terça-feira, 2 de abril de 2013

O Braga de Peseiro regressou...em grande!


Falta de sorte! É o argumento mais ouvido na sala de imprensa do estádio Axa ao longo da presente época. Depois de quatro vitórias alcançadas com muita alma e sacrifício, lá surgiu mais um percalço. é uma época de muito sofrimento para o maior clube do Minho
Ontem foi o que se viu. O Sporting de Braga recebeu o homónimo lisboeta e perdeu por 2-3, num jogo em que até beneficiou de superioridade numérica durante cerca de 25 minutos. Quando parecia que o Braga de Peseiro estava a dar uma folga aos adeptos, eis que regressou em grande e pode ter voltado para ficar... Mais um jogo com substituições tardias, forma de jogar lenta e previsível e muitas displicência nos momentos em que o adversário tinha a bola. O Braga nunca esteve em vantagem no jogo e consentiu golos ao adversário, fruto dos seus habituais pontos fracos na forma de jogar. Talvez porque do outro lado estivesse um treinador inteligente, que percebeu bem como havia de derrotar um adversário supostamente mais forte. Com as laterais constantemente escancaradas e com avançados que não se dignam vir atrás auxiliar nas tarefas defensivas quando a equipa perde a bola, a tarefa torna-se mais fácil para qualquer adversário. A meio da segunda parte, o Braga ficou a jogar com mais um, mas foi o Sporting quem chegou mais vezes e com mais perigo à área contrária. Apesar de algumas oportunidades de golo desperdiçadas, o que viria a acontecer no derradeiro minuto do jogo adivinhava-se. De um lado estava uma equipa sem velocidade ou intensidade, constantemente a permitir que os atacantes adversários se isolassem. Do outro uma equipa com velocidade e inteligência (com treinador!) que, mesmo com dez jogadores em campo, continuou em busca da vitória... e conseguiu. Perdemos os dois jogos contra o pior Sporting da história e perdemos bem ambos, diga-se de passagem.
É assim que o Braga joga este ano e não é por infortúnio que perde jogos e sofre golos, é por nítida incompetência na sua forma de abordar as partidas. Estamos em 4.º lugar é certo e ganhamos mais jogos que os que perdemos, mas era difícil ser diferente quando a equipa apresenta uma valia superior à maior parte dos restantes plantéis da liga. Onde há talento é inevitável fugir a algum sucesso. A época 2012/2013 é para esquecer e é bom que António Salvador não se esqueça dela e das asneiras que tem cometido. Deixar Domingos ir embora foi um erro grave e permitir a saída de Jardim - apesar de não ser propriamente um treinador ambicioso - também. Mas o maior erro foi ter trazido um treinador sem qualquer nível para treinar equipas profissionais, daqueles indivíduos que são oferecidos por empresários e têm vergonha de mostrar o currículo.
Para um adepto do Braga - dotado de um mínimo de inteligência - a falta de sorte é ter um presidente que contrata um treinador sem perder uns breves segundos a analisar o seu currículo, sei lá, perceber se alguma vez completou uma época inteira nos clubes por onde passou, quais eram os resultados desses clubes antes dele lá chegar e como passaram a ser depois, quantos troféus conseguiu ganhar ou outros pormenores, pelos vistos, secundários na escolha de um treinador. Falta de sorte é ter um treinador sem nível a orientar o plantel mais caro e inquestionavelmente mais dotado de um clube e desperdiçar tudo com um futebol nada eficaz e sempre imprevisível.
Faltam oito jogos para terminar esta época futebolística e prevê-se muito sofrimento nos corações bracarenses.
Eu já decidio meu protesto. Não vou a Coimbra! Sonho estar em finais de competições com o meu clube, mas não suporto ver constantemente defraudadas expectativas, muito mais quando já sei o final desta história.
Nada que não tenha previsto e que não fosse óbvio perante uma observação mais atenta.
Que desgraça! Que infortúnio! Que falta de sorte ter Peseiro como treinador!

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