segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Um homem invisível no banco de suplentes...

O Sporting de Braga empatou a uma bola na casa do Rio Ave, numa partida que encerrou a 19.ª jornada da I Liga, num jogo que tinha como aliciante o facto do Braga se poder aproximar do 3.º lugar, que foi seu durante quase toda a época.
Os 4 mil adeptos bracarenses que foram até Vila do Conde levavam a esperança de assistir a uma efectiva mudança no destino recente da equipa. Após a feroz contestação ao professor de Educação Física, que costuma assistir aos jogos no banco de suplentes, e após a garantia do presidente de que o tal professor de competência invisível iria permanecer ao serviço do clube, os bracarenses aguardavam, pelo menos, algo melhor que o que se tem visto. Após dois minutos de jogo frente ao 5.º classificado, perceberam que não. O Rio Ave pega na bola pela primeira vez, inicia a marcha no meio campo do Braga, cruza da direita, remata e golo. 100% de aproveitamento e (mais) uma falha defensiva monumental.
Após dois golos falhados por Éder, já no findar da primeira parte O Sporting de Braga terminou a partida com 63% de posse de bola, 22 ataques, 11 remates e 6 cantos, num domínio absoluto em termos estatísticos, mas a bem da verdade podemos perguntar o que fez a equipa com a supremacia evidenciada. O marcador era implacável: 1-0 para a equipa da casa. Mas eis que uma bênção surgiu dos céus. Já em período de descontos, Wires derrubou Mossoró na grande área e é (bem) assinalada uma grande penalidade. Alan converteu e o Braga desceu às cabines bastante mais aliviado.
Ao intervalo uma pergunta povoava as mentes bracarenses. Uma equipa com este talento, precisava de um penalti para marcar um golo??? Segundo a filosofia do homem invisível, que, dizem, assiste aos jogos a partir do banco, sim.
Mesmo com um domínio territorial do jogo durante toda a segunda parte, o Braga não conseguia criar situações de perigo. Do banco de suplentes, onde deveria estar alguém capaz de inverter o rumo dos acontecimentos, via-se apenas um vulto invisível, cujos estipêndios são os mais caros da história do Braga! Só ao minuto 81' ocorre a primeira substituição! O Rio Ave respondia com tentativas de contra ataque, também inconsequentes.
O jogo chega ao fim, com o mesmo "score" da primeira parte. Justo, sem dúvida, e mais uma desilusão para os bracarenses, que vêm a sua equipa a praticar um futebol irreconhecível. E o homem invisível, pelos vistos, vai continuar por aí...
E vão 4 jogos sem ganhar!

(In: FANÁTICOS)

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