelo presidente da Associação Académica da Universidade do Minho, que espera que possa ser um contributo para o combate ao abandono escolar e a prova de que, em matéria de ação social, há outro caminho: «basta que haja sensibilidade para olhar para os problemas crescentes dos estudantes e vontade política para os resolver». Uma medida que pode não ser suficiente para atingir os fins que pretende almejar, mas que é exemplar num tempo de particular dificuldade para tantos estudantes.
Além desta medida, o novo presidente da AAUM anunciou que o Enterro da Gata vai ter menos um dia de festa, em nome da moralizadora contenção orçamental.
Parabéns ao novo presidente da Associação Académica, Carlos Videira, por esta iniciativa!
Uma entrada verdadeiramente com o pé direito...

Moralizar o futebol

O Sporting de Braga foi multado em 4.980 euros, com base no Artigo 187.º do Regulamento Disciplinar da Liga (Comportamento Incorreto do Público), na sequência dos graves incidentes na recente partida com o Paços de Ferreira.
Este valor, modesto em face do que se passou, não deveria ser imputado ao clube, mas sim à claque ou aos induivíduos que promoveram as tentativas de agressão aos adeptos visitantes. Este tipo de situações, sem qualquer justificação, acaba por penalizar os adeptos do Braga no seu todo, que vão passar a ser olhados como arruaceiros e mal comportados. Não somos!
A melhor solução, a meu ver, era o clube "obrigar" a claque a arcar com os prejuízos. Estou certo que os responsáveis por estes actos passariam a adoptar outro tipo de comportamento...
Como o futebol é um jogo de emoções é natural que haja momentos de maior tensão e excessos de comportamentos, todavia jamais se poderá permitir que certas barreiras sejam ultrapassadas. A verdade é que esta situação já se previa, num estádio que não foi pensado para os adeptos adversários. Quem assiste aos jogos na bancada nascente, já sentiu diversas vezes o perigo de tão significativa proximidade com os adversários. Definitivamente, as obras de arte têm que ser funcionais, não é verdade Souto Moura?

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Brincadeirinha de Carnaval

Uma das notícias do dia, do jornal Correio do Minho, é a possibilidade, aventada por Vítor Sousa, de enquadrar Mesquita Machado na lista para a Assembleia Municipal.
Das vezes em que tive o (des)prazer de assistir a sessões da Assembleia Municipal, que custa um balúrdio aos cofres municipais, o Sr. Engenheiro Mesquita Machado ou não apareceu, ou chegou perto do fim, ou manifestava gestos de desinteresse e aborrecimento. Se é certo que até entenda o seu aborrecimento, dado que a Assembleia Municipal mais parece um circo, no melhor sentido do termo, não se entende este súbito encantamento do actual Presidente da Câmara por um órgão municipal que raras vezes pareceu valorizar.
Para Vítor Sousa, este gesto pode ser a confirmação de uma candidatura autárquica que vai primar pela continuidade e não propriamente pela diferença na forma de estar na política. Estou certo que muitos socialistas de Braga, fartos como estão da gestão mesquitista, não ficarão muito felizes com esta colagem ao ainda líder municipal...

PS - É uma pena que a reforma autárquica, que visava a constituição de executivos monocolores e conferia mais poderes à Assembleia Municipal, nao tenha ido em frente. Urge dar dignidade a este órgão democrático...

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

El Corte Ingles de Braga abre em Maio


Muito se falou sobre o arrojado edifício construído na avenida Robert Smith e sobre a presumível instalação do famoso grupo de retalho espanhol El Corte Inglés. Hoje, através do Fórum Bracarae, surgiu a confirmação desta realidade.
O grupo espanhol revelou que está a programar a abertura da loja Supercor em Braga, no fim do mês de Maio. São mais 50 postos de trabalho directos na cidade, aos quais se adicionam os indirectos, para além de um bem curioso edifício que já marca a paisagem urbana bracarense.
Merece um prémio!

Dois pesos e duas medidas

Há alguns dias atrás, o Sporting de Braga denunciou publicamente o facto da sua equipa B ter sido penalizada com a perda de 3 pontos, por ter utilizado jogadores da equipa principal, sem cumprir o intervalo mínimo de 72 horas, quando Marítimo e Sporting já haviam infrigido as regras sem qualquer penalização.
Hoje foi a vez do Porto ser absolvido de um processo semelhante, continuando em prova na Taça da Liga.
Em todos estes casos, o estranho foi a rapidez com que o maior clube do Minho foi penalizado, sem qualquer tipo de hipótese de se defender - e havia argumentos para isso. O Belenenses, clube queixoso, já se sabe, tem muito influência na federação, ou não tivesse conseguido evitar a descida de divisão por duas vezes nos últimos anos.
Isto de ser de Lisboa ou Porto tem as suas vantagens, no que toca à influência nos órgãos decisores do desporto nacional...

Percurso pelo legado de André Soares



O arquiteto bracarense André Soares vai ser o destaque do primeiro Percurso Barroco, uma iniciativa conjunta da Braga + e da JovemCoop, que pretende ajudar os bracarenses a conhecerem e a valorizarem o seu património.
Esta iniciativa está agendada para o próximo sábado, dia 16 de fevereiro, e tem início marcado para as 09h30, na praça do Município.
O percurso, que se vai iniciar na praça mais rococó de Braga, vai procurar dar a conhecer a arte de André Soares, o “génio do rococó”, que nasceu em Braga, em 1720, e que legou à sua cidade um conjunto de obras de grande valia no contexto do barroco português.
As primeiras obras do artista bracarense a serem apreciadas vão ser o palácio de D. José de Bragança, onde funciona a biblioteca pública, e  o edifício da Câmara Municipal de Braga, ambas localizadas na praça do Município.
O percurso vai contar ainda com passagens pelo Arco da Porta Nova, Oratório da Senhora da Torre, capela de S. Bentinho, palácio do Raio, casa Rolão e igreja da Senhora-a-Branca.
Garantida está a visita à capela de Nossa Senhora Aparecida, localizada nas dependências da basílica dos Congregados, uma das obras mais apreciadas de André Soares. Outro dos destaques desta visita vai ser a visualização “in loco” do primeiro desenho de André Soares, o frontispício do Livro de Estatutos de 1747, pertencente à Irmandade de Santa Cruz.
Um dos momentos deste percurso vai ser a formalização de um protocolo de cooperação entre a JovemCoop e a Braga +, dando sequência ao que foi anunciado aquando da apresentação pública da segunda associação.
Esta iniciativa conta ainda com a colaboração dos agentes da Braga 2012, Capital Europeia da Juventude, que vão dar colaboração a nível logístico.