domingo, 14 de abril de 2013

Quinto troféu da história na conta de Salvador

Coimbra vestiu ontem com as cores do maior emblema da terceira cidade do país e ouviu gritar, bem alto, o nome da capital do Minho! O Sporting de Braga conquistou o seu quinto troféu em provas oficiais, curiosamente no mesmo estádio onde havia vencido há precisamente 36 anos a efémera Taça da Federação, uma prova que tentou ser o que a Taça da Liga é hoje.
O resultado foi construído na sequência de uma grande penalidade, mesmo em cima do intervalo, que ditou a expulsão do jogador portista. Alan foi o marcador e o seu nome fica justamente na história do clube, equiparando-o ao nome de Perrinchon, o goleador da nossa maior conquista em 1966. Melhor sorte era impossível. A segunda parte, pese a iniciativa de jogo dada ao adversário, as melhores oportunidades foram do Braga. Indescritíveis os falhanços de Ruben Micael, Mossoró e Carlão! O resultado merecia, por isso, ser mais gordo. No final os milhares de bracarenses fizeram uma monumental festa, à moda do Minho, a provar que esta gente merece mais alegrias. Sabemos muito bem assinalá-las com pompa e significado. Pena os confrontos entre as claques braguistas. Para quando deixar de dar má imagem do clube e da cidade, perturbando quem quer assistir dignamente a uma partida do seu clube?
Para quem prefere justificar-se na arbitragem para camuflar os próprios erros, é bom que se diga que o jogador que efectivamente fez um penalti sobre Mossoró ao minuto 45, é o mesmo que deveria ter sido expulso logo ao minuto 17. Ao minuto 50 outro penalti ficou por marcar sobre o mesmo Mossoró...e muitas faltas incoerentemente marcadas ao longo da segunda parte. Um Camões em campo. Basta fazer contas!
Quanto àquele que decidiu atirar-se aos críticos, augurando-se de ser o responsavel por este feito, ele que não se esqueça que o maior responsável por esta Taça chama-se António Salvador e os seus intérpretes foram os jogadores. Se não fossem os erros do jogador do Porto, não sabemos bem como teria sido o desfecho desta partida. As fragilidades da forma de jogar da equipa ficaram bem patentes no decorrer da primeira parte... Não adianta minorizar o palmarés do Braga, dizendo falaciosamente que esta foi apenas o segundo troféu na história do clube. Os assobios vão continuar, ó Peseiro! Não te queremos e tens um jogo com a Académica para preparar.
E em Braga, como digna capital do povo minhoto, festeiro e efusivo por natureza, fez jus ao seu título e deu uma monumental recepção aos seus heróis. A praça Municipal encheu-se de adeptos e na varanda foi exibido o quinto trofeú da história do clube, talvez o mais saboroso por se suceder a uma década de inquestionável crescimento.
Venham mais! Nós cá estaremos para fazer a festa e gritar o nome da nossa mui amada cidade: Braaaagaaaa!

PS - Para aqueles que continuam a preferir torcer por emblemas de outros municípios e que até ficam furiosos com as conquistas do maior emblema da sua terra, proponho que meditem na sua incoerência e se juntem ao clube da sua cidade. Entre nós gritamos pelo nome da nossa cidade, elevamos a heráldica municipal e jamais toleramos que acrescentem o nome "Braga" a impropérios e insultos. Se é legítimo simpatizar com outros clubes e instituições, é menos compreensível ser contra o principal embaixador da sua cidade. Não entendo...

5 comentários:

  1. Infelizmente a JSD está cheia desses que torcem pelos emblemas de outros municípios.

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  2. Infelizmente esse problema não é só da JSD. Sei de fonte segura que foi adiada a data de uma comissão da Assembleia Municipal porque um dos mais afamados socialistas bracarenses queria ver jogar o "seu" Benfica...

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  3. E o Ricardo Rio não é do SCP?

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  4. Festejar uma justa vitória e continuar a "caça às bruxas" dos que preferem ser coerentes com a sua história não fica bem. Talvez seja por isso que existam tantos "cristãos novos", adeptos que no segredo das suas gavetas e gavetões guardam outros emblemas. Alguns deles, dizendo-se Bragistas puros, até preferem uma outra camisola à oficial. Uma camisola que fica mais perto das suas verdadeiras cores. Já agora o Braga ganhou e eu festejei, tal como não fiquei triste quando o meu segundo clube foi afastado por um clube da minha cidade.

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  5. A taça da cerveja é nossa!

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