sexta-feira, 26 de abril de 2013

A irracionalidade dos projectos "A Regenerar Braga"...

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Ontem, em conversa com um amigo, discutia a falta de racionalidade presente em muitos dos projectos "A Regenerar Braga". O primeiro deles, a renovação do topo Norte da avenida da Liberdade, é o mais paradigmático. Apesar de se tornar esteticamente apelativo, devido ao ritmo das linhas e ao colorido das flores, apresenta um sem número de pecados que fazem ver a ausência de uma reflexão profunda acerca do usufruto do local pelos cidadãos (não é para estes que deve ser feito o espaço público?).
A ausência de sombras, num granito que retém o calor durante o verão, bem como os desconfortáveis bancos de pedra ali colocados são o pecado mais evidente. A falta de espaço de circulação para um cortejo ou outro género de iniciativas são outro dos factores de irracionalidade. Alguém se lembrou que o cortejo das Rusgas no São João é obrigado a percorrer o espaço entre as árvores e as montras das lojas, porque não há um corredor disponível para o fazer? Alguém se lembrou que isto prejudica o brilho das tradições citadinas e o usufruto que se quer de um espaço urbano?
O outro grande e grave problema é o custo da manutenção dos jardins floridos. Nesse sentido, recordo o interessante comentário do Luís Tarroso Gomes a esse respeito. Que empresa andará a lucrar com esta brincadeira que custa aos cofres da autarquia cerca de 140 mil euros/ano?
Se houvesse racionalidade, jamais se promoveria uma renovação com custos de manutenção deste género.

2 comentários:

  1. Além de concordar plenamente com o artigo, permitam-me acrescentar ainda outra questão, alguém se lembrou do que foi outrora a Av.da Liberdade, o seu significado, a sua identidade?Veja-se como exemplo a Av.dos Aliados no Porto, uma praça do povo e para o povo. Não são necessários adereços para embelezar o espaço urbano, que só oneram custos desnecessários, a cidade tem que comunicar por si só, tem que ter e evocar a sua própria identidade. Recuando um pouco aos primórdios da cidade, Grécia Antiga, a Ágora, praça central da actividade empresarial da época, que seria dela com flores, canteiros...

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  2. A minha proposta: eliminar o jardim, mas no seu lugar pintar o chão. Haveria espaço para toda a gente circular livremente e acabavam-se os custos de manutenção. Quanto à beleza, não seriam flores, mas pinturas, logo, haveria uma beleza original, e ao mesmo tempo seria colorido e dava alegria à praça na mesma.

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