quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

A concessão, os editais e o lapso...

 O edital assinado a 24 de janeiro de 2013 (que remetia para o de 2003...)

 O edital assinado ontem, devido a um "lapso" dos serviços camarários...
 O famoso edital de 2003, que segundo o DM estava anexado ao edital de 24 de janeiro

Depois da conferência de imprensa protagonizada ontem pelo vereador Hugo Pires, tudo parecia esclarecido... A Câmara Municipal jamais pretendeu alargar os parcómetros a 90 ruas, a empresa concessionária não se importa que as receitas previstas não sirvam para cobrir o investimento, o edital de 2003 era apenas um estudo, e os malandros dos jornalistas do DM estariam ao serviço de interesses ocultos... Porém, hoje ficamos a saber que o edital da passada quinta-feira afinal já não é válido e Mesquita Machado apressou-se a assinar outro, com a data de 5 de fevereiro de 2013, ou seja, ontem!
Ao atribuir a assinatura e elaboração de um novo edital a um "lapso" dos serviços autárquicos, o vereador Hugo Pires - gabo-lhe a coragem de dar a cara por um assunto negociado pelo seu Presidente... - acaba por dar razão aos críticos, dado que efectivamente o edital de 2003, onde está consignada a possibilidade de a qualquer momento se aumentar a área dos parcómetros, estava anexado ao edital aprovado na mais recente reunião da autarquia, segundo avança o Diário do Minho. Portanto, o edital de 2003, até ontem, estava plenamente em vigor. Dizer o contrário é faltar à verdade...
Portanto, ficámos também a saber que se o PS ganhar as eleições autárquicas em outubro, é possível que assistamos a novos aumentos na área de abrangência dos parcómetros. Hugo Pires fez questão de fortalecer que apenas "neste mandato" não haverá mais aumentos na área de parcómetros.
Depois, esta conferência de imprensa foi estrategicamente convocada na véspera de uma manifestação de cidadãos defronte do edifício sede da edilidade. O intuto era claro: desmobilizar os bracarenses, evitando um desgaste político no caso da manifestação deter uma adesão significativa.

Pior que o negócio com a Britalar - em que obviamente a empresa não quer sair prejudicada e tal só é possível aumentando signifcativamente a área de parcómetros - são as emendas sucessivas da autarquia que recorrem até ao ambiente e ao comércio tradicional para justificar o negócio. Também foi o ambiente o motivo para a TUB renovar a sua frota de autocarros há uns anos atrás, não é verdade?

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