quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Os calhaus do parque da Ponte

Isto é um banco, no conceito de equipamento urbano...
Isto são bancos no Central Park em Nova Iorque...
Isto são bancos no parque da Ponte, em Braga...
Recentemente, e na sequência das queixas evidentes dos utilizadores do parque - os mesmos que não foram tidos nem achados na remodelação de um espaço que utilizavam diariamente - foram colocados mais "bancos" no parque da Ponte. Naturalmente que o conceito de "banco" para alguns arquitectos da CMB é muito sui generis. Os calhaus que atiraram para lá parecem meteoritos e não convidam propriamente a permanecer neles durante largo período.
Qualquer parque do mundo que se preze, seja em Londres, em Nova Iorque e até em Cabeceiras de Basto, tem bancos com encosto, para que as pessoas possam permanecer e desfrutar do parque durante largo espaço de tempo. É isso aliás que diferencia o conceito de parque do conceito de jardim.
Ao percorrermos o parque da Ponte, no caso de querermos desfrutar do espaço, que ficou efectivamente melhor e mais belo, temos que habituar as costas a um esforço hercúleo. A alternativa é ir ao bar que está sobre o lago, levar um livro e desfrutar.
Apesar da estética positiva dos bancos que se encontram no parque interior, são pouco ou nada funcionais e é lamentável que os arquitectos paisagistas não entendam isso. O sucesso do projecto do parque da Ponte mede-se pelo tempo de permanência das pessoas no local. Se não se criam condições para isso, naturalmente que a marginalidade continuará a ser uma marca deste espaço. Não fossem as associações sediadas no parque e o novel bar-restaurante e o parque seria um local pouco recomendável.
Esperamos da Câmara a humildade para reconhecer esta singela crítica.

Se em democracia se escutassem os cidadãos antes de proceder a renovações ou reabilitações de espaços urbanos, talvez estas situações e as queixas posteriores à execução fossem desnecessárias. É uma maneira de estar na política. Nesse aspecto temos que saúdar o exemplo de Guimarães, que discutiu com os moradores as renovações dos espaços públicos, recentemente empreendidas...

1 comentário:

  1. Podemos acrescentar a este exemplo, os bancos colocados no remodelado Largo Carlos Amarante, sem encosto e de madeira(a deterioração vai ser rápida)... o mesmo acontecendo numa das ruas que extende o largo, a rua Dr. Gonçalo Sampaio.
    No mesmo remodelado largo, é pena também a quantidade de automóveis que aí circula, já para não falar no estacionamento selvagem que por aí se vai verificando.

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