sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Um exemplo na Beira Interior

A Câmara de Castelo Branco vai abrir um novo parque de estacionamento gratuito, com capacidade para 80 viaturas, depois de outras iniciativas do género.
Enquanto uns municípios dificultam a vida e o comércio no seu centro histórico, e parecem até zelar por intereses particulares, outros percebem as exigências do interesse público e criam parques de estacionamento gratuitos.

Se queremos mais gente a viver no centro histórico e um dinamismo económico crescente, então temos que zelar pelos aspectos logísticos inerentes a esse objectivo...

3 comentários:

  1. É realmente de louvar que a Câmara de Csstelo Branco faça isso.
    No entanto, acho que Braga é uma cidade muito diferente, com mais de 3000 lugares subterrâneos no seu centro histórico e que, apesar de serem pagos, estão sempre bastante preenchidos. Assim, seria impraticável o não pagamento. O que é preciso é que a Câmara estabeleça parecerias com a Bragaparques, como tão bem sabe fazer, de forma a permitir que os habitantes que vivam a menos de 200 metros dos parques do campo da Vinha e Avenida Central não paguem para estacionar nestes parques, ou pensar num grande desconto para moradores. O que é preciso é atrair os estudantes universitários, a curto prazo proprietários jovens, para o centro histórico, de maneira a lhe ganharem amor - estacionamento nocturno grátis para estudantes universitários, mediante apresentação do cartão de estudante; autocarros nocturnos, a preço de ida e volta (1 euro) - tudo bem publicitado em cartões e placares junto do campus de Gualtar.

    O que é preciso é ideias, ideias, e não um perseguir desregulado de milhões, em parquímetros e outros, para afundar, literalmente, em piscinas olímpicas que nem Lisboa tem.

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  2. Caro Vitor Gonçalves, a Bragaparques já pratica um desconto de 50% na mensalidade para moradores do centro histórico. A mensalidade do parque de estacionamento subterrâneo do Campo da Vinha, por exemplo, é de 90€, sendo de 45€ para quem reside no centro histórico. E, sinceramente, à noite o que não falta é estacionamento grátis no centro histórico. O que não há é locais de entretenimento capazes de atrair a juventude para o centro.

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  3. Isso é óptimo, por acaso não sabia, e fico contente.

    Quanto à questão de a juventude estar um pouco desligada do centro penso que é uma mistura de factores: o primeiro, e maior, é cultural. O segundo é, realmente, a falta de pontos atrativos no centro histórico (coisas simples como um ou dois bares onde se possa beber uma cerveja por menos de 1 euro, bares virados à rua, etc). Os dois ligaram-se, durante muitos anos, num ciclo dificilmente destrutível.

    A minha sugestão de estabelecer estacionamento grátis para estudantes universitários e a criação de autocarros nocturnos, publicitando-o em cartazes no campus de Gualtar, era com o objectivo de chamar à atenção e abrir os horizontes da comunidade universitária, para descobrirem a cidade e não só a zona específica onde vivem e estudam.

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