segunda-feira, 8 de abril de 2013

Desfecho previsível. O culpado do costume...

Os últimos 15 minutos das partidas do Sporting de Braga são momentos inesquecíveis para qualquer adepto bracarense. Qualquer coisa se adivinha e o andar do relógio adensa a tensão e a capacidade de sofrimento. Bate forte o coração arsenalista!
A diferença entre os quatro jogos seguidos sempre a vencer e as duas últimas derrotas averbadas com Sporting e Porto, é que Guimarães, Olhanense, Marítimo e Gil Vicente não conseguiram ser eficazes perante o atraso nas substituições, e a ineficácia evidente de alguns jogadores... Jamais esqueceremos o sofrimento do derby minhoto, em que o Braga chegou a estar a vencer por 3-0 e quase permitia a reviravolta. Há algum adepto bracarense capaz de dizer que está satisfeito com esta e´poca desportiva? Será exigência a mais estar à frente do Paços de Ferreira? Será exigência a mais querer continuar na Champions League, depois de estarmos colocados no pote 2, e defrontarmos dois adversários inferiores em qualidade ao Braga? Será exigência a mais pedir a um treinador que faça o que está ao seu alcance para vencer uma eliminatória da Taça de Portugal em que era declaradamente favorito?
A derrota desta noite com o Porto, após um jogo em que o Braga abdicou de atacar e de lutar ambiciosamente pela vitória, é um prémio justo para quem reduziu o Braga a uma equipa banal, apesar de deter o melhor plantel da sua história. Os guerreiros até marcaram primeiro, mas o caudal atacante inexistente e a gritante falta de visão do jogo, destruíram qualquer devaneio arsenalista. João Pedro e Mauro estavam exaustos. O maestro Mossoró, melhor jogador da equipa, foi impedido de brilhar, jogando numa posição que destrói a sua qualidade. As susbstituições - como sempre (lembrem-se dos dois jogos contra Manchester...) - vieram depois do desastre. Carlão, Rubem Micael e Hélder Barbosa vieram tarde, muito tarde...e o empate guardado saiu muito caro. Derrota por 3-1 e uma imagem triste, de uma equipa que, há dois anos, atrás, perdeu no mesmo estádio, mas soube brilhar e lutar pela vitória. O que prefiro? De longe uma equipa que se esforça e que joga com alma.
Peseiro não está apenas a destruir o que os seus antecessores construíram. Está, sim, a tirar pessoas do estádio, a destruir a paixão arsenalista e a dar passos atrás num percurso que tem sido frutuoso.
Só um coração forte aguenta com tanta asneira e incompreensão... Com tudo isto, ir a Coimbra só por amor à cidade, ao clube e ao nome "Braga", que tantos outros insultam e menosprezam.
Salva-se o magnífico golo de Alan e a extraordinaria exibição de Santos. Que central!

 (ler em www.fanaticos.pt)

2 comentários:

  1. Uau! Nem uma crítica à arbitragem. O Fcp não é chamado de clube do Porto. Os jogos com o FCP são sempre pacíficos.

    ResponderEliminar
  2. No entanto no sabádo la estaremos...

    ResponderEliminar