sexta-feira, 5 de abril de 2013

Ideias para Braga: revitalizar a rua do Souto

A rua do Souto é, desde a Idade Média, um dos principais eixos de circulação do centro urbano de Braga e, desde o século XVI, a sua principal rua comercial.
Ao longo de séculos, os bracarenses procuravam aqui os bens de que necessitavam. Era o chamado comércio tradicional, que hoje corre o risco de se perder. Hoje o que se vê são essencialmente lojas de marcas internacionais, sendo cada vez menor o comércio de iniciativa local. Um sinal dos tempos, sem dúvida, que traz também benefícios ao consumidor, todavia uma insegurança maior para a criação de riqueza da parte dos cidadãos bracarenses. Os lucros dessas loja não ficam em Braga, mas é a lei do mercado e há que aceitá-la. O que podemos fazer, então, para evitar que se perca este eixo comercial fundamental?
Há tempos, falou-se na criação de uma cobertura como existe em muitas cidades do centro da Europa. Poderia ser uma ideia interessante, mas até que ponto não descaracterizaria esta artéria? Para colmatar estas limitações, há uma outra opção que parece muito interessante.
E que tal se se criasse uma cobertura provisória, com recurso a uma instalação artística, à imagem do que sucedeu em Águeda no verão passado? Esta opção teria grandes vantagens: protegeria da chuva ou do calor, beneficiaria o comodismo dos consumidores e poderia servir de atração cultural. A instalação poderia ser alterada periodicamente e apenas estar colocada nos meses mais críticos em termos metereológicos.
Além desta cobertura, poder-se-ia potenciar o comércio, reduzindo o período de parqueamento pago e convidando os comerciantes a abrirem as portas às horas em que habitualmente as pessoas estão livres concorrendo assim diretamente com os centros comerciais...

1 comentário:

  1. Pessoalmente sempre considerei como vantajosa a hipotese de cobertura de parte da Rua do Souto. Mas creio que tudo é uma questão de gosto e, como tal será sempre discutivel. Agora creio ser urgente a revitalizaçãp desta artéria não só a o nível do espaço publico mas também ao nível do espaço privado promovendo a reabilitação dos edificios que ainda estão por reabilitar.

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