terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Oportunidade para visitar a igreja da Cividade

A fachada da igreja, remodelada no final do século XVIII, voltada à rua D. Gonçalo Pereira
A Capela das Chagas é um dos resquícios do anterior templo, com um interessante painel do século XVII
Parede traseira do templo, com vestígios da antiga fachada visíveis 
A igreja de Santiago da Cividade acolhe até hoje a tradição do lausperene quaresmal, constituíndo-se oportunidade única para visitar um dos templos mais desconhecidos para os bracarenses. Não faltam motivos para a visitar, em particular a sua capela das Chagas.
A sua fundação deverá remontar ao século XII, sendo a sua orientação completamente a oposta à que hoje apresenta (estava voltada para a rua de Santiago e não para a rua D. Gonçalo Pereira). Ao que se sabe, um dos caminhos para Compostela passava por aqui, atravessando a urbe bracarense em direcção à antiga via romana XIX, que seguia para Astorga por Ponte de Lima e Tui. Esta estrada passava pela rua da Boavista (Cónega) onde veio a surgir uma fonte também com a invocação de Santiago.
Sobre a igreja aparentemente pouco se costuma dizer. Remodelada na última década do século XVIII, adquirindo retábulos neoclássicos sem grande valia artística, detém uma fabulosa capela lateral, com retábulo em talha dourada do período nacional e um painel a óleo de boa qualidade que repete um modelo flamengo apenas existente na igreja da Misericórdia do Porto (uma pia onde vai caindo o Sangue do corpo de Cristo). Esta capela, denominada de Santas Chagas, foi instituída em 1600 por D. Pedro da Grã, fidalgo da casa de D. João III, para sua sepultura e dos seus familiares. Vale a pena cá entrar apenas para admirar a capela e a sua tela.

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